Eles salvaram o mundo

lost

Lost foi um dos maiores fenômenos da história da televisão. E dessa vez nem estamos falando da importância da série para as mudanças na indústria — tais como transmídia, cultura participativa, inteligência coletiva, compartilhamento de conteúdo, fragmentação da audiência e economia afetiva. Lost construiu uma marca forte, que vende até os dias de hoje e tudo conseguido através de um bom planejamento estratégico.

Hoje estamos comemorando nove anos da exibição do episódio piloto na televisão norte americana. Já nem é mais necessário falarmos sobre tudo o que Lost alterou, afinal, já incorporamos as mudanças em nossas vidas. Conhecemos e usufruímos de tudo.

Para escrever este texto eu decidi rever um pouco para entrar na vibe da série. Ia assistir alguns minutos de vários capítulos. Quando percebi, já tinha visto o piloto inteiro. Fiquei maravilhado novamente com todos aqueles mistérios. Pulei para aquele que é considerado um dos melhores de todos, The Constant, e terminei com o episódio final.

Rever o início e o fim, desse jeito, seguidos, mostrou a evolução da história. Lá em 2003, a diretoria da ABC, querendo alavancar a audiência, lançou várias ideias até encomendar uma série que misturasse o Naufrago e Survivor, reality da concorrente. E o planejamento inicial da série, pelo menos de acordo com o discurso externo de J.J. Abrams e Damon Lindelof — cabeças do projeto — era levar justamente esse clima para o show. E esse discurso externo inicialmente era o de misturar os problemas médicos, policiais e os conflitos éticos com o mistério que aquela ilha deserta poderia trazer.

O mais interessante nos mistérios sempre foi o fato de que não haviam guardiões para as respostas. Estávamos no mesmo barco de Jack, Kate e Sawyer. Sabíamos tanto quanto eles e só descobríamos as coisas quando eles também descobrissem. Toda a explicação sobrenatural estava planejada. A fé de Locke e o ceticismo de Jack sempre estiverem presentes, assim como a devoção cega do Ben e o conhecimento de Richard.

No final das contas, todos estavam lá cumprindo seus destinos, fazendo sua parte para salvar o mundo, o qual salvaram. Em meio a disputas entre o bem e o mal e viagens pelo tempo e espaço, tirar a tão criticada rolha e matar o irmão do Jacob fez com que a ilha fosse salva e por consequência, o mundo também.

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Thiago de Carvalho Rêgo

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