Glee 3×18 — Choke

Olha, Glee merecia um prêmio por essa temporada só para reconhecer o trabalho que a produção teve para recuperar uma série que estava praticamente perdida.

Depois de dois episódios especiais a série voltou à sua programação normal, apesar de ter mantido um número alto de números musicais (oito, ou quase, no total) mas que não comprometeram a história como acontecia na primeira metade dessa terceira temporada, quando as histórias pareciam encurtadas para darem espaço às performances.

Como o nome do episódio sugeria, fomos pegos de surpresa ao longo da história, e mesmo com várias histórias acontecendo tudo se encaixou perfeitamente no final.

O episódio já começa com um daqueles momentos clássicos de Rachel falando sobre si mesma. Narração em off, nonsense, egocentrismo, tudo estava lá e foi impossível não abrir um sorriso enquanto imaginávamos que uma das surpresas do episódio envolveria a garota.

Apesar de já ter comprometido um bocado sua entrada na faculdade quando fraudou as eleições no colégio, Rachel foi a escolhida para ter mais problemas com seu futuro na NYADA. Como isso serviu para passarmos mais tempo na companhia de Lea Michele, acho melhor não reclamar. Fazia tempo que Rachel não fazia algo interessante na série.

Puck também ganhou bastante destaque nesse episódio e, mesmo que tenhamos conhecido seu pai, não ficamos sabendo muito de sua história. E se você como eu achou que depois de tanto esforço ele conseguiria ser aprovado em Geografia Europeia (?), com certeza está aí imaginando se daremos adeus à Puck em duas semanas ou o que a produção está preparando para o próximo ano.

Mas com certeza a melhor história de Choke foi a de Beiste. Quando já estávamos certos de que a treinadora tinha se dado bem, levamos um baque e descobrimos que ela sofre nas mãos do marido. O assunto foi tratado com toda a delicadeza que exige, mesmo que não tenha deixado o humor característico de Sue e sua nova arqui-inimiga Roz. E bem interessante a forma com que finalizaram o assunto nesse episódio, sem dar um final feliz à jato, como seria o esperado. Já dá pra imaginar que ainda vamos ver novidades sobre Beist.

Whoopi Goldberg ainda fez uma discreta participação especial como Carmen Tibideaux, que foi avaliar Kurt e Rachel. Mesmo sem todo o alarde de outras participações e depois de dois episódios que geraram tanta expectativa Whoopi reforçou bem o “especial” de sua participação, com um personagem que provavelmente não veremos novamente, mas que deixou sua marca na série.

Musicalmente o episódio foi bem variado. Eu sei que eu disse que Kurt precisava voltar para os números da Broadway, na semana passada, mas cheguei a me arrepender quando vi The Music Of The Night, de O Fantasma da Ópera. Ainda bem que ele se recuperou com Not The Boy Next Door, de The Boy From Oz. Rachel se engasgou com Don’t Rain on My Parade, mas a gente sabe muito bem que Lea Michele domina a música que entra fácil num Top 3 das três temporadas de Glee.

Ryan tem algumas obsessões musicais e, além de Katy Perry, Kelly Clarkson é uma delas. Rachel fez mais uma da garota, Cry. Continuo esperando pelo episódio em que Rachel fará um solo que não seja uma balada.

Puck não costuma desapontar, mas não foi o caso com a versão que ele apresentou de School’s Out, do Alice Cooper. O que foi apresentado parecia mais uma ideia do que Bon Jovi faria se resolvesse cantar uma versão de School’s Out do que qualquer outra coisa, mas tudo foi compensado com a ótima versão de The Rain In Spain, que apesar de soar com uma banda punk inglesa, foi tirada do musical My Fair Lady.

Outra que deu aquela pontinha de vergonha foi Shake It Out, da musa do pop farofa Florence + The Machine, não pela música, mas pela performance. Desnecessário botar Sugar e Brittany pra fazer figuração de luxo se balançando de olhinho fechado ao som da música. Mas vergonha mesmo foi ver a versão das meninas para Cell Block Tango, de Chicago. A versão da música foi sofrível e a tentativa de reproduzir a cena do filme chegou a ser patética. Amber Riley, you ain’t no Queen Latifah

Caso você não tenha percebido, Quinn não apareceu nesse episódio. Gosto muito de menina Daiana, mas honestamente acho que ela não faz muita falta à série. Quinn deixou de ser relevante no momento em que Finn e Rachel se acertaram, no final da temporada passada. Talvez o mais prudente seja fazer a garota se despedir do público e deixá-la seguir outros caminhos.

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