Glee 3×22 — Goodbye [Season Finale]

Eu me lembro bem do dia em que comecei a assistir a Glee. Tinha visto alguns comentários sobre uma série musical que logo voltaria ao ar com um episódio da Madonna e resolvi ver do que se tratava. Obviamente, foi amor à primeira vista, maratona pra ficar em dia com a série e, duas temporadas e meia e dezenas de CDs depois, chegamos ao fim de uma etapa.

A temporada que nos fez acreditar que a fonte criativa de Glee tinha secado, em seu início, chegou ao fim arrancando elogios até mesmo daqueles que já estavam desistindo da série. E mesmo que não tenha terminado de forma tão emocionante quanto o episódio anterior, Glee apresentou um series finale digno. Oi? Series finale? Sim, series finale, mas já falamos sobre isso.

Não foi o melhor episódio da etapa final dessa temporada, nem o mais emocionante, mas é mesmo complicado competir com um episódio em que Rachel ganha a coroa de Rainha do Baile e com a vitória nas Nationals. Nem por isso deixamos de ficar com os olhos cheios d’água.

Impossível não assistir aos personagens lembrando-se de suas histórias sem parar pra lembrar dos nossos momentos preferidos de cada um deles. Impossível não perceber o amadurecimento de cada um deles e, principalmente, da própria série.

Ao episódio pode ter faltado uma boa história, mas todas elas já haviam sido contadas. O que queríamos mesmo era também nos despedir dos personagens, e isso conseguimos fazer, mesmo sabendo que em breve nos reencontramos.

E então, se sabemos que é só um até breve, e não um adeus, porque tratar o episódio como um series finale? Porque Glee, como conhecemos, acabou. E o episódio já começa fechando um ciclo. Se no piloto vimos Rachel colando suas estrelas e fotos, agora começamos com Rachel recolhendo suas coisas para começar a se despedir dos amigos e da escola. Glee dará lugar a uma nova série. E isso eu já vinha dizendo desde o fim da segunda temporada.

Primeiro eu nunca cogitei a saída de Rachel, Finn e Kurt, os três personagens principais, da série. Não adiantava me dizerem que eles iam se formar e teriam que sair do colégio, sempre achei natural que se eles saíssem, a série se mudaria junto com eles. Ou que, pelo menos, os episódios se dividissem entre Nova Iorque e Ohio.E é o que vai acontecer, acompanharemos Rachel, e possivelmente Kurt e Finn (mesmo com o acontecido, duvido que Rachel fique sozinha por muito tempo na cidade grande), em Nova Iorque e a vida dos agora seniors no McKinley.

Mesmo com todas as surpresas que poderiam ter desagradado o público, não vi reações (muito) negativas ao final meio chocante. Esperava mais gente se rebelando contra a decisão de fazerem somente Rachel conseguir ser aprovada, mesmo depois de tendo falhado e de Kurt ter feito uma apresentação impecável, ou de Finn adiasse o casamento para que Rachel ficasse livre para realizar seus sonhos em Nova Iorque. Ryan deixou pelo menos dois ganchos que vão levantar muita discussão até setembro/outubro, quando a nova temporada deve começar.

Pra mim, o grande defeito do episódio foi seu timing. Acredito que a produção estava apostando na abertura das cartas e nas cenas de Finn e Rachel como o ponto de maior comoção do episódio, mas, como eu já disse, os episódios anteriores tinham sido tão fortes emocionalmente que acabaram ofuscando o finale. Se a ordem dos fatos tivesse sido apresentada de outra maneira, talvez tivesse sido diferente. Na ordem que pra mim seria interessante, depois do baile, acontece a despedia, num episódio simples, trocando o rompimento de Finn e Rachel pelo acidente com a Tina. No finale, duplo, depois das Nationals e da homenagem à Mr. Schue, as cenas de Finchel, da estação de trem e Rachel chegando em NY. Aí sim teríamos um episódio que teria nos deixado chorando até agora.

Uma duvida que fica é se tivemos pouca história pra caber mais músicas, ou se tivemos mais músicas porque tinha pouca história. O fato é que tivemos 6 músicas. Acima da média dos episódios, menos do que episódios especiais, mas todas as performances com duração acima do normal.

Mr. Schue abre os trabalhos com Forever Young, de Rod Stewart, e a gente já nem fica mais com tanta vergonha dele. Vamos torcer pra que na próxima temporada a gente veja o casamento de Will e Emma com o coral se apresentando (e vamos torcer também pra que nessas férias Mr. Schue também encontre amigos da sua idade).

Kurt fez I’ll Remember, da Madonna, e mostrou que ainda resta esperança nas suas performances. Os formandos fizeram You Get What You Give, do New Radicals, me fazendo lembrar dos bons tempos em que a MTV era uma emissora musical, não pretensamente cômica. Uma música de um one it wonder não consegue ser incrível, mas entregou a mensagem direitinho pros mais novos, que foram mais insipirados e fizeram In My Life, dos Beatles, em retribuição.

Na hora da formatura Puck e Finn fazem Glory Days, de Bruce Springsteen, perfeita para o momento e para os dois. Rachel fechou o episódio e a temporada com uma versão de Roots Before Branches, da Room For Two, duo formado por Adam e Nikki Anders, a diva maior do The Glee Project (é preciso amar muito uma pessoa que fala pra Princesa Disney que ela é irritante). Se você não tinha chorado, com certeza esse foi o momento de botar as lágrimas pra fora com as cenas da garota andando por Nova Iorque ao som dessa música.

E assim encerramos essa etapa de Glee. Está longe de ser uma série perfeita, mas ainda é uma das minhas favoritas. A gente se vê na próxima temporada.

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