Glee 3×08 — Hold on to Sixteen

Dois bons episódios seguidos. Não dá pra dizer que é um recorde, porque temos a primeira temporada com poucas coisas ruins, principalmente quando nos lembramos da segunda e dessa mesmo. E também não é a hora de dizer que Ryan finalmente está voltando ao estilo da primeira. Nesse episódio simplesmente esqueceram de escrever um roteiro. Pelo menos um que fizesse sentido.

Não que isso tenha tirado a graça do episódio, ou que fosse necessário. Acho que um bloco com os três números que o New Directions preparou para as Sectionals deixou bem claro que as estrelas aqui seriam as músicas, que foram SETE no total. Bem diferente do que os produtores fizeram questão de ressaltar antes do início da temporada, de que seriam poucas músicas por episódio (e ao contrário do que foi dito, também, quatro participações especiais estão a caminho, segundo Lea Michele).

Quando Finn ganhou toda essa maturidade que ele mostrou aqui? Por mais que venham reclamar que ele já vem apresentando isso desde o começo da temporada, nesse episódio, as mudanças aconteceram meio que por milagre. Finn, de repente, é um cara maduro (apesar de ainda fazer aquela cara de desespero contido, pedindo que alguém o tire daquela situação, quando é confrontado por Blaine), que toma a frente do grupo e os lidera até a vitória.

O mesmo pode se aplicar ao pai de Mike. O cara assiste a uma apresentação em que o filho canta e dança e já está convencido de que ele tem um dom e deve realizar seu sonho, perdoa a namorada do garoto que até pouco tempo era vista como um demônio que o levava para o mau caminho. Ok, é uma série, temos pouco tempo, tudo acontece num timing diferente do nosso, mas não custava segurar o drama até o ano que vem, né?

Ao chegar ao final do episódio, depois das várias performances, a gente entende que havia uma lição. Duas, na verdade, mas vamos nos concentrar na lição não musical: o amor pode tudo. Ah, claro. Nunca deixemos de lado a filosofia Born this Way de Glee, ela também estava presente. Piegas? Muito, mas a gente ama Glee do mesmo jeito e, por isso mesmo, a gente ri e chora com isso de qualquer jeito.

Mas, como eu já disse, as performances foram as estrelas do episódio. Começando com o retorno de Chord Overstreet. Após o resgate do White Chocolate por Finn e Rachel numa espécie de Clube das Mulheres, o coral comemora o retorno de Sam bebendo em copos descartáveis vermelhos. Então porque não fazer uma música sobre isso, certo? A primeira performance foi a de Red Solo Cup, de Toby Keith. Não é A música, mas é divertida, e a versão de Glee foi bem fiel à original. Tipo, bem fiel mesmo. Nem a parte do “kiss my ass” foi cortada ou adaptada, como costumam fazer em algumas músicas, como aconteceu em Sweet Transvestite, do Rocky Horror Glee Show, em que trocaram “Transexual Transylvania” por “Sin… sational Transylvania”.

Vou ter que fazer duas confissões hoje A primeira é que eu não odiei tanto o mash up do episódio. I Will Survive/Survivor foi até interessante, mas ainda acho que tentar encaixar uma música na outra sempre vai prejudicar uma delas. E, nesse caso, foi Survivor a prejudicada. A música teve seu ritmo alterado pra encaixar na batida de I Will Survive e pra mim ficou meio sem graça.

O resultado final foi bacana, mas achei a performance meio fraca. Parece que as Troubletones estavam com preguiça e só adaptaram a performance da Adele com algumas alterações.

A segunda confissão é que eu tô me apegando à Princesa Disney, digo, Lindsay. Achava a garota insuportável em The Glee Project, apesar de ser a mais talentosa de todos ali. E talvez fosse esse mesmo o problema, porque ela sabia que era melhor que todo mundo. Mas as participações dela em Glee foram bem legais, e ela fez muito mais do que Damian apresentou até agora. Kurt e Rachel tinham toda a razão para ficarem preocupados com a performance de Buenos Aires, do musical Evita.

E então tivemos a mega performance em homenagem à família Jackson: ABC, do Jackson Five, Control, de Janet Jackson e Man in the Mirror, de Michael Jackson. Três ótimos números, em que todo mundo teve sua chance de brilhar, mas com uma pitadinha a mais de Darren Criss, porque a Rachel podia estar fora da competição, mas Ryan não ia deixar de dar mais atenção a um dos seus queridinhos.

Mas aqui acontece a segunda lição que aprendemos com esse episódio, que eu comentei lá em cima: Janet Jackson tem super poderes e consegue transformar as pessoas instantaneamente. Porque só isso explica Quinn cantar Control e mudar de atitude em seguida. E não venham me dizer que foram todos os conselhos que ela recebeu, porque ela vinha recebendo conselhos o tempo todo de todo mundo. Control é sim uma música mágica, aprendam, crianças. Mas vou dar um crédito à Sam, e acreditar que a referência que ele faz à John Mellencamp tenha colaborado para o resultado final.

E pra finalizar, aquele momento primeira temporada que todo mundo gosta e que faz a gente deixar escapar aquela lagriminha do olho esquerdo, que vai escorregando até o pescoço, né? Performance pra todo mundo se abraçar. A música escolhida foi We Are Young, do fun., que ganhou uma versão, no mínimo, mais vigorosa, e mais interessante, do que a original. Aqui vale destacar a rapidez com que Mercedes aceita voltar para o New Directions e deixar pra trás a chance de brilhar sozinha (o que nunca aconteceu, já que ela resolveu chamar Santana para parceira). Seria vontade de ficar mais perto de seu White Chocolate? Ou seria o poder de Control? Acho que nunca saberemos a resposta.

E com isso ficamos no aguardo do episódio de Natal, com a participação especial de Chewbacca. Por mais bizarra que a ideia possa parecer, não sei vocês, mas eu já estou ansioso para ver como ficou a história.

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