Doctor Who 7×01 — Asylum of the Daleks

Sou Oswin Oswald. Eu lutei contra os Daleks e sou humana. Lembre-se… de mim.” — Oswin

Antes da resenha em si, gostaria de deixar registrado o quão honrado estou em escrever as reviews de Doctor Who. Ainda não tive o prazer de assistir a série clássica, mas a atual, desde Christopher Eccleston (de quem não sou muito fã), passando por David Tennant (um gênio), até o presente Matt Smith (com quem tenho alguns problemas), despertaram em mim uma avidez que poucas séries conseguem. Dito isto, passemos à review.

Após o final, a meu ver, decepcionante da Series 6 de Doctor Who, eis que com essa premiere, Steven Moffat volta a subir no meu conceito em um episódio simplesmente genial. Não sou um grande fã dos Daleks. Desde a primeira vez que os vi, assim como toda a comoção que despertavam, julguei eles bastante superestimados para o meu gosto. Os Weeping Angels, por exemplo, me assustam muito mais. Porém, em Asylum of the Daleks, esse ponto de vista não tinha como permanecer intacto. Embora aquela multidão de Daleks tenha deixado uma pulga atrás da minha orelha. Eles parecem pragas: tem sempre mais aparecendo. Rose Tyler já matou um monte, Donna Noble matou alguns também, mas parece que tem um número infinito de Daleks espalhados pelo universo.

Começamos em uma inesperada visita à devastada Skaro. Achei toda aquela decadência e devastação uma coisa linda, principalmente a tomada inicial em movimento até vermos aquele Dalek gigante. O problema é que aí surge a primeira pergunta do episódio: Como assim campo de prisioneiros dos Daleks? O lema deles é “Exterminate”, mesmo assim eles fazem prisioneiros e têm não um, mas vários campos de prisioneiros? O Doctor, inclusive, tem conhecimento disso e ninguém faz nada? Pareceu algo inventado pra conversa ficar mais preocupante e mitológica.

Os Daleks da nave continuaram aborrecidos como sempre foram, além de eu não dar muito crédito para aquela história de humanos sendo transformados em Daleks. Tudo nessa questão me pareceu meio forçado, algo inserido só para aumentar a tensão sobre a Amy perder a pulseira. Além do mais, uma tecnologia como aquela só poderia ter sido elaborada pelos Daleks da nave, principalmente porque eles próprios têm seus capangas humanos-daleks, então por que eles colocariam no Asylum algo que só aumentaria os exércitos dos Daleks aprisionados (como aconteceu)?

Fora isso, eu tremi com aqueles corredores sombrios e repletos de Daleks defeituosos, ou ainda com aquele delírio da Amy, típico de filmes de terror. “Eggs…ter…mi…nate”. A ala dos sobreviventes ao Doctor, então! Genial! Um detalhe arriscado desta parte, porém: Doctor colocou sua própria pulseira no pulso da Amy para, não sei, ajudá-la a consertar o casamento. Mas isso não é apostar muito alto? Se os Daleks tomassem o controle do último Senhor do Tempo não seria um risco muito maior para todo o universo do que converter a “garota que esperou”? Confuso. Ainda assim, o Doctor sabe o que faz e tudo deu certo no fim. Bom, não para todos. E o que foi aquele final? Depois de assistir o Doctor se despedindo da Rose (duas vezes), depois de ver a Donna sofrendo por ser obrigada a abdicar de sua memória, depois de assistir vários e vários personagens morrendo episódios afora, em nenhum outro momento senti uma angústia tão grande quanto neste final. “Eggs…term…in…ate”.

Por fim, em momento algum eu temi pela segurança do querido casal Amy e Rory, tanto pelas centenas de spoilers que enchem a rede quanto pelo roteiro, embora meu coração tenha ficado bastante apertado com aquela história de divórcio. No fim das contas, os personagens ficaram meio soltos no episódio. Continuo apreensivo, porém, pelas histórias que correm sobre o desfecho do quinto episódio, mas não vou me antecipar.

Os membros do Silêncio acham que ele morreu, os Daleks não se lembram mais dele. Um excelente começo para uma temporada que promete ser espetacular. “Doctor who?

~~SPOILER~~

Nesta parte, teço alguns pequenas considerações a respeito do final do episódio e do que ainda está por vir na série, portanto, se não quer saber spoilers dos próximos episódios (ou sobre o desfecho desse primeiro episódio, que vale muito a pena ser assistido sem saber o final), recomendo voltar mais tarde.

A morte da Oswin. Desde o início me apaixonei pela personagem. Ela é maravilhosa e, sem dúvidas, dará uma excelente acompanhante pro Doctor. Ela é, praticamente, o Matt Smith de vestido. Um empecilho e tanto para River Song, heim? Será que teremos um triângulo amoroso? Seria meio besta, ou poderia ser genial e a chave para mais daquelas tiradas hilárias entre Doctor e River. Para quem não sabe, a atriz Jenna-Louise Coleman foi selecionada para substituir Amy Pond. Esta sairá da série no dramático quinto episódio, último da primeira parte da temporada. Jenna-Louise Coleman, então, irá substituí-la como acompanhante do Doctor.

Agora vejamos, como isso será possível? Ela morreu no final do episódio, ou antes disso se levarmos em conta sua transformação em Dalek. O que, particularmente, achei uma jogada de mestre do Steven, principalmente para quem sabia de sua seleção como posterior acompanhante do Doctor. Como isso poderá ser possível, porém, depois daquele final? Eu tenho uma teoria:

Aquele ponto no tempo, necessariamente, precisa ser um ponto fixo, correto? Desta forma, como ela poderia simplesmente ser salva antes de cair ali? Além do mais, acredito que seria uma resolução muito fajuta ele simplesmente mudar os fatos. E se acontecer com ela, por outro lado, algo parecido com o que ocorreu (ou ocorrerá, dependendo da linha temporal) com River Song? Todos nós que assistimos Forest of the Dead sabemos o desfecho. E se o Doctor for até um ponto no passado da Oswin e a levar para várias aventuras pelo espaço enquanto pensa em uma forma de “salvá-la”?

Devemos atentar para o fato de que a própria “Souflé Girl” admitiu ter viajado com a Alaska para conhecer o universo. Que motivo poderia ter incentivado isso mais do que viajar com o Doctor por aí? Além disso, como a memória dela possivelmente foi apagada pelos Daleks durante a transformação (ou por ela mesma, quando bloqueou suas lembranças para não sofrer) o que impede de ter algumas do Doctor ali no meio? Principalmente porque, depois dele ajudá-la a lembrar, a última fala da garota é a que uso para abrir essa review. Para mim, pode significar que ela lembrou e está passando a ele a informação que precisa para encontrá-la no passado. Além disso, fazê-la viajar pelo universo e viver aventuras pelo espaço-tempo antes de morrer é, sem dúvida, o tipo de piedade do Doctor.

Enfim, posso muito bem estar errado. Steven Moffat já provou ser um gênio em vários momentos da série (embora tenha deixado a desejar em outros). Vamos torcer para uma conclusão tão maravilhosa quanto a personagem merece. Que venha mais Oswin por aí!

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