Exclusivo: Famke Janssen conta como é viver Olivia

Em visita a São Paulo, atriz contou como gostaria que fosse a terceira temporada

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Quando foi convidada para fazer Hemlock Groove, tudo o que ela pediu foi para não repetir o que havia feito em Nip/Tuk. O desafio foi aceito pelos produtores, muito mais inclinados a um drama de mistérios a la Twin Peaks. Assim, Janssem e o time começaram a construir uma das personagens mais misteriosas e poderosas do catálogo da Netflix.

Porém, é inegável que há similaridades entre Olivia e a transexual Ava Moore. Elas são grandes referências de moda no mundo das séries. E não fosse a condição biológica de Ava, ainda poderíamos dizer que ambas são personagens femininas muito fortes.

Mas estas não foram as primeira personalidades fortes que Famke interpretou em sua carreira. Ela despontou interpretando a Bond Girl de GoldenEye, filme dos anos 1990. E ganhou atenção dos nerds ao viver Jean Grey/Phoenex na trilogia X-Men.

A Phoenex Negra daria uma surra em Olivia a qualquer momento. Ela é de longe muito mais poderosa.” — Sobre quem é a personagem mais poderosa que já interpretou.

Há muito a atriz percebeu a tendência da indústria de convidá-la para interpretar papéis marcantes, de mulheres fortes. Para balancear sua carreira e sentir-se mais completa em sua arte, Janssen busca papéis mais profundos e suaves em filmes independentes. O problema é que estas obras não saem dos Estados Unidos e acabamos perdendo algumas de suas nuances.

Nesta segunda temporada, a Netflix conseguiu apresentar algo que os fãs talvez não conhecessem: Janssen teve até a oportunidade de cantar. E muito bem, por sinal. Apesar de já ter trabalhado com Ryan Murphy, a atriz se divertiu com a possibilidade de participar de Glee.

Não sou o James Franco” — Sobre ser uma atriz multi-facetada

“Agora eu vou dançar! Na próxima temporada Olivia terá aulas de zumba, além de um romance com seu instrutor de dança. E então ela ficará loucamente apaixonada por esse cara brasileiro. Até que eles mudam para São Paulo e a série passa a acontecer aqui”, imaginou ela, com muito bom humor.

Para Famke, participar de uma série de TV é sempre uma surpresa. Afinal, histórias como esta que ela inventou poderiam realmente acontecer — vale lembrar que ela participou de Melrose Place. Ela compara a descoberta de um personagem de TV com o descascar de uma laranja. Você vai dando forma, sacando camadas e vendo tudo aparecer. Enquanto no cinema, o personagem é simplesmente o que está no roteiro.

Selfie com a atriz durante junket em São Paulo

“É como na vida. Você acha que conhece as pessoas e com o passar do tempo elas se revelam ser algo que você nem imaginava,” disse. Para alguns, isso mostra o quanto a personagem dela mudou desde a última temporada. Olivia é um quebra-cabeça secular em constante mudança. “Ninguém é uma coisa só. Somos seres complexos.”

Para surpresa da audiência, nesta temporada Olivia é humanizada… Para então sermos surpreendido novamente. Até mesmo Famke ficou chocada com os acontecimentos e rumos de sua personagem em todo o envolvimento com sua família.

Vadia safada!” — Sobre Olivia em relação à sua família

Mas ela assume esse mau-caratismo da personagem e todos entendemos o motivo: “Não seria divertido assistir à série se Olivia não fosse desse jeito”. Para o futuro da personagem, Janssen realmente espera o pior. “Eu aceito Olivia do jeito que ela é, uma personagem cheia de falhas e isso a deixa mais interessante de se interpretar. Espero que no futuro ela tenha ainda mais falhas!”

A aceitação é tamanha que fica claro o quanto a atriz tenta não rotular sua personagem. E tudo isso parece vir de experiências pessoais. “As pessoas tentaram me rotular por várias ocasiões, durante muito tempo. Essa é a última coisa que penso em fazer com os outros,” disse, em clara referência ao preconceito sofrido por começar como modelo e pular para o cinema como uma Bond Girl.

Apesar de evitar os rótulos, há uma característica que Famke gostaria de trazer de Olivia: todo o mistério que a envolve. Para a atriz, as pessoas de hoje em dia não são misteriosas, especialmente os atores. “Quanto menos você souber sobre um ator, mais envolvido você ficará com seu personagem,” comentou. Para ela, as redes sociais e revistas semanais deixam sua vida em constante exibição e isso torna seu trabalho mais difícil.

Meu trabalho não é apenas atuar. Também é promover” — sobre as dificuldades de uma carreira publica

Entre o assédio de fãs e imprensa, Famke se organiza para curtir a vida enquanto faz a segunda parte de seu trabalho. Durante a visita à cidade de São Paulo, ela teve orgulho em dizer que visitou a premiada cafeteria paulista Coffee Lab. “Eu tinha minhas prioridades. Essa era a primeira coisa que eu faria ao deixar o avião. E eu amei.”

Ela ainda comentou que se ficasse mais tempo no país, adoraria explorar as cidades. Mas o tempo era tão pouco que nem mesmo provou a famosa caipirinha. Talvez esse seja um bom motivo para ela voltar, se os produtores da série não aceitarem o enredo envolvendo o professor brasileiro de zumba!

Confira mais detalhes sobre o bate papo com Famke Janssen no videocast sobre Hemlock Groove.

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