Falling Skies 4×01 — Ghost in the Machine

Fui uma guerreira desde que nasci… primeiro lutei contra meu pai, depois contra o câncer e contra todo skitter nojento e mechas lá fora. Ainda sou uma guerreira, Ben. Só estou falando que não há mais luta.” — MEGGIE

Falling Skies tinha uma tarefa bem difícil nessa estreia da quarta temporada: praticamente criar motivos para a história continuar. Por mais que a história não tenha chegado a um fim em si lá no season finale da terceira, estava tudo bem resolvido. Os volms tinham uma grande vantagem na reconquista da Terra.

A confiança estava alta o suficiente para aquela solicitação de “deixa com a gente” que fizeram com os humanos. A história da série havia chegado a um certo fechamento ali e qualquer retomada forte da guerra poderia soar forçado apenas para a série continuar sua vida. Para a alegria de quem acompanha a série, não ficou forçado e ainda deu um fôlego divertido. Os volms de fato abandonaram um pouco a Terra, mas por motivos até que dignos. Proteger a sua raça é um objetivo de qualquer que seja a raça. Mas ainda assim soa bastante como algo empurrado de forma que a guerra volte para as mãos dos próprios humanos.

A separação do second Massachusetts trouxe uma dinâmica ao mesmo tempo bacana e perigosa. Vai ser muito interessante acompanhar a retomada da guerra com mais força através de vários lugares ao mesmo tempo, cada fronte com seus próprios dramas, dilemas e problemas. E o próprio episódio já fez um bom trabalho em consolidar essas histórias, colocando até bastante mistério no núcleo bairro chinês.

Falling Skies 4x01

Falando na Lexi, o que foi aquilo? Em menos de 6 meses de vida a personagem nasceu e já é adulta. Não só adulta, mas provavelmente uma grande arma na guerra contra os espheni. O relato que Maggie deu a Ben indica bem as capacidades da garota. Todos bem se lembram de como sem esforço ela curou Lourdes dos insetos e em uma cena bacana vemos ela sendo capaz até de refletir a luz. Até onde vão as capacidades dela? O mais interessante desta parte é como ela conseguiu instalar uma pequena cidade pacífica em que nada a ameaça, criando união e paz para os que há tempos sofriam com a guerra. Ben é o incrédulo, mas com razão. Cair em coma e acordar em uma utopia mágica não é fácil de engolir. Mas se uma coisa a série sempre fez é: duvide de tudo que é bom. Charleston está aí pra provar isso.

Tom está com bastante problemas. É apenas possível imaginar o quanto deve ser difícil para ele passar tanto tempo sem sequer notícias de seus outros filhos e Anne. E mais difícil ainda deve ter sido para o personagem voltar à sua racionalidade de sempre, uma vez que está tão preocupado com seus filhotes. A série sempre teve trabalho em fazer Tom um pai bem protetor e, sempre que seus filhos encontravam um problema, ele perdia a racionalidade para salvá-los. Na situação em que ele está, só mantendo o bom estrategista de sempre é que ele pode reencontrar sua família. E realmente espero que a história de Tom não se limite ao gueto, do contrário será uma longa e bem parada temporada.

Anne é uma exemplificação do que o Tom costuma ser quando seus filhos estão em perigo. É visível como os soldados que estão a acompanhando se preocupam com a própria sanidade da personagem que entrou em um frenesi de “cadê a Lexi?”. De uma dedicada médica para um soldado forte, é bacana quando uma história mostra mães fortes e guerreiras quando o assunto é sua prole. Porém, a história da personagem é a que possui a menor potencialidade nessa grande fragmentação que é a série agora. Parece uma grande retomada da segunda temporada, uma grande viagem em busca de algo.

Já Matt ganhou espaço próprio e não dá pra dizer se é bom ou ruim. De fato a história de Lexi e Matt são as que possuem mais chances de se destacarem. Um campo de concentração e manipulação de humanos para apoiar os espheni? Ótima ideia. Se os espheni aprenderam algo nesta guerra na Terra é que humanos são páreo duro. Algumas vezes frágeis e muitas vezes um exemplo de resistência. Convertê-los para seu lado não é só uma arma, como também uma estratégia forte contra os volms que, até então, acolhiam os humanos e queriam afastá-los dessa batalha. E, além disso, Matt não é um personagem tão agradável e definitivamente entraria em uma lista de crianças chatas das séries. É uma história que é sentar e esperar desenvolver para dar algum veredito.

Falling Skies teve um episódio divertido, porém muito rápido e muito fragmentado. Cada pedaço de história fluiu bem rápido para definir os rumos dessa temporada. Foi mais um episódio que delimita os rumos possíveis da história do que de fato um episódio emocionante. Talvez se a série tivesse seguido seu antigo formato de exibir os dois primeiros episódios de uma vez tudo teria fluido melhor. Mas isto não tira o mérito do episódio de recriar um bom fôlego para a história que parecia bem perto de um fim.

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