Doctor Who 8×01 — Deep Breath

Por que eu escolhi este rosto?” — WHO, Doctor.

Respirem fundo, pois a espera acabou. Após quase 9 meses no aguardo, finalmente nosso Doutor se regenerou, e a novidade não para por aqui. Agora no Box, nosso reviewer, no caso eu, também regenerou…E continuo não sendo ruivo.

Após os eventos ocorridos no especial de Natal, não se engane leitor, começamos uma nova era na série cinquentenária. Steven Moffat, showrunner, amado por uns e odiado por tantos outros, é essencialmente um fã. Um fã que dirigi uma serie que cresceu assistindo e, além de excelente roteirista, como já provou diversas vezes, Moffat é perspicaz, e isso traz mais benefícios que malefícios para série, afinal um leque de possibilidades se abre a nossa frente.

Logo, assim de cara, acompanhamos um imenso tiranossauro rex caminhando pelo rio Tâmisa em uma Londres Vitoriana (uma referência a um dos contos de Sherlock Holmes), que em seguida vomita uma TARDIS com um novo Doutor, agitado, confuso, sem ar e que não sabe nem mesmo quem ele é, acompanhado de uma Clara Oswald descabelada, ainda nas emoções do episódio especial do ano anterior.

Doctor Who 8x01

Não irei revelar muito sobre o episódio em si, pois aqui a grande novidade será a surpresa, o que espera a mim e a você, leitor companheiro, já mais perguntas são levantadas do que respondidas, pois exímio roteiristas que é, Steven esconde, propositalmente, detalhes importantes não só a acerca de Peter Capaldi e esta nova personificação do Doutor, como de novos personagens inseridos neste ano, como Missy, por exemplo.

Assim, o ator Peter Capaldi vem à tona, com seu sotaque escoceses e grossas sobrancelhas, confuso e se indagando afinal o porquê daquele rosto. A análise aqui é simples e sutil: O Doutor está velho por que ele se ente assim, velho, ranzinza e reclamão. Uma evolução cíclica — e de marketing, por que não? -, afinal em uma série de cinquenta anos era necessário se reinventar, rejuvenescer, no rosto quase infantil de Matt Smith, para atrair um novo público, e assim, continuar.

Porém aos poucos Capaldi vai revelando, ao público, principalmente aos mais novos que só conheceram as versões de Eccleston, Tennant e Smith, seu amor pela humanidade, pelo desconhecido, seu lado excêntrico, que nos mostram sim, ali está o Doutor.

O roteiro também ganha pontos ao tratar as indignações e perguntas frequentes de Clara, travestida das mesmas perguntas que o novo público faria, algo que não víamos desde que Rose Tyler presenciou a regeneração de Eccleston para Tennant.

Aliás, com mais de cinquenta anos é natural que a série acaba fazendo referencias e homenagens a ela mesma, desde time wibly wobly…ah, desculpa, mãos novas!

Voltando…ah…desde referencias a antigos personagens, roupas e falas, e uma merece um destaque especial: a participação do ator Brian Miller viúvo da atriz Elisabeth Sladen — que interpretava Sarah Janne — como o mendigo no beco.

O arco narrativo do “mistério da semana” foi suficiente e coeso, começando bem e dando uma esfriada no meio da projeção e encerrando de forma satisfatória, com um pouco mais de 75 minutos. De fato companions, iniciamos uma nova era.

E você, o que achou deste novo episódio? Confiram a promo do episodio da próxima semana.

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