Fringe: os dois lados!

A melhor ficção científica (e uma das melhores séries, senão A MELHOR) da atualidade não se isenta da coluna O Melhor e o Pior De…, nem aqui e nem na outra realidade.

Portanto, nesta edição, fomos em busca não de mistérios insolúveis e enigmas que podem deixar o fim do mundo mais próximo, mas sim das características mais marcantes da série. Sejam boas, ou sejam ruins.

Olívia, Walter e… Pacey?

Eu tinha muito a reclamar de Olívia, a protagonista da série. Mas depois de acompanhar duas temporadas, não tem como conseguir escapar. A paixão vem quase como obrigatoriedade. Você que começa a ver Fringe pode até reclamar que ela não é boa atriz, que está sempre com o mesmo semblante triste, fechado, sem expressão… Daí, BOOOM, os roteiristas explicam o motivo de Olívia ser daquele jeito.

Já Walter é uma figura carismática desde o piloto. Sempre comendo, não importa se o que te dá mais nojo esteja na frente do personagem. Sem contar as piadas que surgem sobre seus vícios em certas substâncias. Dá para entender porque Walter come tanto, se você parar para pensar. E ainda tem Peter, o nosso eterno Pacey (Dawson’s Creek). Por mais que Joshua Jackson não consiga trazer algo de inédito ou de característico para este novo personagem, me recuso a falar mal dele. E que venha a PaceyCom!!! Afinal, Pacey Bishop é o que há!

Perguntas e Respostas

Enquanto certas ficções jogam perguntas apenas por jogar, Fringe faz questão de costurar todos os elementos que são colocados em seu roteiro. No começo, tudo está meio solto, como haveria de ser. Mas com paciência, os fatores se cruzam e montam uma rede, uma trama que você não acredita. E ela não explode a sua cabeça com uma pergunta ou situação enigmática, mas com respostas que fazem todo sentido. E isso é muito mais legal.

Teorias que Fazem Sentido

Os casos da semana são um tanto enfadonhos no comecinho da primeira temporada, mas ninguém pode dizer que os mais bizarros casos trazidos a cada episódio não têm base e não façam sentido — por mais que na vida real eles realmente não façam!!!

É a diferença de um roteiro bem explicado, uma verdadeira ficção científica. Afinal, quando a gente vê uma ficção normalmente estamos abertos ao irreal. Não buscamos pela verdade do mundo! Mas a coerência se faz extremamente necessária. A mitologia precisa bater com o que o universo da série propõe.

Me diga um caso de Fringe que não fez sentido e eu te convenço do contrário! As vezes pode ser bem complicado entender, mas estudando se resolve. E já falo sobre isso… ‘Guenta’ aí!

Um Novo Arquivo X?

As comparações vão sempre existir e realmente no começo da série isso foi um saco. Parecia mesmo um X-Files Wannabe. Forçaram muito a barra nos casos da semana e mais parecia que a Fox havia encomendado um seriado que trouxesse a eles a audiência que Arquivo X um dia rendeu. A audiência não veio, mas há coisas realmente muito semelhantes. O bom é que os profissionais de Fringe souberam fazer piada com a coisa toda!

Inesquecível a cena, logo no começo da segunda temporada, em que acontece um julgamento para definir o futuro do Departamento de Ciência de Borda e alguém diz algo como “Este departamento não apresenta bons resultados desde a época em que tinha aquele nome com X”.

Ajudas Técnicas

Na parte do melhor eu disse que Fringe sempre apresenta suas respostas e que tudo faz sentido, certo? Bom, vale dizer que nem sempre essa resposta vem fácil e pode ser necessária uma ajudinha para tudo realmente fazer sentido. Como disse acima, a série se vale de várias teorias da física e mesmo de ficção científica. Nem todas são práticas e de fácil entendimento, o que dificulta a assimilação.

Sabe quando você tá assistindo House e os médicos vão falando sobre os sintomas, as causas, os efeitos e as ligações e a gente faz aquela cara de ‘Aham, tô entendendo tudo(mas não tô)’!? Então, isso define! É sempre bom dar uma lidinha em alguns posts de Fringe, pois uma referência ou outra passam batidas por você, mas não pelos nerds fãs da série que entucham a rede com ótimas explicações de cada detalhe e citação.

Sacanagens da Fox

O pior de tudo isso, e a culpa nem é da produção em si, é que apesar de ser essa coisa linda de Deus, Fringe corre risco de cancelamento (Pã-nã!!! Olhar dramático de Castor do YouTube). Isso mostra uma crise na TV e na audiência que, à primeira vista, pode ser a culpada, quando na verdade, o que temos é uma oferta gigante e uma concorrência brutal num curto espaço.

Fringe era transmitida nos Estados Unidos durante as quintas-feiras. Essa é a noite mais tradicional da disputa da audiência. Tem Grey’s Anatomy, The Big Bang Theory e outros grandes nomes que destoam muito de Fringe no que diz respeito ao gosto popular. Ficção científica não cai bem no gosto da massa e colocar uma delas para concorrer com novelões super “hypados” dificulta ainda mais.

Agora, a série poderá ser vista nas noites de sexta-feira. Normalmente, antes de ser cancelada, toda série é colocada em transmissão neste dia da semana. Ao que tudo indica, este é o fim trágico de Fringe, inadequadamente utilizada pela Fox dos EUA. Há quem diga que a série ainda terá uma quarta temporada, o que considero bem arriscado… Não seria melhor um final decente no terceiro ano do que um cancelamento abrupto no quarto?

Acho difícil o quadro de Fringe, em relação a audiência, mudar. Mesmo assim, a gente do Box continua com a bandeira do #SaveFringe. Por dois mundos melhores!!!!

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BOXPOP

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