Diferentes opiniões sobre Glee

Toda vez que falamos sobre Glee neste blog, acabamos babando em cima da série, isso só pela premissa afinal nem assistimos o programa — mas estou morrendo de vontade de… Então para provar que as vezes podemos ser imparciais, peguei uma matéria do TV.com que traz duas opiniões diferentes sobre a série e traduzi.

Tipo, pq ter apenas uma opinião sobre a série de podemos ter duas, não é? As pessoas que comentarão o piloto da série, que é uma das grandes apostas da Fox, já o assistiram. Ambos são editores do site TV.com, sendo um deles a Lauren, que é fanática por American Idol e o Tim, que é fã de Lost e Breaking Bad.

Se você quer saber o que fez estes dois gostarem ou não da série, continue lendo.

Glee, como você já deve saber, foi criador pelo cara que idealizou Nip/Tuck, Ryan Murphy. Ela conta a história de um grupo do colegial que tenta participar de uma competição musical. A atração principal do programa é o uso de números musicais como nos filmes HairSpray e Chicago, por exemplo, além de mesclar-se com uma comédia sobre adolescentes do ensino médio. Murphy também optou por renovar antigos e novos clássicos populares, o que inclui desde Rehab, de Amy Winehouse, até Don´t Stop Believing, do Journey. Será esta a fórmula do sucesso?

Lauren: Eu gostei do piloto. Eu amei o elemento American Idol que é a tomada de músicas que já conhecemos mas com novas interpretações de jovens de 16 anos. Os personagens tem um senso de humor sobre eles mesmos e o roteiro lembra os mocumentários de Christopher Guest, só me pegando surpresa por ver que o Glee club é na verdade muito talentoso. E muita coisa acontece. Mal tive tempo de tomar fôlego antes de que começasse uma nova música.

Tim: É verdade, a velocidade é um pouco acelerada, o que vai ser ótimo para esta geração de jovens hiperativos. Você vê o programa com referências a Christopher Guest, mas eu já vi como algo chupado do excelente filme de Alexander Payne, de 1999, Election. Entretanto, se for para roubar uma idéia de algo, melhor tomar posse de algo que era realmente incrível, e isso é exatamente o que Ryan Murphy fez ali. A personagem principal é uma cópia de Tracy Flick interpretada por Reese Witherspoon.

Lauren: É, também me senti um pouco pressionada pela quantidade de personagens clichês: a sedenta por fama Rachel, o sem coração do Finn, o jovem Arty em sua cadeira de rodas, os garotos menos privilegiados. De início parece muito para ser digerido, especialmente quando grande parte dos personagens não acrescentam nada à cena (ainda). Mais ainda há muitos outros personagens que eu nem esperava ver. Por exemplo a professora pervertida, Jayma Mays como sendo a técnica do Glee Club e Jane Lynch como a chefe de torcida com tendências ditatoriais e os gostosinhos do time de futebol americano.

Tim: Eu pensei num outro título para o programa: Esteriótipos que Cantam. Mas não posso negar que o cara nos deu plena idéia de quem são aqueles personagens e eu acho que esta era a intenção. Algumas pessoas vão sacar logo de cara qual é o destino dos personagens, mas eu acho que o público da audiência não vai nem se importar com isso. Eles estarão muito ocupados esperando pelo próximo número musical. Falando neles, eu esperava que as músicas contassem parte da história, mas na maioria eles são apresentados como sendo apresentações do grupo. Onde estão as cenas de lua cheia onde o personagem sai cantando músicas como Somewhere Out There? Você, que é viciada em American Idol, o que achou dos números musicais?

Lauren: Bom, eu vejo que Murphy está tentando fazer uma pegada moderna das músicas, já que nenhum personagem sai cantando uma música qualquer. Eu gosto disso pois eu acho que o programa acaba tendo mais chances de conquistar a audiência. Muitas pessoas não conseguem suportar o jeito Grease de se contar uma história. Se eles cantam em Glee, eles cantam em um palco. Ou de algum jeito que tenha mais lógica. Já que teremos provavelmente entre seis a nove músicas por episódio, suspeito que o gurpo vá cantar músicas que reflitam o que eles estão passando, fazendo isso em suas apresentações musicais. Por exemplo, se houver um fim de namoro na série, talvez eles cantem uma música mais melodramática, ou como no final do piloto, quando o personagem de Matthew Morrison canta Leaving on a Jet Plane, em referência ao que ele estava passando naquele momento.

Tim: Mesmo assim, eu não conhecia todas as músicas dali (Nunca fui daqueles que sempre estava atualizado quanto ao top 40 das rádios), gosto de vê-los mesclando o velho com o novo. Eles estão planejando vender suas próprias versões das músicas no iTunes depois dos episódios, mas eu não conheço ninguém que poderia comprá-las. Mas quem sabe as crianças e jovens por volta dos 12 anos não possam se viciar no programa? Para mim, Glee teria me ganhado muito mais sem os números musicais. E com muito mais participação de Jayma Mays… Ela é gostosa. Mas eu acredito que o programa vá consquistar uma gama de fãs apaixonados — é divertido e é diferente. Eu apenas não fui fisgado, ainda. Acho que é por gostar mais de ficção científica do que de Drama. Você vai acompanhar?

Lauren: Por me considerar uma juke box humana, posso dizer que eu conhecia cada uma das músicas. E sim, eu me peguei cantando enquando dançava com a cabeça ao estilo Night at the Roxbury. Eu assistiria mais pelos números musicais, e passaria adiante toda a parte do drama (obrigado TiVo!) até que eles consigam chegar em um enredo melhor. Até tenho uma quedinha pelo Matthew Morrison (que interpreta o professor do Glee Club) mas ele não é motivação suficiente para que eu assista o programa. Mesmo assim eu consigo enxergar Cory Monteith como um futuro ídolo das adolescentes, apesar dele não ser nenhum Jonas Brother. O piloto é bom o suficiente para me convencer a dar uma chance para os próximos episódios, antes de tomar uma decisão final de continuar assistindo ou não. Eu acho que o programa promete, mas não amei tudo que vi. Ainda não! O que você achou?

Tim: Tem muito potencial, e vai conquistar muitos fãs, principalmente entre as mulheres. Mas será que isso vai ser o suficiente para mentê-lo no ar? Vamos ver. Mas como um típico exemplo da porção masculina da audiência, duvido que eu sintonize na Fox para ver o programa — e não estou sendo contra a essência dele. Eu vejo mesmo ele sendo adorado, mas por um certo tipo de público. Se você procura por algo diferente em um seriado, definitivamente precisa assistir Glee. É um programa ousado, e gosto de saber que temos programas assim em transmissão, mesmo eles não sendo do meu tipo.

O piloto de Glee vai ao ar no dia 19 de maio, após a transmissão de American Idol no canal Fox dos Estados Unidos.

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