GA 9×12 — Walking on a Dream

Estamos na metade da temporada e o time de roteiristas de Shondaland continua nos presenteando com ótimos episódios. Walking on a Dream tem tudo aquilo que amamos na série, e principalmente, o desenrolar das tramas na medida certa.

O episódio começou com a clássica narração explicando ao público o sombrio tema abordado: a síndrome de membro fantasma. Arizona Robbins, que levou tanto tempo para (começar a) se superar, agora precisa lidar com mais este problema. Confesso que fiquei surpreso ao ver Owen ajudando-a neste processo. Mesmo com tanto para resolver, o chefe ainda encontrou tempo para dar apoio a sua cirurgiã pediátrica. Achei ótima a referência ao período dele no exército, mostrando o quanto de experiência ele ganhou por lá.

A síndrome, além de atrapalhar os dias de Arizona, tira seu sono. Arizona passou a ter pesadelos assustadores, mostrando a dor agindo de diferentes formas (aqui a produção recorreu aos efeitos especiais para passar ao público as diferentes sensações na perna “fantasma”). A Dra. Robbins, apesar de já ter tido ótimos momentos na série, nunca teve uma história tão bem desenvolvida quanto estamos vendo nesta temporada. Destaque para Jessica Capshaw, tantas vezes ofuscada pela competente Sara Ramirez, está fazendo um ótimo trabalho em mostrar este período tão especial dentro da trama que sua personagem está passando.

Meredith Grey também teve uma participação significante. Foi divertidíssimo observar Grey e seus hormônios “malucos” e como isso afetou a dinâmica com seus colegas, principalmente com o simpático Ross. Mer não estava suportando o interno, portanto precisou ouvir Bailey para lembrar que ela já esteve no lugar dele. Como não amar a referência ao final da segunda temporada? Mais bacana ainda foi ver Grey enfrentando seus demônios e subindo naquele avião.

GA 9x12

Outro plot bem trabalhado foi a introdução da conselheira médica Alana Cahill (Constance Zimmer, de Entourage). A ex-aluna de Richard Webber é treinada para aumentar a eficiência nos hospitais, o que, apesar de necessário, é a certeza de cortes sérios no funcionamento do Seattle Mercy. E claro, era de se esperar que a presença da conselheira causasse certa resistência por parte dos cirurgiões.

O diálogo que encerra a participação da personagem no episódio mostrou que Alana agiu com coerência, desde o modo frio como ela tratou Webber em vários momentos, até a decisão de fechar o pronto socorro. Cahill sabia que precisava dessa distância para julgar o que seria necessário para o hospital, e não criar laços foi a decisão que a ajudou na tarefa.

Enquanto algumas tramas já estão bem adiantadas, outras parecem estar apenas em seu início. Será que os médicos conseguirão salvar o pronto socorro? O dinheiro dos beneficiados no processo terá alguma relação com os rumos do hospital? E o que Shonda Rhimes reserva para os próximos meses de gravidez de Meredith Grey? Ainda há muito por vir, e pelo ritmo das histórias, acredito que os próximos episódios não decepcionarão.

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