GA 9×05 — Beautiful Doom

O que seria de Grey’s Anatomy sem Meredith e Yang? Beautiful Doom focou nas histórias das twisted-sisters e o resultado não poderia ser diferente: um episódio que, se não deu continuidade a histórias paralelas, manteve a excelência quanto à sua proposta. Não importa a distância entre as duas, a amizade de Mer e Cristina é o elo mais forte que a série já viu.

Meredith se envolveu emocionalmente com uma paciente que lembrou a história de Lexie. Mesmo que em circunstâncias diferentes, foi impossível para ela não associar. Foi como se Grey estivesse a procura de compensação, já que diferente de sua irmã, ela tinha condições de salvar a vida da vítima. O problema é que o comprometimento a fez passar dos limites, resultando até mesmo em uma bronca do Dr. Webber no meio da cirurgia.

Uma das melhores coisas foi Meredith tendo que “dar um jeito”, como enfatizou Yang, para cuidar de Zola já que Derek estava fora da cidade. Não digo isso apenas pela própria Grey, mas foi bonito de ver a mãezona Callie ajudando e falando de certas bobagens que sempre funcionam para humanizar mais os personagens. No meio disso tudo, a dra. Bailey esqueceu os momentos constrangedores e finalmente teve alguma utilidade para a trama. Nada mal. Até Karev fez as vezes de babá, e mesmo assim, nenhuma cena foi tão definitiva, diga-se, do que aquela em que Owen cuida da Zola. Foi possível ver nos olhos dele o quanto estava feliz com um bebê nos braços.

Em Minnesota, Yang passou por um momento desconfortável quando Parker estava fazendo de tudo para demitir o Dr.Thomas, e foi lindo vê-la apoiando seu mentor. Yang e Thomas tiveram uma química muito interessante de se ver, e acabaram se tornando a dupla mais carismática da temporada até o momento em tão pouco tempo. Apesar de tudo o que aconteceu nos quatro episódios que passaram, foi uma grande tristeza ver o Dr. Thomas falecer, e as palavras que ficaram na cabeça de Yang ainda vão persistir na minha memória por bastante tempo.

Respire Dra. Yang… Não procure por amigos aqui — você não irá encontrar. Nenhuma dessas pessoas têm a capacidade de compreendê-la — nunca terão. Se você tiver sorte, um dia, quando você for velha como eu, encontrará um jovem médico que não se preocupará com nada além da medicina. E você irá treiná-lo, como eu a treinei. Até lá, leia um bom livro. Você nasceu para ser grandiosa, Yang. Não me decepcione.” — Dr. Thomas

Já deu para se acostumar com esses episódios “diferentes”? Eu acho o máximo. A dinâmica da tela dividida foi importante para aproximar Seattle e Minnesota, Grey e Yang. Confesso que achei o áudio modificado pra evidenciar o voice over desnecessário, entretanto não chegou a atrapalhar. A cena final, quando Cristina bate à porta de Meredith foi uma bela surpresa, e deve representar um ponto definitivo na carreira de Yang.

E você, o que achou desse episódio focado na amizade de Grey e Yang?

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