Downton Abbey 5×05 — Episode Five

– Então, temos uma situação de perigo infinito á sua reputação, que não traz nenhuma recompensa emocional para compensar” PAINSWICK, Lady Rosamund.

Caminhando para o fim da temporada é esperado que os dramas dos moradores de Downton Abbey fiquem mais a flor da pele e como consequência haja mais ações e dramas exacerbados, que nós, no fim, tanto amamos.

É interessante analisarmos, leitor, nesta altura do campeonato uma metáfora interessantíssima que Conde Fellowes nos propõe. Com o passar do tempo e a chegada da “era moderna” e novos modelos econômicos, políticos e culturais, Fellowes caminhou com a construção dramática no sentindo contrario. Enquanto nas temporadas passadas o foco era nos personagens mais jovens, agora, Fellowes mostrar que os personagens mais velhos ou de 3º idade também podem ter, no fim, mais dramas e aventuras. Talvez isto seja um lembre ao telespectador, que um dia você também será idoso, e que um dia não entenderá, talvez, o pensamento da “futura modernidade” de sua época.

Assim, temos Isobel Crawley — Penolepe Wilton grandiosa como sempre! — vivendo seu drama de amor na 3º idade, se deve ou não aceitar o pedido de casamento de do Sr. Merton. Devo admitir que acho interessantíssimo esta relação inesperada, trazendo mais dinâmica para a evolução da personagem, pois é evidente que Isobel forma uma dupla muito melhor com o Dr. Clarkson, este último que ainda não sabe expressar a admiração que sente, fazendo com que eu o enxergue muitas vezes como um adolescente.

Downton Abbey Season 5 on MASTERPIECE on PBS Part Five Sunday, February 1, 2015 at 9pm ET Rose makes a handsome new acquaintance. Something is wrong with Thomas. Edith’s link to Marigold draws attention. Bricker and Robert lose control. Shown: Maggie Smith as Violet, Dowager Countess of Grantham (C) Nick Briggs/Carnival Films 2014 for MASTERPIECE This image may be used only in the direct promotion of MASTERPIECE CLASSIC. No other rights are granted. All rights are reserved. Editorial use only. USE ON THIRD PARTY SITES SUCH AS FACEBOOK AND TWITTER IS NOT ALLOWED.

A Condessa Viúva continua em sua tentativa de achar a Princesa Russa desaparecida, mostrando um lado da personagem que é divertidíssimo acompanhar, trazendo a tona todo o potencial dramático da incrível Maggie Smith , que antes apenas controlava a vida de todos ao seu redor e soltava frase de efeito… Bom, a personagem continua a fazer isto, para nossa alegria, porém ganhou seus próprios dramas.

Como o casal Cora e Robert, que sempre pareceram intocáveis, e foram o auge do episodio, abalando a dinâmica do casal pela ousadia do Sr. Simon (Richard E. Grant em ótima performance!).

E quando os mais novos, presos em seus segredos e na soberba de acreditarem que são deles o futuro, são nos mais idosos que encontraram apoio para resolver o que pra eles pareça impossível, como Edith que contará com a sabedoria adquirida pela vivencia de Tia Rosamund e de Lady Violet — que não deixa escapar nada — para que ela possa reaver sua filha Marigold, sem perder sua reputação perante a sociedade.

E quando não são nos mais velhos, são nos verdadeiros amigos que o apoio inesperado vem, como Daisy mais audaciosa, que não nego a surpresa de darem este rumo a personagem, avisando um Tom, que a Sarah irá embora, encerrando de vez esta relação, o que só faz o personagem de Allen Leech crescer, afinal Sarah foi a responsável por reavivar as antigas paixão de Tom pela politica e a ideia moral de esquerda.

A direção de Minke Spiro muito me agrada com seus elegantes travellings e planos de enquadramentos ousados a fim de valorizar as expressões dos atores, porém por falta de tempo — ou cuidado — não posso deixar de mencionar o descuido que foi às cenas interiores, com uma fotografia e luzes ensolaradas intercaladas das cenas externas em uma chuva torrencial, o mínimo de cuidado possível seria trabalhar com uma paleta de cores mais frias para as cenas internas, que se seguem na primeira metade da projeção. Em contrapartida Spiro consegue valorizar a trilha sonora tornando as cenas mais tensas, como o interrogatório de Ana Bates, que a direção de Catherine Morshead hora e outra interrompia tais momentos dramáticos com seus abruptos cortes seco, afinal são estes tipos de cuidados com detalhes que sempre valorizaram a série.

PS: Este episodio traz na fala de Maggie Smith duas referencias a grandes nomes no Teatro e da Dramaturgia inglesa, que são as citações a Ellen Terry que tornou a atriz shakespeariana mais famosa do Reino Unido e a Humphry Ward, novelista que escrevia pelo pseudônimo do marido.

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