Falling Skies 5×04 — Pope Breaks Bad

Falling Skies entregou um de seus melhores episódios ao colocar Pope e Tom em um embate final.

Eu realmente peguei um costume humano. Eu amo vocês todos” — COCHISE

E mal precisou ter uma luta para Falling Skies entregar um episódio excelente. Muita roupa suja lavada, mistérios se desenvolvendo e um ótimo debate sobre a “cultura humana” em contraste com a dos Volms.

Pope foi o grande mote do episódio e foi ótimo. Ao longo de toda a série, ele foi apenas a antítese do patriarca Mason e quase nada além. Depois de Sara, inclusive, ele ficou interessante e tolerável. Agora, inundado de luto, ele não só voltou a ser aquele homem sem moral e escrúpulos que conhecemos na primeira temporada. Ele se tornou psicótico e maníaco. O que é uma ótima adição para a tormenta da série, que já não é pouca coisa.

Tom sempre aceitou Pope ali por razões bem simples: um mal necessário para deixar ele sempre alerta. Como um bom historiador, ele entende o poder e o valor de alguém que se opõe à todas as decisões que ele fez ao longo do caminho. É bem provável que o resultado da 2nd Mass seria um pouco diferente sem Pope para alertar as falhas e erros ao longo do caminho. Mas a morte de Sara foi a última gota para que Pope transbordasse loucura. Ele nunca foi uma pessoa que esteve bem, sempre reclamando. Um tipo de pessoa que não está acostumada a ter algo bom em sua vida e o que tinha perder na invasão — seus filhos.

FallingSkies_5x04

É difícil tirar a razão dele em sentir que a culpa é do Tom, assim como também fica difícil de negar. Como Weaver bem disse no episódio anterior, foi-se o tempo em que ele faria de tudo para cumprir dois objetivos em dois locais opostos. Ele ao menos tentaria salvar Sara, por pelo menos desencargo de consciência.

Um pouco mais sobre os dorniya também ajudou bastante. Interessante como a espécie diz que não pode manifestar fisicamente para Tom. Seria então uma espécie de consciência deles que restou? A espécie, de forma física, ainda estão vivos através dos skitters. Talvez sejam uma espécie extremamente empática e de consciência capaz de transcender a existência física. É bem provável que, ao fim de tudo, o futuro deles também acabe nas mãos de Tom.

Com Cochise, vimos um contraste à essa suposição. Os volms são racionais e frios. A maneira que Cochise e seu pai, em um primeiro momento, aceitam o fim da vida é interessante. É a natureza agindo e nas tradições deles nisso não se mexe. Mas também é natural lutar pela própria vida, ao menos para os humanos. E Cochise aprendeu isso.

Não é como se os volms fossem incapazes de compreender estes aspectos como amor e resiliência. Afinal, o rito deles de compartilhar o silêncio mostra que eles possuem empatia. Mais ainda, a capacidade do Cochise de lutar pela própria vida mostra que eles possuem tanta empatia quanto os humanos, apenas estão organizados e acostumados de maneira mais fria.

O próximo episódio já marca a metade da temporada final e, de certa forma, só agora a série saiu do lugar. A quebra de Pope e a partida para Lafayetteviller provavelmente serão o, de fato, começo do fim da série. E é preciso manter a qualidade como nesse episódio, sem medo de ser feliz.

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