Fringe 5×01 — Transilience Thought Unifier Model 11

E começo agora a falar sobre o começo do fim de Fringe. Sim, chegamos até aqui e teremos, comprovadamente, um FIM para a série. Se ela será satisfatória ou não, isso já é outra coisa. É gostoso, aliás, comentar sobre a série sem aquele medo que o perigo de cancelamento trazia nas temporadas passadas… sem aquela ansiedade de ver os números de audiência para podermos TALVEZ ter uma ligeira noção se a série poderia ou não ser renovada. Digo agora de boca cheia: FRINGE TERÁ UM FIM! Isso, sem dúvida, era o que todos os fãs da série gostariam de ouvir.

Vamos agora ao que interessa. O episódio foi bom. Foi um episódio mais calmo, apesar da ação, mas acho que isso foi proposital, graças ao novo hambiente da série, para que talvez nós, fãs, nos acostumásse-mos com essa mudança radical. Não digo, porém, que isso foi algo ruim ou que estou reclamando. Não, longe disso. O episódio foi como deveria ser: direto, auto-explicativo, cativante e, principalmente, capaz de nos fazer ficarmos ansioso para o desenrolar das histórias aqui apresentadas. Acredito que uma season premiere não precisa necessariamente ser BOMBÁSTICA e ÉPICA. Pra mim ele deve “apenas” mostrar o rumo que a temporada deve tomar, além de deixar aquele gostinho de “quero mais”, para ficarmos ansiosos para os próximos.

Como já sabíamos, estamos em 2036, onde os Observadores tomaram o mundo e nós, nativos, temos uma vida praticamente escravizada. É interessante, ao pensar sobre os Observadores, que muito dificilmente alguém olharia para eles nas temporadas passadas e diria “esse será o vilão da série”… Apesar de praticamente explícito em alguns episódios. E, vendo agora eles como vilão, é realmente gratificante tê-los como tal, pois com seus “poderes”, como a leitura de mente, com certeza darão muito trabalho pra “nova” Divisão Fringe. Aquela cena em que Walter é torturado pelo Observador prova o quão frio eles são e que eles não estão nem aí pra raça humana nativa. Existe “qualidade” melhor pra um vilão do que a frieza contra seus inimigos? Então, também acho que não.

E então Olivia está de volta. Devo comentar, que linda aquela cena em que ela vê Peter bem na sua frente, onde ele a apresenta a sua filha, Etta. Foi lindo, pena que durou tão pouco tempo e logo eles já estavam atirando em Observadores e planejando invadir aquele complexo para conseguirem pegar o aparelho que dá nome ao episódio.

September deixou na memória de Walter o plano exatamente de como derrotar e acabar com essa invasão dos Observadores, mas para proteger a mesma ele codificou as memórias para que nem Walter conseguisse entendê-la. Era isso o que o Obsrvador queria ao torturar Walter, aliás. Então a Equipe Fringe vai atrás desse aparelho, e, claro, lá estão eles se escondendo e correndo e atirando e salvando-se e tudo mais com o que estamos acostumados.

Até que tudo finalmente dá certo. Todos estão juntos e protegidos, e Peter conseguiu pegar o tal
aparelho. Então é hora de sabermos qual é o plano salvador, certo? Errado. Quando o Observador torturou Walter ele danificou sua memória e agora ela está corrompida, onde nem com o aparelho eles conseguem acessá-la. Pra mim Walter conseguirá, muito em breve, ter acesso a essas memórias e ao plano salvador… e pra isso ele usará da música, vendo que ela foi muito citada por ele no episódio. E como eu já aprendi que nada em Fringe é por acaso…

E é isso. Fringe voltou muito bem e tem muito potencial pra fechar a série do jeito que ela merece, com chave de ouro. Alguém duvida que essa temporada será, no mínimo, sensacional? Eu boto minha mão no fogo. E que venha o próximo episódio, e com certeza nós nos veremos lá o>

GLYPH CODE: E a primeira palavra dada nesse último ano foi DOUBT, que, em português quer dizer “dúvida”. Não consigo, agora, elaborar uma teoria acerca disso. Talvez a palavra se remeta ao próximo episódio, mas não saberei dizer pois estou correndo o máximo que posso de spoiler. Então, alguém tem alguma teoria a respeito?

PS 1: Veremos mais William Bell por aí, tenho certeza.

PS 2: É lindo como Fringe consegue, com simples detalhes de cor, passar a sensibilidade desse mundo pós-apocalíptico que vemos na série. Palmas pros envolvidos, está realmente demais.

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