GA 10×05 — I Bet It Stung

Estamos em lugares diferentes agora, e está tudo bem.” — YANG, Cristina.

Após a celebração do episódio 200, Grey’s Anatomy apresentou um ótimo episódio. Engraçado e com aquela boa dose de drama que sempre esperamos, o capítulo da semana ainda mandou um recado importante através de Cristina, mas deixarei para falar sobre isso mais para o final da review.

I Bet It Stung firmou de vez a necessidade dos roteiristas em criar empatia entre os internos e o público. Após apostar em histórias para Jo e Ross, estamos começando a ver Stephanie e Leah avançando na trama. A primeira finalmente está mostrando a que veio, e resolveu mostrar toda sua determinação chamando atenção da mãe do namorado. Já reclamei aqui várias vezes o quão furado é esse namoro, e agora tudo o que Steph quer é mostrar suas 500 qualidades perante a sogra — e a audiência. Pois, gata, estou de coração aberto esperando para ver o que você tem a acrescentar ao universo da série. Lembre-se que apenas os fortes sobrevivem.

O que falar de Leah? A personagem, que sempre foi um pouco mais apagada, acabou revelando que pode vir a ser uma boa surpresa. Eu não imaginei que ela fosse se envolver justamente com Arizona. Agora que as duas passarão a dormir sob o mesmo teto essa relação só tem a crescer. Fiquei curioso com o que irá surgir daqui. Outra boa surpresa é a amizade entre Robbins e Kepner. Gosto cada vez mais de ver as duas juntas.

GA 10x05

Ainda falando sobre os internos, preciso confessar que estou gostando cada vez mais da Jo. Fiquei tocado com o empenho da moça em ajudar o Jimmy, mas também fiquei triste por não ter adiantado muito nesse primeiro momento. Espero que o pai de Alex retorne ao GSM e ganhe um momento com o filho. Quero ver o que esse encontro irá representar para o casal.

Dentre as coisas boas do episódio, aqui vai a minha favorita: Callie sendo Callie. A dra. Torres ganhou o incrível caso de uma paciente que vive arriscando a vida e sua irmã super-protetora que tem todos os motivos para agir como tal, afinal, ela foi um ‘bebê doador’. Isso mesmo, concebida com intuito de doar os órgãos para a irmã mais velha, que depois de enfrentar uma forte doença na infância resolveu viver como se não tivesse mais nada a perder. A doadora demonstrou um enorme desejo de viver sua própria vida e acabou despertando uma Callie que dormia há anos dentro daquela mulher que vivia para ajudar a esposa que não queria ser ajudada. Conduzido de uma forma extremamente satisfatória, o plot trouxe a Callie ‘pés descalços’ de volta. Como não ficar feliz ao vê-la dançando de calcinha novamente? Nada mais poético que ficar feliz com as pequenas coisas.

Enquanto isso, Richard entrou em fase de aceitação. A presença de Catherine ajudou, mas pelo visto a passagem foi rápida e Webber terá que se virá sem a namorada novamente. Seria uma boa hora para ele e Meredith fazerem as pazes, gostei do clima de família que foi levantado no começo da temporada e acho que está na hora de resgatar isso, para o bem do personagem.

Entrando na parte ‘polêmica’, achei acertada a decisão de escolher Jeannine Renshaw para roteirizar o episódio. Para quem não sabe, ela é a roteirista do maravilhoso Beautiful Doom (temporada 9, episódio 05). Se na temporada passada ela foi responsável por escrever sobre a força da amizade entre Mer e Yang, nada mais certo do que trazê-la de volta para abordar um momento de provação, diga-se de passagem, para as personagens. Jeannine construiu um plot para Meredith e Cristina que define perfeitamente o momento delas.

Se Meredith ainda se sente perseguida pelo fantasma da mãe, é compreensível que isso afete a vida pessoal e ainda mais a profissional. O dilema de priorizar a carreira ou ser uma mãe exemplar mostrou o quanto ela tem medo de acabar como Ellis e não conseguir se dedicar aos filhos como eles merecem, e isso é completamente plausível já que ela sentiu na pele como é ter pai e mãe ausentes. Por outro lado, Cristina não tem dúvidas que a carreira sempre estará em primeiro lugar na sua vida, e é isso que fará dela uma cirurgiã brilhante. Querendo ou não, Ellis também é referência para Yang. Dito isso, concordo com cada verdade dita após a cirurgia. Meredith tem muita coisa acontecendo em sua vida, e isso a atrapalhou.

É notável também que a frase de Yang sobre onde cada uma está neste momento é um daqueles recados que surgem de vez em quando através do roteiro. Se Grey está feliz em casa e em seu santuário, Yang talvez não sinta o mesmo. Sempre foi mais fácil para ela desapegar. Sempre foi plausível para ela pensar que exista vida além do antigo Seattle Grace. No fim das contas, isso representa o início do fim dos dias de Cristina no hospital que desde o início da série foi seu lar. Partindo do princípio que a construção da saída dela começou quando terminou o casamento, é como se este fosse o segundo passo para longe dali.

E com isso, caiu a ficha para este que vos escreve. Assumo que mesmo sabendo da saída de Sandra Oh desde o anúncio em agosto, foi somente neste episódio que a série conseguiu sepultar a fase de negação que eu estava vivendo — talvez por isso tenha sido tão difícil escrever este texto. Sandra Oh vai sair. Isso vai acontecer. Nossos queridos internos cresceram e já começam a querer conhecer o mundo. Nós estamos em lugares diferentes agora, e está tudo bem.

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