Glee 4×02 — Britney 2.0

Antes de mais nada, vamos deixar claro que Britney 2.0 é um episódio especial. Reclamar que um episódio especial de Glee tem muitas músicas é como achar ruim que o sol é muito claro, ou que brigadeiro é muito doce. Claro que boa parte dos números poderia ter sido facilmente descartada, mas (quase) todos foram tão bons que nem vamos nos preocupar com isso.

Porque mais um especial sobre Britney, principalmente correndo o risco de ser criticado pela própria ou por sua equipe — o que de fato aconteceu — vai continuar sendo um mistério. Mas que Ryan Murphy sabe o que está fazendo é inegável, e só podemos agradecer por isso.

Em primeiro lugar, qualquer chance de Heather Morris ganhar mais destaque é muito bem vinda. E o episódio já começa com aquele voice over delicioso de Brittany, e é recheado com a garota reinterpretando todos aqueles momentos clássicos da Britney decadente que só fizeram nosso amor pela Princesinha do Pop aumentar. Nem preciso dizer que já estou louco por um celular com Kiki, né?

A história do McKinley foi dividida em duas partes. Em uma, Brittany começava a demonstrar seu descontentamento em relação ao namoro com Santana, mostrando que até mesmo ela consegue ter um rendimento escolar ainda pior. Acho que The Break Up não vai trazer boas notícias para os adoradores de Brittana. Na outra história, Marley insiste na sua paixonite por Jake, mesmo sendo alertada pelas outras garotas. O resultado final foi óbvio e só reforça a infeliz ideia de transformar a garota na substituta de Rachel no colégio. Alguém aí aposta que Blake vai entrar pra deixar a garota dividia entre os dois?

Em Nova Iorque, Rachel tenta mostrar para Cassandra que pode dançar e ser sexy e acaba mostrando o amadurecimento da personagem e da própria Lea. O discurso que Rachel usa para atacar Cassandra não é muito diferente do que ela usava em sua época de colégio e as outras garotas tentavam tirar um solo dela, mas dessa vez não soou como uma garotinha desesperada por atenção. Tanto que, mesmo sem admitir, Cassandra passou a respeitar mais a garota.

Nos momentos em que não estava tirando uma com a cara da homeageada, o episodio ganhou um ar piegas, reforçado pela participação de Puck, que com um discurso de menos de cinco minutos conseguiu convencer o irmão a participar do clube do coral. Talvez ele tenha usado uma música de Janet Jackson para conseguir o milagre, porque eu só vi uma mudança radical desse jeito quando Quinn deixa a rebeldia de lado depois de cantarem uma música da Janet.

Mesmo sabendo que era um episódio especial, não dá pra deixar de notar que os números musicais acabaram cortando demais a história, mesmo que alguns deles tenha sido usados como parte da cena, como Womanizer, por exemplo. Nada, porém, que prejudicasse o desenvolvimento do episódio.

Depois da já citada ótima abertura com Brittany fazendo um voice over live, a parte musical do episódio começa com uma ótima performance de Hold it against me. O melhor de ver Brittany fazendo Britney é ficar imaginando o desespero de Nikki nas sessões de gravação com Heather. Ryan devia pensar em fazer um reality sobre isso.

Depois vem um famigerado mash up de Boys/Boyfriend, juntando Brits com Justin Bieber. O resultado é uma performance que pdoeria ter sido facilmente descartada, já que nem Darren Criss conseguiu salvar a fusão das músicas.

Unique liderou as garotas em uma ótima versão de Womanizer, performance que se encaixou perfeitamente no contexto da história, ao contrário de 3, que me deixou até agora tentando entender para que serviu a música e, principalmente, porque Joe participou da performance sendo o personagem cristão do grupo. De qualquer forma foi uma das melhores músicas do episódios, senão a melhor delas. Jenna realmente merece mais destaque, pena que até hoje Tina não ganhou uma história que justificasse a garota ir para o centro do palco.

O neo casal Marley e Jake protagonizou uma das cenas mais insossas do episódio ao cantarem um mash up de (You drive me) Crazy, de Britney, com Crazy, do Aerosmith. Se Crazy não tivesse um dos melhores vídeos dos anos 90, o casalzinho teria arruinado as boas lembranças que temos de Aerosmith.

Oops… I didi it again ganhou cara nova na voz de Rachel e, mesmo correndo o risco de estragar a música, a nova roupagem ficou bem parecida com os remixes que Brtieny costumava apresentar nos tempos em que estava em plena forma e o VMA era um show que valia a pena esperar para assistir. Como na premiação de 2007, que foi reproduzida nos palcos do McKinley, com direito a Brittany errando a coreografia e play back. Impagável.

Algum motivo que foge completamente da minha compreensão fez com que colocassem Marley, mais uma vez, para fechar o episódio, dessa vez com a melosa Everytime. Mantenho tudo o que disse semana passada sobre a garota.

Ainda que mais fraco que o episódio anterior, não podemos negar que foi um bom episódio, numa temporada que tem tudo para ser a temporada de transição da série, uma vez que, renovada, não existem motivos para que a história continue dividida entre Ohio e Nova Iorque. E, pela lista de músicas do próximo episódio, o foco deve começar a se concentrar cada vez mais nas histórias da Grande Maçã, que tem mostrado a história mais interessante da temporada e para onde os personagens que continuarão na série acabaram se mudando.

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