Glee 4×01 — The New Rachel

Ryan Murphy é, definitivamente, um cara pra se amar. Vamos começar lembrando da catástrofe que Glee se transformou no começo (e em boa parte) da temporada passada. Muita gente desistiu da série, e precisava ser um Gleek muito desesperado pra achar que aquilo estava bom. Mas quando Ryan retomou as rédeas criativas do seu pote de ouro, tudo voltou ao seu devido lugar e ainda melhor. Ele conseguiu reconquistar fãs que jã haviam desistido de Glee e provar que a série ainda tinha bastante fôlego para mais temporadas. E depois de alguns meses de espera, pudemos finalmente conhecer a nova Glee.

Nova em partes, porque o que vimos foi a boa e velha Glee –ênfase na parte do boa. Se existia alguém que ainda cobrava da série semelhanças com a primeira temporada, espero que isso acabde de uma vez por todas. Primeiro porque entramos numa nova etapa e segundo porque, ainda assim, The New Rachel lembrou bastante o piloto da série.

Rachel se apresentando numa narração em off, Kurt em seu novo inferno particular, audição para as vagas no coral da escola. Estava tudo lá, mas muito melhor, afinal agora nós temos Brittany soltando suas pérolas. E se tem uma coisa que Ryan Murphy e sua gangue sabem fazer é produzir pérolas para cada um dos personagens.

A divisão da história entre Ohio e Nova Iorque praticamente passa despercebida, tão bem costuradas ficaram as tramas paralelas. Enquanto Rachel aprendia a lidar com a Cassandra July de Kate Hudson, o pessoal do McKinley escolhia os novos membros do New Directions, além de Wade, que se transferiu para o colégio para personificar Unique em paz. Pelo menos era o que ele pensava.

Os novos personagens ainda não mostraram muito a que vieram, mas já podemos começar a torcer para que Jake tenha mais solos que Marley. Ela segurou bem o dueto com Rachel, mas quando foi sua vez de brilhar sozinha acabou decepcionando. Obviamente os fãs mais xiitas (e adolescentes) já estão fazendo pastinha de recortes de revistas sobre Melissa Benoist, mas acho que ainda é cedo pra isso e, principalmente, ela continua não sendo Lea Michele. Na verdade, eu achei que Lindsay Pearce, a Princesa Disney de TGP 1, ficaria muito melhor no papel de Marley, não porque seja parecida com a personagem (apesar de me lembrar um pouco Melissa fisicamente), mas porque tem muito mais potência vocal.

Kitty aparenta ser exatamente como a descrição que Sue fez para Kurt: uma versão de Quinn sem gravidez, transtorno bipolar ou cadeira de rodas. Na verdade, dá pra dizer que ela é uma versão jovem de Sue Sylvester, mas Sue não tiraria esse posto de Becky.

Além de Jane Lynch, como sempre, roubar as atenções sempre que aparece com suas incorreções, Brittany dessa vez conseguiu elevar o nível de sua falta de noção para nosso delírio. Quando perguntada como estava a relação com Santana, Brittany simplesmente respondeu que é difícil fazer a tesoura através do Skype. Seus colegas de classe se olharam espantados e aqueles que entenderam a piada riram enquanto agradeciam por Ryan Murphy sempre nos lembrar que Glee está longe de ser uma comédia adolescente.

Sobre a escolha da nova Rachel, acho que nem preciso dizer que foi a escolha mais óbvia a se fazer, certo? Colocar Blaine como a estrela do New Directions é garantir que ele sempre vai ganhar destaque nos episódios, ou em pelo menos boa parte deles, o que vai garantir a felicidade de muita gente.

A parte musical foi tão eficiente quanto o resto do episódio. E como não podia deixar de ser, Glee fez a versão da música mais hypada dos últimos tempos, Call me maybe, de Carly Rae Jepsen. Esperando a versão de Oh, if I catch you sim ou com certeza? Brincadeiras a parte, gostei da performance, apesar de Alex não ter aprendido a dançar sem estar de drag.

Em seguida foi a vez de Kate Hudson apresentar o mashup de Americano/ Dance Again, de Lady Gaga/J.Lo. O áudio já tinha sido liberado uma semana antes, o vídeo na semana de estreia, então não foi nenhuma surpresa ver que Kate vai botar muita gente do elenco no chinelo esse ano, certo? Chris Colfer e seus ombrinhos que se cuidem.

Os estreantes mostraram porque mereceram a vaga na série. Jacob Artist apresentou (um trecho, é verdade) de Never say never, do The Fray, honrando o sobrenome Puckerman do seu personagem. Como eu já disse no começo do texto, Melissa Benoist teve um pouco mais de trabalho, já que sua personagem começa a série dividindo os vocais de New York State of Mind, música de Billy Joel interpretada por Barbra Streisand, com ninguém menos que Lea Michele. Melissa só decepcionou quando teve que encarar sozinha Chasing Pavements, da Adele, que perdeu bastante o peso (sem trocadilhos, juro) da versão original. A gente via o esforço pra soar grandioso, mas ficou uma sensação de vazio, talvez por ela ter tentado demais. Me pareceu que a interpretação dela não acompanha muito os vocais pré-gravados. Vamos ficar de olho.

Darren Criss faz It’s time, do Imagine Dragons, uma banda bizarra, com um nome bizarro. Achei que as performances de Darren fossem mudar nessa temporada, mas pelo visto ele vai continuar fazendo números de bandas genéricas que inexplicavelmente conseguem chegar de cara como #2 na Billboard. E ainda dizem que pirataria é crime.

Pra ninguém vir aqui dizer que eu deixei alguma coisa de fora, Beatriz McLain canta Ave Maria de Schubert, ou pelo menos tenta, já que a temida Carmem Tibideaux não curtiu muito o esforço excessivo da garota.

Depois dessa boa estreia só nos resta esperar pela nova homenagem à Britney, torcendo pra que nenhum novato venha estragar a série que a gente tanto ama. #OhIfICatchYouOnGlee

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