Doctor Who 8×12 — Death In Heaven [Season Finale]

– Nunca confie em um abraço. Ele é só um jeito de esconder o rosto.” WHO,Doctor.

Steven Moffat é um roteirista de estratégias, que às vezes “pesa a mão” no melodrama dando a alguns momentos do se show o estilo folhetim de novela, mas não há duvidas de que ele pensa estrategicamente, e é por conta deste pensamento que o showrunner deixa propositalmente pontas soltas em seus roteiros, pois assim, o mesmo garante a si a escolha de poder trabalhar futuramente as ideias que deixou no ar, e que tantos os fãs especularam.

Moffat trabalha pequenos arcos narrativos dentro de grandes arcos narrativos simultaneamente, é quase como um relógio, primeiro se trabalha as pequenas engrenagens, que se ligam as médias engrenagens que organicamente fazem ás grandes engrenagens rodarem para que o relógio como um todo funcione.

E há quase um ano atrás, no especial de 50 anos, nosso amigo Steven, lançou em seu show as engrenagens do retorno de Gallifrey, que estavam atreladas a todo o arco narrativo da 11º encarnação, vivida por Matt Smith. Porém Gallifrey não veio nesta oitava temporada, e creio que o Planeta dos Time Lords deverá retorna apenas na comemoração de 10 anos do retorno da série, que ganhou dos fãs a acunha de New Who.

Doctor Who (series 8) ep 12

O que vimos nesta oitava temporada, que nem acredito que já se foi, foi as engrenagens médias tomando forma, e que nos ligara para as próximas aventuras.

Dando continuidade ao arco iniciado em Dark Water, Missy,que outrora se intitulava de Mestre, cria todo um exercito de “cyber-zumbis” que espalham-se pelo mundo, e através de um chuva de “cyber-polinização” cria mais “cyber-zumbis” a partir dos mortos. Um plano perfeito para dominação.

O elemento surpresa, presentem em toda temporada, vem no fato de que Missy não quer dominar o mundo, e o exercito de “Cybermen-zumbis” é um presente ao Doutor, para que ele domine o universo, para que ele seja mal, para que ele desperta o Valeyard dentro de si.

Em sua insanidade e obvia obsessão pelo Doutor, Missy através de seu plano psicótico quer simplesmente provar ao seu tão querido amigo de infância que ambos são iguais, que ambos são insanos. Podemos até analisar que em sua visão deturbada da realidade Missy estaria apenas salvando o Doutor. Louca!

E Death In Heaven foi o episodio de destaque para Missy, a atriz Michelle Gomez é um espetáculo para este olhos já cansados de péssimas atuações. Reparem como ela dá o ar de loucura ao seu personagem no tom da voz que vai do cinismo a ironia, nos trejeitos quase infantis e teatrais, no modo como ele gesticula a boca e lança olhares psicóticos para todos. Michelle chega a ofuscar Capaldi e se torna uma das melhores aquisições nesta nova era.

Menção honrosa deve-se a cena em que ainda presa, Michelle começa a cantar Oh Mickey You´re So Fine da Cyndi Lauper.

E não podemos negar que o amor, em todas as vertentes foi o grande mote deste episodio, o amor doentio de Missy pelo Doutor, o amor de sacrifício de Danny por Clara, e o amor fraternal do Doutor pela Clara e pela humanidade.

As referencias a série clássica, que foi constante neste ano, não foram diferentes aqui. O que é sábio por parte do roteiro, pois valoriza sua própria metalinguagem, como o quadro do Brigadeiro na cabine do avião presidencial, a grava borboleta da Osgood e até um rápido flashback com direito a aparição de Matt Smith, revelando que foi Missy que deu o número da TARDIS para Clara, manipulando a inclusão da Garota Impossível na vida do Doutor.

A direção de Rachel Talalay desta vez se apropria de tons em azuis e cores frias, bem como a câmera não estática na mão, principalmente das tomadas no cemitério, trazendo uma linguagem sombria e depressiva ao episodio, que é acompanhado pela trilha sonora, principalmente nos momentos de melodrama.

E realmente é triste e depressivo o final, mas é ciclo e estratégico. Com o Doutor e Clara se despedindo, um mentindo para outro, com um relação, que convenhamos, começou como um mentira, já que Clara foi intencionalmente apresentada ao Doutor, vemos o ciclo se fechar.

Assim Moffat deixa algumas pontas soltas com o que poderia ser à saída de Jenna Coleman como a Garota Impossível, que lhe rendeu até uma homenagem na abertura e que deve retornar no especial de Natal. É evidente que um ciclo se fechou com esta season finale, que Moffat, você leitor odiando ou amando, consegui mais uma vez, e que caminharemos para as mais uma engrenagem média antes de chegarmos ao grande arco, que é o retorno, ou pelo menos a promessa de um retorno a Gallifrey. Então corra seu garoto esperto, corra e lembrem-se.Por que eu sempre lembrei quando as reviews de Doctor Who foram feitas, por mim.

Fiquem abaixo com a promo do nossa próximo encontro no especial de Natal que trará Nick Frost como o Bom-Velhinho. E você companion, o que achou desta temporada? É a Soldado Blue neste promo?

P.S RIP Osgood.

P.S.2 Volta Missy.

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