E findou-se a melhor série de vampiros de todos os tempos

Semana boa é semana com #GONGSHOW em dobro. Na segunda, você pôde conferir todo o nosso veneno na comemoração dos dez anos de Lost. Já leu? Ainda não? Clica aqui, amigues. E agora, depois do jabá…

Vivemos tempos críticos, difíceis de manejar, já dizia o texto bíblico. Pra vocês terem uma ideia de como tudo está complicado, apenas essa semana eu consegui finalizar a sétima e última temporada de True Blood, a melhor séries de vampiros de todos os tempos já feita na televisão mundial. E eu não estou sendo irônico.

Alan-Ball

E nem precisam vir de mimimi dizendo que Buffy era melhor, que The Vampire Diaries é melhor. Todo mundo aqui conhece a minha opinião sobre essas séries, especialmente essa última, então eu não vou repetir para não chover no molhado. Por inúmeros motivos, True Blood é única, singular, ímpar, peculiar.

Não sou idiota de ignorar que a série cometeu muitos erros, mas ela mais acertou que errou. Para e pensa em The Vampire Diaries. Que tipo de identificação ocorre com a trama? Qual o paralelo dessa coisa produzida pela CW com a nossa realidade? A não ser que eu seja uma adolescente insossa, com crise de identidade, dividida pelo amor de dois caras igualmente insosso, sendo que um deles é testudo, bocudo e inverossímil.

eric

Ah, mas em True Blood não. Em True Blood tudo era polissêmico (se você não sabe o que é polissêmico, o tio não vai explicar porque estou sem paciência depois de aplicar as provas bimestrais e ver que o meu aluno é incapaz de assinalar uma única alternativa em uma avaliação de testes).

A série era de vampiros? Era! Ao contrário do que os fãs de The Walking Dead costumam negar dizendo que sua série não é sobre zumbis, True Blood nunca escondeu que era sobre vampiros. Mas ela ia além e se você trocasse a palavra vampiro por qualquer outra minoria, especialmente os gays, também faria muito sentido. Não dá pra trocar zumbi por nenhuma outra coisa sem parecer insano ou forçado.

Eu quero fazer coisas realmente más com você...

E daí que chegamos ao episódio final. Fiquei feliz que Bill tenha morrido. Fiquei feliz que Sookie o tenha matado com uma estaca no coração e que ele tenha virado aquela gosma nojenta de sangue e restos mortais. E fiquei muito mais feliz por não terem revelado o rosto do marido da Sookie. Foi uma sacada genial, um golpe de mestre. Vi um monte de gente dizendo que ficou decepcionada, que esperava alguém, quem ele tinZZZzzzZZZ… so boring. Será que o povo não consegue perceber a genialidade disso? Não importa com quem ela se casou, apenas que se casou, seguiu a vida. Qual o objetivo de introduzir um personagem novo que duraria apenas cinco minutos no ar? Seria ainda mais novela das nove quando o Antonio Fagundes ou o Cauã Raymond faz uma participação especial para a vilã, agora convertida, não terminar sozinha.

O clima de final de novela me incomodou? Sim, me incomodou. Eu não estava preparado para ver uma reprise do fim de Em família produzido pela HBO e com a Anna Paquin no elenco. Mas era o que tinha pra hoje. Seria muita ingenuidade da minha parte imaginar que, no último episódio, algo incrivelmente mirabolante ocorresse e salvasse a série da agonia que vinha sofrendo. E por mais que reclamem do jantarzinho sob a árvore, o Thiago nos lembrou bem que a HBO adora encerrar suas séries com um jantar. Então cresçam, sejam adultos e parem de chorar.

Se fosse mais transgressora, ao invés de um jantar, terminava com bunda!

Mas o melhor mesmo foi Pam. MEU DEUS O QUE É ESSA MULHER? MEU DEUS SOU CAPAZ DE VENDER MINHA MÃE PARA SER O MELHOR AMIGO DELA E QUERO ELA AQUI NA MINHA CIDADEZINHA PARA ONTEM SÓ PRA EU PODER ESFREGAR NA CARA DAZINIMIGA QUE TENHO UMA AMIGA VAMPIRA E ÚNICA.

Não ouse falar da Tara. Entendeu? Não deixaria você me chupar naquele lugar nem por 1 bilhão de dólares. Quanto a eu te chupar naquele lugar… não haveria dinheiro no mundo suficiente. Mas há uma coisa que quero de você. Seu sangue. Ainda não fui vacinada.” — DE BEAUFORT, Pam Swymford

Sem dúvida, True Blood vai deixar saudades. A cota de putaria exibida nas séries está vaga e parece que ficará assim por um bom tempo. Vai demorar muito até surgir outra série que trata o sexo com tanto despudor, sem preocupação alguma com o que os outros vão achar. As orgias orquestradas por Bill e sua turminha que adora uma confusão deixarão saudades.

Tirem as crianças da sala!

E o pior é que ficamos órfãos de uma boa série de vampiros com putaria (The Strain existe sim, mas não uma abordagem franca do sexo).

Semana que vem a gente comenta sobre as estreias das duas novas séries da Rede Globo: Sexo e as negas e Dupla Identidade. Beijinhos, gente!

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