GA 8×20 — The Girl With No Name

“Cristina, você quer mesmo fazer isso? Ir embora?”— Meredith Grey
“Estamos nos preparando pra isso nos últimos cinco anos. É claro que quero ir embora. Você também deveria querer.”— Cristina Yang

Há quatro episódios do fim, a temporada caminha focando no futuro dos residentes. Quem vai embora? Quem fica? Todos os residentes querem deixar Seattle Mercy, resta saber como Shondalinda vai prender esses médicos ali. Será que todos serão aprovados nos exames? Nós já vimos esse filme antes (oi, George).

O caso da semana me lembrou de quando a série se preocupava em trazer casos mais interessantes, emocionantes. E o mais importante de tudo, um caso conhecido dos noticiários. A menina que foi sequestrada e viveu doze anos do lado do sequestrador não reconhece a própria família, não sabe distinguir o que é certo e o que é errado e apesar de ter fugido do sequestrador, “compreende” que ele não é uma pessoa completamente má. Parece absurdo, contraditório, mas faz todo sentido. Talvez a maior prova da confusão que estava a cabeça da Holly naquele momento foi o modo como ela falou da gravidez, como se fosse algo normal na situação dela.

A situação fica ainda melhor quando a paciente cria um laço com Grey. Meredith não estava certa ainda se queria mesmo trocar de programa, e seu comprometimento com Holly atrasou a entrevista que ela faria em Boston dando mais tempo pra ponderar sua decisão. A “garota sem nome” ainda causou ótimos momentos para Bailey e Owen. Miranda ficou horrorizada com a ideia de perder um filho durante tanto tempo, que aliás, eu diria que foi o melhor momento da personagem na temporada. E Owen passou a se perguntar se merecia o título de chefe por causa das dificuldades do caso.

A direção contribuiu de forma fantástica para que o caso ganhasse o peso merecido. A tomada com a câmera se aproximando da Holly enquanto ela explicava que sentia falta do sequestrador foi o momento mais tenso do episódio. Eu me senti de frente com ela, completamente imerso na verdade desesperadora das palavras da paciente.

O eterno chief Webber sofreu ao descobrir que Adele já não era a mesma. Como aceitar que um casamente tão longo seja desfeito dessa forma? Aqui Richard tem a mesma missão dos residentes, ter que, diga-se de passagem, desapegar da vida que tinha. Por mais que isso fosse esperado, é lógico que ele tenha que sofrer agora que o momento chegou.

E os residentes nos divertiram com suas entrevistas e os momentos com seus orientadores, mas ainda assim é triste vê-los querendo ir embora. Yang está certa, ela já é uma cirurgiã, mesmo que não seja tão humilde sua atitude de não correr atrás dos programas. Mas poxa, o que vai ser dessa série se ela ou Grey, ou as duas forem embora? Alguém tem que ir, espero que não seja nenhuma das duas, nem o Karev.

The Girl With No Name foi mais um episódio fantástico deste oitavo ano. Grey’s Anatomy está em um momento tão bom quanto sua terceira temporada, e levando em consideração que tudo lá atrás aconteceu para fazer este momento funcionar, eu diria que a série está ainda melhor, no auge.

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