GA 9×24 — Perfect Storm [Season Finale]

“Tudo o que poderia ter dado errado, deu errado.” Grey, Meredith.

A tempestade perfeita define Grey’s Anatomy. O conceito pode ser fundamentado facilmente se você olhar para o histórico de Meredith Grey. Mãe, pai, e marido. Todos tinham uma bagagem nada atrativa. Todos passaram pelo antigo Seattle Grace Hospital em algum momento. Seria Meredith um imã para desastres? Ou seria o hospital?

Ah, mas o hospital é o contexto — você pode dizer. Isso é verdade até certo ponto. Uma das diferenças cruciais desta temporada para as anteriores é que nesta, o hospital é praticamente um personagem. O processo, a falência, os compradores. Tudo aconteceu em prol do hospital. O hospital que se envolve em polêmicas, que torna seus médicos famosos. Até um novo nome ele ganhou. Se reinventou.

Dito isso, podemos afirmar que Perfect Storm é um dos melhores finales da série. Todas as narrativas da temporada levaram a este momento. A série, que assim como o Grey Sloan Memorial teve seus momentos sombrios, chegando até a ser desacreditada por parte do público, hoje mostra que não poderia estar em melhor forma. Shonda Rhimes percebeu que precisava de uma espécie de redenção para acertar os erros da casa. E tudo está em seu devido lugar.

O episódio não perde tempo e já começa dando início a redenção de Yang. É notável como Cristina cresceu como profissional e como pessoa nos últimos anos. E foi brilhante ver como ela soube abrir mão do seu amor pela felicidade dele. Se pôr no lugar do outro e perceber o que ele precisa é uma atitude altruísta, e no caso deles, completamente necessária. A maravilhosa cena em que Cristina vai embora e o Owen não vai atrás porque ele sabia que ela estava com a razão, é o clímax perfeito para o casal.

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Com o apagão todos os médicos precisaram dar o máximo de si, o que fez com que os internos ganhassem bastante destaque. Principalmente Ross e Jo. O primeiro teve a responsabilidade de operar Meredith acordada, enquanto Wilson se sobressaiu mostrando que é capaz de lidar com as eventuais crises profissionais. A moça conseguiu acalmar uma dúzia de pais desesperados, tomando a frente de uma situação quase que constrangedora para Arizona. No final, Jo ainda ganhou uma declaração de Karev, mostrando que tem potencial para continuar se destacando na próxima temporada.

O nascimento do McBaby e as complicações decorrentes do parto renderam uma sequência incrível, dando oportunidade a Ellen Pompeo de mostrar que não perde para as colegas Sara Ramirez e Chandra Wilson quando se trata de interpretação. Foi impossível não se envolver com a situação. A sequência foi responsável ainda pela volta de Bailey às salas de cirurgia. Chandra também deu tudo de si, mostrando sempre a excepcional atriz que é, desde a cena dos remédios, que muito me lembra a dos elevadores em Death And All His Friends (temporada 6, episódio 24), até sua redenção, quando ela vai contar o resultado da operação para Derek e Yang.

Aliás, devo dizer que achei desnecessário a Yang repetir tudo de ruim que a Meredith já passou para depois a Callie fazer a mesma coisa com a Arizona. O roteiro da série não precisa ficar lembrando isso sempre. Acho essencial que os roteiristas revejam isso, caso não queiram correr o risco de empobrecer o texto.

E Arizona, hein? Certamente é um caso que merece atenção. Na review anterior questionei se a Dra. Robbins não seria do tipo que mostra que está feliz, quando na verdade não está, e a pergunta foi respondida. Arizona simplesmente não superou a perda da perna e ainda culpa Callie por isso. A personagem precisa refletir e perceber o quão ingrata está sendo, já que é graças a Torres que ela está viva e capaz de trabalhar, cuidar da filha, e que ironia, é capaz até mesmo de pular a cerca. Qual o sentido de culpar a esposa pela perda da perna, então? Para piorar a situação, Lauren disse que não vai desistir de Arizona, mesmo sabendo que ela é casada. O triângulo amoroso deve ser um dos arcos de grande destaque no início da décima temporada.

– Você não perdeu nada! Eu perdi. Eu perdi!” Arizona

– Aparentemente, eu perdi você.” Callie

Em tempo, vale ressaltar a atuação fenomenal de Sara Ramirez. O trabalho da atriz na temporada foi digno de premiação. Será que podemos esperar uma indicação? Fico na torcida.

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Outro triângulo deve se formar agora que April percebeu que ama Jackson. Depois da ótima cena da explosão do ônibus, Kepner teve uma verdadeira epifania. A personagem que acabou de aceitar o pedido de casamento feito por Matthew, já está disposta a abrir mão disso para ficar com Avery. O problema é que, aparentemente, Kepner é sempre a mais intensa entre ela e Jackson e por isso é difícil saber se ele vai aceitá-la assim tão fácil. Quem sabe, a décima temporada não mostrará o desenvolvimento desse casal, não é mesmo? Será que chegou a hora deles? Veremos.

E quando parece que todos chegaram vivos ao final da nona temporada, eis que Shonda nos apresenta um cliffhanger sugestivo. Ainda assim, estou otimista e acredito que o bom e velho chief vai sobreviver a mais essa.

E assim chega ao fim mais uma temporada de Grey’s Anatomy, mostrando que a série aprendeu com seus erros, apostando na emoção na medida certa, sem exageros e reviravoltas desnecessárias. E que venha a décima (e última?) temporada, com tudo o que gostamos e que a série sabe fazer de melhor. Até setembro!

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