ER: Sempre por um fio… por 15 anos!

ER não é só um drama de hospital, mas uma série dramática que sempre fez questão de discutir os problemas da sociedade americana entre um caso e outro que aparecia no pronto-socorro do County General de Chicago.

A série é um marco na TV americana e isso não se deve apenas a sua longa jornada nas telas. ER inovou a maneira de fazer TV, tentou coisas novas como um episódio transmitido ao vivo e, o melhor de tudo, colocou George Clooney em evidência!

Claro que sua longevidade trouxe algumas pedras no caminho, principalmente em relação ao elenco que foi sendo substituido pouco a pouco por caras novas e nem sempre tão carismáticas, além de suas histórias que, em alguns momentos, apresentaram sinais de esgotamento.

De qualquer maneira, resumir 15 anos de histórias seria impossível, então para ilustrar o que foi ER, resolvi fazer uma seleção — bastante pessoal, cabe o aviso — de alguns dos momentos mais marcantes de sua história (atenção: muitos spoilers a seguir):

O Piloto

Os 11 primeiros minutos do piloto faz a apresentação dos dois personagens centrais da trama, os médicos e amigos Dr Mark Greene — o doutor amigão — e o Dr Doug Ross, o pediatra charmosão e bon vivant. E só dá tempo para isso… Assim que chegam os outros médicos, Dr Benton e a Dra Lewis, já há uma emergência e o episódio entra em um ritmo alucinado, que tem tempo apenas para pinceladas sobre ambos: o primeiro, um cirurgião ambicioso (pleonasmo, talvez?) e a outra uma médica bem-humorada.

No decorrer do episódio, conhecemos ainda o atrapalhado residente John Carter, um dos personagens mais amados da série. Ao final dele, temos já um grande cliffhanger, quando a enfermeira Carol Hathaway é trazida ao pronto-socorro por uma suposta tentativa de suicídio. Ufa!

O final feliz de Carol

Se você ficou preocupado com o destino de Carol, relaxe! Ela teve o final mais feliz da série. Explico: ela e o Dr Ross tiveram um romance um tanto conturbado até que ele deixou o County General e a cidade de Chicago e se mudou para Seattle. Assim, Carol tentou esquecê-lo… mas, estamos falando de George Clooney, né?! E quando o contrato da atriz acabou ela finalmente percebeu que não poderia mais viver sem ele, deixa Chicago e vai pega o primeiro voo para… Seattle, claro! O mais bacana desse episódio é que em 2000, quando ele foi ao ar, George já era a grande estrela do cinema e sua participação foi mantida em total sigilo, dando um belo susto (ênfase no belo) em todos que se ligaram na série naquela noite. Ah, mulher sortuda!

Tragédia no hospital

Para você que ficou impressionado com o final de Grey’s Anatomy, fique sabendo que ER foi a precurssora de tragédias envolvendo seus médicos. E isso não é uma crítica a série de Shonda Rhimes, apenas um lembrete de que isso não é novidade. Em ER já aconteceu de tudo: bomba, incêndio, helicóptero caindo, sequestro, tiroteio… Enfim, uma desgraceira só. Mas, sem dúvida alguma, a pior aconteceu a Lucy Knight!

Lucy foi daquelas personagens que causaram empatia imediata e sua interação com Carter, o outrora atrapalhado novato que se tornara mentor dela, era sensacional. Assim, foi um tremendo choque quando, no episódio especial do Dia dos Namorados, os dois são esfaqueados por um paciente esquizofrênico enquanto tá rolando a maior festa no pronto-socorro. Ver os dois mergulhados em seu próprio sangue, sem poder pedir ajuda é uma imagem que jamais esquecerei. E o pior ainda estava por vir….

A vilania

Kerry & Romano eram os “vilões” de ER. No início, era difícil gostar de Kerry, sempre pegando no pé de todo mundo e, em especial, do pobre Mark, mas os anos acabaram amolecendo-a um pouco. Já Romano era o típico cirurgião narcisista que não estava nem aí com o resto — exceto talvez por Corday, a dra inglesa que era sua protegida (e uma das melhores personagens da série). Logo, os embates entre os dois eram sempre bastante duros e esse vídeo mostra um dos melhores, quando Kerry revela que é lésbica e ameaça processá-lo por discriminação, caso ele demita a Dra Legaspi (interpretada por ninguém menos que Elizabeth Mitchell, a Juliet de Lost), com quem Kerry estava saindo. O mais legal é que no final das contas, Kerry ainda tem sua doce vingança… Ganhou meu respeito!

Emergências do coração

Claro que ER não vivia só de emergências e dramas. O amor também estava presente, como já vimos no caso do Dr Ross e Carol. Muitos outros casais se formaram e se separaram durante os 15 anos de série, mas eu destaco um caso especial.

Desde os primórdios, Carter & Susan tinham alguma tensão sexual, uma coisa meio professora/aluno, sabe? Mas, então Susan deixou a série e Abby Lockhart apareceu como a enfermeira problemática que chamou atenção do herói Carter. Os dois tentaram algo, mas… ainda não era hora e ela foi encontrar consolo (ou dar algum já que ele tinha levado um fora da enfermeira anterior) em Luka Kovac, o médico bonitão da Croácia, criando assim um triângulo amoroso que não demorou a virar quadrado com o retorno de Susan ao County General.

Nessa cena, os quatro (mais o estudante de medicina Michael Gallant) estão “de castigo” e rola toda uma luta de espadas pelo amor de Abby, enquanto ela e Susan conversam tranquilamente. No final das contas, Carter se tornou um chato, foi para África e casou-se com a insuportável Kem, enquanto Abby e Kovac, depois de muitos problemas, casaram-se e tiveram um lindo bebê!

A morte de Mark

Infelizmente, nem todos os personagens saíram vivos de ER, com o perdão da piada. Mas uma morte foi a mais emocionante e triste de todas.

Mark era o personagem mais querido de toda a trajetória de ER, o grande maestro da série e do pronto-socorro, que em oposição a chefona Kerry, sempre foi justo e amigo de todos. Depois de lutar — mais de uma vez — contra um câncer, ele decide fazer uma viagem ao Havaí para passar seus últimos momentos com a filha mais velha Rachel e sua esposa, a Dra Elizabeth Corday e filhinha que eles tiveram juntos.

Foi um episódio especial, fora do hospital e carregado de dramaticidade. Toda a cena de sua morte foi muito bem dirigida, contando com uma trilha sonoro perfeita, deixando claro que as palavras eram completamente desnecessárias. A produção, bastante cuidadosa, reuniu a maioria dos personagens, mesmo alguns que já não estavam mais na série, como o caso do Dr Benton, como uma forma de honrar o personagem e o trabalho do ator. Não há como esquecer aquele balão que a Rachel soltou e vai subindo, para se perder no infinito.

O fim

Durante toda sua última temporada, a série tentou resgatar a maioria de seus personagens, como forma de homenageá-los por sua contribuição em sua longa trajetória de sucesso. Até mesmo Mark apareceu em um flashback, bem como, outra apariação super especial de George Clooney, que continua feliz ao lado de Carol.

E assim, ER terminou, basicamente, na mesma toada de seu piloto, e de toda série, com uma grande emergência movimentando toda a equipe, deixando claro que, assim como o pronto-socorro, seus personagens e suas histórias continuarão, mesmo que elas não sejam mais mostradas na sua telinha.

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