Fringe 5×11 — The Boy Must Live

Alguém garantiu a sua sobrevivência porque achou que seria importante. — Windmark sobre Michael

O episódio já começa bem agitado, com Walter criando mais teorias e executando o plano, com direito a referência à uma das principais características da série: o tanque. Walter, com a ajuda de Astrid (como sempre) consegue descobrir a localização da casa de Setembro, e segue em busca do Observador. E eis que um fato curioso surge: Setembro, ou agora Donald, tem cabelo!

Fora do tanque, Walter com Peter, Olivia e Michael vai em busca da casa de Setembro, e em meio a uma conversa entre Walter e Peter, os roteiristas consertaram uma parte do maior erro da série, que foi resetar a história na quarta temporada e fazer com que outra timeline seja criada. Walter fala a Peter que se lembra de tudo o que aconteceu. Desde o dia em que Peter vai resgatá-lo na clínica Santa Claire, até o dia em que Peter entra na máquina.

Infelizmente, somente o trio principal tem total consciência do que realmente aconteceu. É estranho pensar que apenas para Olivia, Peter e Walter tudo aquilo aconteceu do jeito que aconteceu. É como se para os demais personagens, Astrid, Nina, Broyles, Lincoln, as três primeiras temporadas são temporadas nulas.

Quando o grupo encontra a casa de Setembro, este explica que ele foi punido por manter relações com Walter, Peter e Olivia. Sua punição foi nada menos que se tornar o que nós somos. Chamado de “reversão-biológica”, Setembro não possui mais seu dispositivo, nem nenhuma de suas habilidades que poderiam ser muito úteis ao grupo.

Fringe 5x11

É interessante ver que o chefão dos Observadores, que está em Manhattan, no ano de 2609, não considera o grupo da resistência uma ameaça, e que a única coisa que Windmark deve fazer é recuperar a anomalia. Para ele, o grupo da resistência tem apenas 0.0001% de chances de sucesso. Algo me diz que essa pequena porcentagem é suficiente para Olivia, Peter, Walter e Astrid.

Finalmente uma ponta que foi solta na história de Fringe no episódio 15 da primeira temporada é desfeita. O que seria o mini-Observador? Essa pergunta nos rodeou por anos, e fez até com que esquecêssemos da existência do garoto. A resposta para essa pergunta não é nada menos que a chave para reverter tudo o que tem acontecido desde 2015.

Para nossa surpresa, Harry James Potter não é o único garoto que sobreviveu que tem grande influência na história da humanidade. É de arrepiar descobrir depois de três temporadas, que ao dizer “O garoto tem que sobreviver” não era de Peter a quem Setembro se referia, e sim Michael. Acredito que isso tenha sido apenas uma adaptação necessária ao longo das temporadas, mas ficou muito bem adequada.

É interessantíssimo olhar para essa temporada como um todo e perceber que foi criado um enredo totalmente novo. Gerado a partir do episódio 19 da quarta temporada, um enredo que envolve um plano, que até então só sabíamos que serviria para salvar o mundo. E é incrível notar que estamos há onze episódios (contando com o 4×19) fazendo algo que nem sabemos o quê, mas que funcionou e criou uma excelente temporada final. Sem se dar ao luxo de encher linguiça.

No fim das contas, o plano de Walter e Setembro é levar o garoto para o futuro, e mostrar através dele, que não é necessário extinguir as emoções para colocar inteligência no lugar. Se esse plano der certo, os Observadores nunca existirão, e então Etta não morrerá no ano de 2036. Eis que surge a pergunta: que consequências seriam geradas caso os Observadores nunca existissem?

Setembro nunca atrapalharia Walternativo quando este estava criando a cura de Peter, porém, Peter nunca seria salvo por Setembro quando caiu no rio com Walter. E se Peter estivesse curado, Walter o roubaria mesmo assim? Caso roubasse, o reset feito na quarta temporada nunca teria acontecido, portanto só haveria a timeline original, já que Peter nunca seria apagado.

Todas essas questões, e muitas outras, terão de ser respondidas no series finale, cuja crítica será publicada amanhã. Este episódio recebeu apenas quatro estrelas e meia porque a forma em que os roteiristas acharam de fazer com que Michael se separasse de Olivia, Peter e Walter um tanto quanto improvisada. Já a trilha sonora, não recebeu nota máxima por conta do efeito sonoro emitido aos Observadores se teletransportar um pouco atrasado.

Amanhã, quando sair a crítica do series finale, eu quero todo mundo comentando, conspirando e criando teorias comigo. Até!

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