FTWD 1×03 — The Dog

É preciso endurecer o coração em FTWD

Ela não está doente. Está morta” — CLARK, Nick.

No universo criado por Robert Kirkman, existem dois tipos de pessoas: as fortes e as fracas. As primeiras são aquelas que entendem rapidamente a situação e estão dispostas a fazer o necessário para sobreviver. As segundas, são as que não se adaptam e sucumbem à pressão, seja por um código de ética pessoal ou pela crença de que as coisas parecem melhor do que realmente são.

A família Salazar parece encontrar-se no primeiro grupo, apesar das divergências internas, os três parecem já ser sobreviventes e estão bastante conscientes de que circunstâncias diferentes exigem posturas diferentes. Assim como Nick, Madison e Liza. Já Travis, Chris e Alicia ainda estão no segundo grupo, pois, apesar de perceberem o que está acontecendo, parecem não acreditar na gravidade da situação. Os fracos podem vir a se fortalecer e isso os salva. Já os fortes, precisam controlar seu orgulho, uma característica perigosa nesse mundo.

A situação no centro da cidade é desesperadora. São pessoas e walkers (como ainda não se sabe como devemos chamar os mortos vivos nessa série, usaremos o termo thewalkindeadiano) misturando-se naquela confusão. É impossível não pensar que todos ali serão vítimas antes mesmo de perceber o que está acontecendo. Com o hospital está em chamas e tendo uma barreira policial em sua entrada bloqueando a passagem dos doentes, para onde ir então? A quem recorrer quando tudo está desmoronando tão rápido? E é preciso mencionar a cena onde a cidade inteira vai ficando sem luz, perturbadora, mas também muito bonita.

fear the walking dead

Inversamente, no subúrbio a tensão vem da quietude. Tudo parece tão calmo que esperamos algo acontecer a qualquer momento. E uma forma de produzir essa sensação é o enquadramento das cenas. Se repararmos, sempre que um personagem está em primeiro plano, podemos ver uma parte de uma janela ou porta, o que nos desperta a sensação de que alguém (vivo ou morto) irá aparecer e nos pegar de surpresa.

É legal ver que os diálogos entre os personagens trazem pistas do passado deixando suas histórias didaticamente esclarecidas somente quando necessário. É possível perceber o quanto a perda do Sr. Clark ainda afeta a família somente pela fala de Alicia, assim como a explicação da relação entre Madison e sua vizinha vem no momento apropriado para que entendamos a intimidade que eles parecem ter naquela casa. E sobre o labirinto, mesmo sabendo que foi um recurso muito bom para o suspense, não podemos deixar de nos perguntar: por que alguém teria um jardim daquele formato em sua casa?

Se Nick é forte a ponto de pensar na arma e Madison por entender sua importância, Alicia e Chris (ainda) são fracos pela superproteção a que estavam sendo submetidos… Mas então veio The Dog. Como sempre, os animais bonitinhos pagam um preço alto em histórias de suspense, por isso seu destino não parecia um grande mistério, mas foi com surpresa, diante do que já foi visto até agora, que recebemos a cena gore da morte do walker-Peter.

Os personagens estão descobrindo estratégias: certificar-se de vasculhar e trancar os lugares, não estar sozinhos e o ponto fraco dos walkers — o cérebro. Possivelmente, com a Sra. Salazar, veremos a descoberta de que os mortos que não tiveram contato com os infectados também se levantam. Os militares já sabem o que devem fazer para finalizá-los. Com sua chegada os personagens podem tender a se acomodar mais. Esperamos que Daniel e Madison não permitam isso, pois agora, mesmo com pensamentos diferentes, todos são uma só família.

P.S.: De quem serão aqueles pés que Alicia viu na casa da Susan?

P.S2: A reação entre Liza e Madison parece guardar uma dinâmica interessante para o futuro.

P.S3: Algo me diz que o avião que Nick viu, vai ter importância.

P.S4: Por favor, salvem o Tobias.

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