FlashForward: lutando contra o futuro

Por Darshany Loyola

[SPOILERS!] Dando continuidade às séries que tiveram vida curta (apenas uma temporada), o Box Fechado hoje vai de FlashForward! Sim, sim, a série que começou como a nova Lost e terminou… perdida.

FlashForward é bem recente, foi exibida nos Estados Unidos pelo canal ABC entre setembro de 2009 e maio de 2010, totalizando 22 episódios. Como na mesma época Lost (também da ABC) iniciava sua sexta e última temporada, FlashForward foi tida como sua substituta, por ser uma ficção científica (além de drama policial) do mesmo canal.

A história começa com um dia normal de trabalho para os agentes do FBI Mark Benford (Joseph Fiennes, Shakespeare Apaixonado) e Demetri Noh (John Cho, Star Trek). Eles estão no meio de uma investigação quando, na perseguição, acabam desmaiando. Durante o desmaio, Mark vê cenas como se fossem flashbacks, mas de situações que ainda não aconteceram. Após 2 minutos e 17 segundos desacordado, Mark volta à consciência e se depara com o caos ao seu redor. Acidentes por todos os lados, incêndios, centenas de mortos e feridos. Intrigado, ele procura o seu parceiro e percebe que ele também havia desmaiado.

Logo Mark e Demetri descobrem que o mundo inteiro esteve desacordado por 2 minutos e 17 segundos e que, durante esse tempo, tiveram sonhos com o futuro — exatamente seis meses a partir daquele momento — chamados de flashforwards. Então, Mark e sua equipe (que contava também com a agente Janis Hawk, interpretada por Christine Woods) começam a investigar o que poderia ter causado esse colapso mundial. Para isso, ele usa fragmentos do seu próprio flashforward, uma vez que neste ele estava em um momento importante dessa investigação, olhando para o painel que reúne as pistas.

Com o passar do tempo, as histórias dos personagens tendem a seguir uma trajetória que leva ao que acontece nos flashforwards, como por exemplo, a aproximação entre a esposa de Mark, Olivia (Sonya Walger, Lost) e o cientista Lloyd Simcoe (Jack Davenport, da trilogia Piratas do Caribe). Este, por sua vez, é uma das peças chaves na solução do mistério, junto com seu parceiro Simon Campos (Dominic Monaghan, Lost).

FlashForward começou com uma audiência considerável, mas que foi caindo a cada episódio que se passava. Talvez a expectativa enorme pela estreia da série e a comparação com um dos maiores (se não o maior) sucessos da TV tenham sido o erro fatal que, aos poucos, culminou em seu fim. Mas é fato que o roteiro teve falhas e a história não conseguia oferecer o que os telespectadores esperavam.

Com a baixa audiência e com o alto custo dos episódios, a ABC acabou por cancelar a série antes de uma segunda temporada. FlashForward até não podia ser tudo o que esperávamos, mas era legal de assistir. Mas com a decisão do cancelamento, acabaram fazendo um dos piores series finales já vistos (por mim, pelo menos). Havia história suficiente para uma segunda temporada, mas tudo teve que ser “jogado” de forma que, no último episódio, não só temos um novo “apagão”, mas também finais de personagens sem explicação e sem sentido. Acho que, pelo menos em consideração a quem acompanhava, o segundo apagão deveria ser evitado e Mark poderia ter provado que era possível evitar que os flashforwards realmente acontecessem.

Mas isso é opinião pessoal, e como toda ficção científica, há diversos questionamentos e teorias sobre como FlashFoward devia seguir (ou terminar).

Personagem inesquecível:

O Dr. Bryce Varley (Zachary Knighton) fica na memória, pois teve um dos flashforwards mais bonitos, o que aliviava a angústia pelo futuro dos demais. Ele teve o seu desmaio segundos antes de tentar se matar e a sua visão lhe deu um novo motivo para viver — um amor lá do Japão. Foi definitivamente fofo vê-lo lutar para isso acontecer.

Em tempo: aqui no Brasil, a série é exibida pelo canal AXN.

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