Especial do mês — Fringe

Contém spoilers. Muitos, por sinal.

Agora é assim: todo mês aqui no Box, vamos escolher uma série para o especial do mês e teremos algumas colunas relacionadas a essa série. E a série escolhida de dezembro é Fringe, considerada por muitos uma das melhores ficções científicas dos últimos tempos.

Quem acompanha a minha coluna Caixa Preta, sabe muito bem que já tivemos as curiosidades de Fringe por lá. Mas eu não poderia deixar de contribuir quando a série do mês é uma das minhas favoritas. Vale dizer que sou viciado nela a ponto de ficar em desespero para que as quintas-feiras cheguem logo com novos episódios. Por isso mesmo, esse texto terá uma visão bastante positiva de Fringe. Se você tiver algo contra, é mais do que bem-vindo a comentar e deixar a sua opinião.

Obrigado, Jeffery Jacob Abrams

Nunca vi Lost. Nem um episódio sequer. Me arrependo? Pior que não. Sabe por quê? Gosto de ver a genialidade e a criatividade de JJ Abrams toda aplicada em Fringe. A série é mais uma das produções dessa mente brilhante. Além de criador da série, ele também é produtor e escreveu episódios importantes, como o piloto, The Same Old Story, The Arrival, In Which We Meet Mr Jones, Bound e A New Day In The Old Town. O cara se destacou por Lost e Alias, mas é em Fringe que eu vi do que ele é capaz.

Confesso que a série começou meio insossa. O piloto foi incrível, mas demorou a entrar nos eixos. Só quando a trama de universos paralelos começa a se revelar, por volta do décimo episódio da primeira temporada, nos mostrando como aqueles eventos bizarros tinham relação com a dinâmica dos mundos, vimos ali as verdadeiras proporções de Fringe. E aqueles que conseguiram passar por esse teste dos episódios iniciais, se depararam com uma série cuja mitologia era de espremer seu cérebro, nos mostrando que o ser humano pode ser capaz de chegar nos limites mais inimagináveis do conhecimento.

Elenco de outro mundo

Ela foi duramente criticada. Mas nada como uma volta por cima para deixar seus críticos no canto bem quietinhos. Anna Torv, a Olivia Dunham (protagonista da série), hoje nos emociona a cada episódio de Fringe, na qual interpreta duas Olivias, e cada uma não poderia ser mais diferente da outra. É difícil resistir aos encantos da loira do universo paralelo e não sentir pena da nossa Olivia do lado de cá presa do lado de lá. Mais relaxada e cada dia mais à vontade no papel, Anna Torv nos surpreende a cada episódio, levando o espectador para essas fronteiras do conhecimento científico.

Gosto muito também da Jasika Nicole, que interpreta a Astrid. O papel é pequeno, mas o pouco que ela faz sempre dá um charme irresistível aos episódios. Joshua Jackson, o Peter, não se sobressai, mas é um grande adendo ao elenco. Como não reconhecer o famoso rosto de Dawson’s Creek em um episódio da série? Mas se o assunto é elenco, não poderia deixar de falar do fantástico John Noble.

Ele é o cara e merece um Emmy por melhor ator. Quem assiste Fringe, há de concordar comigo. Ele interpreta o Dr Bishop com a inocência de uma criança e o Walternativo com a dureza de um tirano. Os dois personagens de uma só vez! Pode isso? Pior que pode. E tem mais: sempre que achamos que sua capacidade de nos surpreender acabou, lá vem ele tirando mais um coelho da cartola e nos surpreende novamente. Um exemplo marcante disso é o episódio da terceira temporada no qual ele descobre ser o herdeiro da Massive Dynamics. Sério, não tem como não entrar na história com um elenco sensacional desses.

Fringe por JV Freire

Gosta de ficção científica? Fringe é para você. Gosta de séries cheias de conspiração e suspense? Fringe também é para você. E se você gosta de shows que no meio de tiros, papos sobre cadáveres e teorias malucas, você ainda consegue se emocionar com os personagens? Então Fringe vai ser sua série favorita. Como é a minha. Dê uma chance à série, seja persistense com os episódios iniciais e você vai se deparar com um universo (ou melhor, dois) que vai deixar tudo que você pensava saber para trás. É claro que ali é tudo uma ficção, mas a ligação dos fatos com a realidade é de uma verossimilhança incrível. Fringe é um must-see que quem ainda não viu, não sabe o que está perdendo.

O melhor de Fringe

E claro que eu deixaria o melhor para o final. Fringe é sensacional do começo ao fim, sou suspeito para falar, principalmente nos episódios que se aprofundam na mitologia da série. Mas não há como negar que o season finale em duas partes da segunda temporada (2.22 — Over There — Part 1 e 2.23 — Over There — Part 2) e o season premiere da terceira temporada (3.01 — Olivia) não tenham sido o melhor da série até agora. Com Peter preso no universo paralelo, Olivia, Walter e Bell vão para o lado de lá para resgatar o cara das garras do Walternativo. No meio da missão de resgate, eles trocam as Olivias, deixando a nossa do lado de lá, presa, para pesquisar como ela consegue se movimentar entre os mundos. E para isso, eles fazem a nossa Olivia achar que é a Olivia de lá. Enquanto isso, no lado de cá, fica a Bolivia, que dá continuidade aos planos do Walternativo. É de dar nó na cabeça, eu sei, mas vale MUITO a pena desfazer esse nó toda semana e acompanhar a série.

O pior inimigo

O pior vilão da série não está na história. A audiência de Fringe não é das melhores e toda temporada sofremos com o iminente cancelamento desse show brilhante. E para variar, este ano, a situação não está diferente. Como não somos americanos, não adianta assistirmos Fringe aqui se não dá audiência para eles lá. Só cabe a nós torcermos para que a audiência fiel da série continue e assim sejamos presenteados com mais episódios e temporadas.

E é isso, pessoal. Como disse anteriormente, essa seria uma visão de fã extremamente positiva sobre a série. Compartilhe seu ponto de vista positivo ou negativo (se você tiver — haha, brincadeira, galera) sobre Fringe aí nos comentários. E aproveite as colunas especiais sobre a série que vão rolar durante todo esse mês aqui no Box.

Até a próxima.

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