Doctor Who 8×03 — Robot of Sherwood

A historia é um fardo. Lendas podem nos fazer voar” — HOOD, Robin

Mais um episódio de Doctor Who escrito pelo incrível Mark Gatiss. Devo confessar leitores que sou um grande fã de Gatiss, ah sim, sou sim. Porém, até o momento, achei um dos episódios mais fracos. Tecnicamente não é um episódio tão ruim, não, porém a questão é pessoal e em sua maioria deu-se por conta do personagem “histórico” envolvido, Robin Hood, e pela previsibilidade do roteiro.

Classificaria este episódio como um típico episódio filier, o que de fato não tira os méritos do episódio em si, e acompanhamos Clara em seu desejo de conhecer a lenda que rouba dos ricos e dá aos pobres.

Ambientando em um tempo espaço muito familiar e por que não, preferido de Gatiss, “algum lugar no passado”, o autor é sábio em brincar com a dualidade realística do personagem, sendo esses um dos méritos do roteiro, afinal Hood de fato existiu ou não? É delicioso ver Gatiss brincando som essa dualidade ao colocar um Doutor analisando o solo, o ar da floresta, os cabelos de Hood e seus homens. Neste ponto eu acredito leitor, que a resposta poderá ter várias vertentes, dependendo do seu ponto de vista.

Doctor Who 8x03

E assim como Moffat, Gatiss também é um fã e orquestra de forma brilhante em seu roteiro as referências visuais e textuais a Série Clássica, como a brincadeira entre o Doutor e a colher, vinda de sua 7 encarnação ou ainda o uso do seu Aikido Venusiano e a referência ao encontrar outras personalidades históricas durante a Era Clássica, como Ricardo Coração de Leão por exemplo.

O roteiro também nos mostra um outro plano comum a Série Clássica e consequentemente mantido na Era atual, a separação do Doutor e sua companion, criando assim dois núcleos de ações, que foram resolvidos de forma orgânica até. E por fim, o humor, sim, tão característico de Doctor Who também estava lá, o humor negro e ranzinza do novo Doutor em contraponto com o sorriso sedutor de Hood.

Pontos também para a equipe de arte e fotografia para a lindíssima tomada no calabouço em que encontrava-se o Doutor, Clara e Hodd, com uma luz tênue do luar iluminando um único esqueleto.

E por fim, você se pergunta, tá qual o problema? O problema leitor foi a falta de surpresa, de que algo novo pularia da tela e lhe traria uma emoção tão estranha e homogenia que você não saberia classifica-la. Tecnicamente o roteiro é bom, porém falha ao ser previsível e clichê. Robot of Shervwood é leve e divertido, mantendo o charme que por cinquenta anos consagraram Doctor Who, porém peca ao não ser surpreendente.

P.S Novamente a tal da Terra Prometida foi citada, seja lá o que isso for, e eu acho que é Gallifrey, é para lá, ao que tudo indica que nós iremos.

P.S 2 Na cena em que o Doutor mostra a Robin Hood, na nave, que o mesmo é uma lenda e todas as versão que os livros, as pinturas e o cinema já produziram sobre este personagem, aparece de relance o a foto de Patrick Troughton (o segundo Doutor) na série Robin Hood, serie de 1 temporada com 6 episódios que o ator protagonizou em 1953.

Na próxima semana vamos descobrir o que de fato existe embaixo na cama.

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