GA 10×07 — Thriller

Anatomia da Grey fez um episódio de Halloween. Isso mesmo, crianças. Tia Shonda chutou o balde e resolveu tocar o terror em Seattle. Aí você diz: PERAÊ, Rubens! Mas a vida dessa mulher já não é tocar o terror nessa série??? É disso que eu tô falando.

Eu sou um entusiasta de episódios criativos, que fogem à regra da série, e Grey’s, apesar de não abusar disso, acerta quando decide fazer diferente. Muita gente não gostou do episódio musical, porém acho fantástico (me julguem), assim como o da realidade “paralela”. Por gostar tanto quando essa série linda sai para brincar, imaginei que o tal episódio de Dia das Bruxas seria mais um episódio marcante. Pena que me enganei.

Tivemos casos interessantes, especialmente o da velhinha que apenas o Ross via pelos corredores e só queria ser atendida pela Brooks. Não apenas o caso foi bom, como a escalação da atriz foi acertada. E não falo isso só por Lorna Raver interpretar bem, mas pelo fato dela ser ninguém menos que a Sra. Ganush de Arraste-me Para o Inferno, um dos filmes de terror mais divertidos que eu tive o prazer de assistir (várias vezes). A personagem foi uma referência clara ao universo do terror, já que até a caracterização da atriz na série lembra sua vingativa Ganush. Gostei de tudo que envolveu o plot, e acho ótimo que os roteiristas façam tanta questão de fazer presente o fantasma de Heather. Penso até que há um pontinha de arrependimento da parte criativa do programa por tê-la deixado ir, e nada mais digno que lembrar dela como uma pessoa que foi tão importante para alguém.

O caso Ganush funcionou perfeitamente para o contexto do Dr. Shane, é apenas mais um capítulo na jornada de formação de caráter do rapaz. Destaque para o momento de humildade, assumindo que não é tão bom quanto a finada. Ele finge que se importa, a gente finge que acredita. Agora, os demais, apesar de ‘engraçadinhos’ não causaram tanto impacto no episódio já que desde o primeiro momento foi óbvio que existia uma explicação razoável para tudo, incluindo o zumbi (rs). É difícil se envolver quando você já sabe que tudo não passa de truque, mas valeu o esforço.

Natural está sendo como as coisas estão acontecendo com Leah. O relacionamento com Arizona está ajudando a personagem e sua intérprete a se mostrarem mais. Só acho sacanagem da Robbins ficar mudando o discurso o tempo inteiro, mas depois do que ela fez com a Callie isso é mero detalhe. Com toda essa conversinha dá até pra imaginar a confusão que tá na cabeça da Murphy.

Aparentemente, Alex e Jo estão bem outra vez. A minha dúvida é se o relacionamento continuará firme mesmo com essa história do pai dele ainda tão recente. Eles são um casal novo, não deveria ser tão difícil, mas acredito que é sensato esperar que Jimmy apareça outra vez. Aquele último olhar dele para Karev demonstrou que há algo ali, uma lembrança, talvez. O que vai acontecer se ele retornar? Só acho que tá na hora do Alex parar de culpar os outros pelos próprios problemas e resolver de vez as diferenças com o pai.

GA 10x07

Falando em diferenças, Richard resolveu se acertar com Meredith (avançou uma casa), mas não está tendo muita paciência com Bailey (recuou duas casas). Que chato! Sei que na vida real a recuperação pode ser algo muito demorado, mas do ponto de vista da narrativa percebo como enrolação. Daqui a pouco chegamos na metade da temporada e ele ainda estará lá deitado e reclamando.

Já o caso de Yang eu não tenho certeza se estou gostando ou não. Estamos tão acostumados a vê-la como alguém tão forte e determinada que é estranho ver essa situação com a Meredith em que ela se encontra. O pior é que isso acontece ao mesmo tempo em que ela e o Owen estão se separando. É como dois divórcios ao mesmo tempo. É duplamente doloroso. Enquanto isso, Mer e Callie ficam cada vez mais próximas. Acho ótimo, são duas das minhas personagens favoritas, porém não acho justo que a Grey fique tão bem com uma e indiferente com a outra. Dói ver a Cristina desse jeito.

Voltando a falar de coisa boa, está ótima essa nova fase do Derek. Nada mais sensível que ver um neurocirurgião costurando a fantasia de uma criança e tirando inspiração disso. E quanto as fantasias, eu só queria dizer que se alguém estiver contando, meu voto vai para o Tucker. Ninguém vence o Dr. Frankenstein!

Após sete episódios já é possível fazer um saldo da temporada. Passou rápido, mas estamos quase indo para a reta final do ano 10A e eu não sinto que a narrativa está se desenvolvendo como esperado. Não sei se é impressão minha ou se a série realmente está cansando, ou se é culpa deste episódio em especial (quase dormi). Espero poder falar melhor antes do episódio 12.

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