E o Emmy e o Series Finale

Semana diferenciada. Não só teve Emmy Awards como teve o Series Finale de uma série que marcou, em vários sentidos. E acabou tendo um final um pouco melancólico. Justo pela realidade atual da série, mas bem abaixo do que merecia.

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True Blood

O que mais deveria ser enaltecido a respeito de True Blood já foi dito brilhantemente aqui. Foi uma série que chegou, lá em 2008, de maneira arrasadora, propondo através das mais diferentes metáforas discutir diversos problemas da nossa sociedade.

Acho até que dá para dizer que True Blood foi a série mais competente de todas ao discutir a diversidade sexual e cultural. Mas verdade seja dita: Em termos de qualidade, de narrativa, a série não durou os mesmos sete anos.

O final, assim como diversos finais atualmente, obteve reações unanimes. Claro que estou generalizando, mas, hoje em dia, os finais tem tido reações opostas. Amados ou odiados. O povo fica anos assistindo, se apegando aos personagens, idealizando suas vidas pós-série e daí saem suas conclusões.

A minha conclusão é que estamos ficando mimados. Se o final é exatamente o que havíamos idealizado, ele fica perfeito, se não…

Em sete temporadas só teve uma indicação importante nos Emmys, para melhor série dramática, em 2010. Fora isso, indicações técnicas. Em 2008, quando era caloura na TV, merecia, e muito, uma indicação também. Mas ainda era uma época mais conservadora….

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Emmys

…bem diferente de agora! Que mundo diferente! Como muitos brincaram, inclusive os apresentadores, foi um evento na TV aberta para premiar a TV fechada. Aliás, nem sei se dá para falar em “TV fechada”, nem “por assinatura”. Talvez o correto fosse “não aberta”.

O Netflix teve suas duas principais séries concorrendo, “House of Cards” e “Orange is the new black” figuraram fortemente nas indicações para melhores séries e atores/atrizes. Sem contar o Ricky Gervais, por Derek. A HBO foi forte com “True Detective” e “Girls”, AMC com Breaking Bad…

Na TV aberta, só quem teve chance mesmo foram as comédias, que, ignorando “Orange”, é um gênero um pouco ignorado pela tv não aberta. E acho que essa é a discussão central. A TV aberta sempre foi generalista, com programação que busca agradar a família toda. Por isso pega um pouquinho mais pesado com os infantis, mais leve com os programas adultos e aí todo mundo consegue curtir junto.

Com a TV por assinatura os infantis foram seguimentados para as mais diferentes idades, os dramas adultos para diferentes gêneros e, com um público alvo mais certinho, deu para ousar mais. Sem as limitações da tv aberta, a violência, o sexo, a linguagem, o uso de drogas… tudo ficou liberado.

Ou seja, não é lá onde está o dinheiro, mas é onde está a qualidade e o prestígio, a liberdade para fazer o que for necessário para a história. Por um acaso, foi lá que ficaram a maior parte dos principais prêmios.

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Thiago de Carvalho Rêgo

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