Glee 3×14 — On My Way

Winter finale de Glee não costuma trazer muitas surpresas, tem sempre uma competição pra fechar a primeira parte da temporada. Na season 1, tivemos as Sectionals e na 2 as Regionals. Agora na 3, mais uma vez, as Regionals. Tinha tudo pra ser um daqueles episódios pra fazer o pessoal reclamar que a temporada está fraca, que cada episódio tem mais músicas que o anterior e que o número de personagens gays só aumenta (sem ser homofóbico, né?). E então Ryan Murphy resolve que, seguindo o ritmo dos três episódios anteriores, esse winter finale ia mudar os rumos da temporada.

Na essência, o episódio seguiu a mesma estrutura dos winter finales anteriores porque, afinal de contas, era dia de competição. Tivemos introdução, competição e fechamento. A diferença está na pedrada que Ryan preparou para o público. E dessa vez, não teve promo que desse dica do que deveríamos esperar. Duvido que alguém que tenha assistido ao promo, pudesse ter imaginado que as coisas se desenrolariam como vimos.

Logo de cara, temos a cena que foi divulgada no fim da semana passada, e que nos levou a imaginar que o centro da história seria Rachel se questionando se deveria ou não cantar depois das ameaças de Sebastian. Finalmente, Kurt lembrou os bons tempos em que não precisava pregar a santidade o tempo todo.

Mas é depois disso que as coisas começam a esquentar, e vemos Karofsky provando um pouco do próprio veneno. Esperava por esse momento desde o final da temporada passada. Toda aquela movimentação do baile me fez acreditar que a morte que iríamos ver no finalzinho da segunda temporada seria a do garoto. Mas Ryan não deixou a oportunidade passar e, mesmo com atraso, abordou o tema do suicídio entre gays adolescentes. Ver aquele momento de desespero ao som de Cough Syrup, do Young the Giant, na voz de Darren Criss foi, com certeza, um dos melhores momentos da série.

Provavelmente, tem gente achando que ele devia ter morrido por tudo o que ele fez com Kurt, mas vamos crescer e lembrar que ele é um adolescente e essa não é uma das fases mais fáceis da vida de ninguém. E foi legal também ver o amadurecimento de Kurt com relação a isso, indo da desconfiança de quando se encontram no bar, ao apoio que ele vai oferecer ao agora amigo no hospital.

A única parte que ficou meio falha foi a súbita mudança de Sebastian ao saber do ocorrido. Cheguei a pensar que o pedido de doação feito pelos Warblers fosse só para comover os jurados mas, pelo jeito, Kurt e Blaine não terão mais nenhum obstáculo para continuarem juntos.

A parte musical do episódio foi bem fraca. Colocar Warblers como competidores chega a ser vergonhoso. Stand, do Lenny Kravitz, e Glad You Came, do The Wanted, foram as músicas que eles apresentaram, com direito a toda a essência dos Warblers: o grupo fazendo o acompanhamento com a boca, blazer da Dalton e muita vergonha alheia.

New Directions fez Fly/I Believe I Can Fly, de Nicki Minaj feat. Rihanna e R. Kelly, o que espero que seja a última vez que vejamos Nicki MInaj na série. De repente, as Troubletones são ressuscitadas, as integrantes-figurantes surgem do nada e fazem uma versão de What Doesn’t Kill You (Stronger), da Kelly Clarkson, que eu acredito ter ficado bem melhor que a original, afinal de contas, Kelly Clarkson. E, por fim, Rachel voltou a ganhar um solo depois de, pelo menos, uma dezena de episódios quase sem cantar, e fez Here’s To Us, do Halestorm.

A partir daí, começamos a esperar pela reviravolta da temporada. O New Directions perderia a competição? Não, ganharam, até porque, além de competirem com os Warblers, o outro coral era patético. Rachel e Finn não iriam se casar? Não, todo mundo foi para o casamento.

Opa! Todo mundo, não, que Quinn ficou pra trás. Então aquela cena do promo em que Quinn diz que não vai deixar Rachel cometer o maior erro da vida dela era uma pista falsa? Era. E quando Rachel começa a mandar torpedos para Quinn e ela respondendo enquanto dirigia, já era possível imaginar o desfecho da história.

E foi aí que aconteceu. Um caminhão bate no carro, o episódio termina bruscamente, e nosso desespero de sete semanas se inicia. Mas esse não será nosso único suplício, já que também vamos tentar imaginar quem é o pai do filho de Sue. E bom hiato pra todo mundo.

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