Glee 3×15 — Big Brother

Depois de sete semanas de hiato, Glee voltou para confirmar a teoria conspiratória dos que acreditam que essas paradas na verdade não são programas e acontecem para que a produção possa colocar a casa em ordem. Eu, no caso. Não adianta me dizerem que todas as paradas de Lost estavam programadas com antecedência. Pra mim foi um ato de desespero pra arrumar os rumos da temporada. E com Glee parece não ter sido diferente.

Primeiro, Ryan e seus comparsas resolveram reassumir o controle criativo da série nos últimos três ou quatro episódios, o que melhorou consideravelmente a qualidade da temporada. Apesar de ter apresentado momentos interessantes em sua primeira metade, essa temporada vinha apresentando episódios bem aleatórios, parecendo mais uma programa de esquetes montadas para dar um contexto (que nem sempre existia) às músicas.

Depois que tio Ryan voltou, e agora com essa parada, tivemos um episódio bem similar aos da idolatrada primeira temporada da série (pelo que andei vendo, as pessoas gostaram do episódio, mesmo que encontrassem pontos negativos), com o nonsense, principalmente de Sue Sylvester, dominando o episódio. Citar qualquer frase ou diálogo dessa mulher é perda de tempo, todo mundo sabe que Jane Lynch deveria ser o Jim Parsons da categoria Atriz Coadjuvante do Emmy e levar o prêmio pra casa todo ano. Então vamos ficar com a cena em que todos os membros do coral fazem coisas aleatórias para ilustrar o nonsense do episódio.

Matt Bomer foi outro que abusou do nonsense para compor Cooper Anderson, o irmão mais velho do título do episódio. Toda a história do culto à celebridade, tanto pelos fãs, como pelas próprias celebridades, foi muito bem apresentado e ele não decepcionou nas performances.

Apesar de Big Brother ser uma referência óbvia à Cooper e Blaine, também diz bastante sobre a relação que nasce entre Artie e Quinn, que, como todo mundo esperava, não morreu e agora está numa cadeira de rodas. Se definitivamente ou temporariamente, como ela fez questão de reforçar a todo instante, não sabemos ainda.

As reações de Artie, muito mais de piedade por saber como é estar naquela situação do que por ter se magoado com as declarações da garota, me fazem acreditar que ainda teremos surpresas guardadas para Quinn pela frente. Como Dianna já foi confirmada para a próxima temporada, acredito que Ryan queira explorar um pouco mais o assunto.

Cooper Anderson e, principalmente, Blaine dominaram as performances. Das cinco músicas apresentadas no episódio, três foram apresentadas por Blaine, duas em parceria com Cooper. O tão alardeado mash up do Duran Duran, Rio/Hungry like the Wolf, ficou bem abaixo das expectativas. A música me soou meio falsa, talvez pelo uso abusivo de sintetizadores. Ok, anos 80 e sintetizadores são quase uma única entidade, mas poderiam ter dado alguma alma à música. Os irmãos não decepcionaram com Somebody that I used to know e mostraram uma versão mais interessante da música de Gotye, que aparentemente era pra ser uma tentativa de cruzar Belle and Sebastian com Kings of Convenience, mas que deu em nada. O peso que deram pra música e pra interpretação no episódio ficou bem mais interessante. E Blaine ainda fez Fighter, de Christina Aguilera. Depois de Genie in a Bottle, não é difícil parecer melhor que Aguilera.

As outras duas performances ficaram a cargo de Quinn e Artie. Up Up Up não é uma música fantástica mas pelo menos é divertida, e serviu bem pro momento em que foi apresentado. Mas a melhor performance do episódio foi a de I’m Still Standing, do chefe da máfia gay em pessoa, Sir. Elton John. Dianna não é minha cantora favorita, mas também não costuma me decepcionar em suas performances. Ela tem um je ne c’est quoi meio anos 50, que é muito bem explorado na série, o que não é o caso dessa música, claro. Mas é sempre bom ouvir Dianna cantando.

Agora é esperar para que Sue revele quem é o pai de sua filha (linda a cena em que ela descobre que a filha vai ter problemas e Becky vai conversar com ela) e torcer para que a qualidade dos episódios se mantenha. Mesmo sabendo que apesar das promessas de que seriam menos episódios especiais com menos atores convidados, teremos dois episódios especiais seguidos pela frente (homenagem à Saturday Night Fever e à Whitney Houston) e mais alguns convidados sendo sondados para participações especiais.

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