Glee 4×03 — Makeover

So I could be the Cheney to your Bush. — Artie
I’d rather be landing strip.” — Brittany

Impecável é a única palavra que eu consigo encontrar para descrever o terceiro episódio dessa temporada de Glee. Quantidade de músicas perfeita, ótimo desenvolvimento das histórias, personagens (e intérpretes) cada vez mais afinados, texto incrível.

Ainda que NY continue tendo a melhor história de Glee, só confirmando aquilo que eu disse na semana passada, dessa vez o pessoal de Ohio veio com um plot que cosneguiu arrancar boas risadas. Talvez pouca gente tenha entendido a piada contida no diálogo aí em cima (e eu não vou estragar o prazer de descobrirem por conta própria onde ela está), mas nem tudo veio criptografado. Sue Sylvester está cada vez mais ácida, mesmo que a treinadora agora faça piada dos outros apenas por hábito, não mais por prazer.

Sarah Jessica Parker foi uma surpresa (para mim). Não que eu nunca a tenha visto em comédias, mas ela conseguiu transformar Isabelle num persoangem delicioso, uma fashionista sem aquele ranço esnobe e arrogante, eternizado por Meryl Streep em O Diabo veste Prada, e que acaba sendo a referência para qualquer personagem do gênero da ficção. Isabelle pode até ter parecido mais do mesmo, já que Sarah vai ser lembrada eternamente por Carrie Bradshaw, de Sex and the City, mas é o risco que se corre por incorporar um ícone fashion dentro e fora das telas.

Acho importante reforçar o quanto o episódio serviu para preparar o terreno para o terremoto que irá devastar a série essa semana, o que, aliás, já veio acontecendo desde o 4×02, quando Brittany vai ficando cada vez mais descontente com a ausência de Santana. Dessa vez acompanhamos o desencantamento de Blaine com Kurt, e o caminho que ele percorre até descobrir o que já devia saber há um ano, que seu esforço para ficar ao lado de Kurt só duraria um ano, já que seu namorado sairia do colégio, e de Ohio, assim que se formasse.

Marley e Jake fizeram figuração de luxo nesse episódio e acho bem difícil encontrar quem diga ter sentido falta do “casal” durante o episódio. Já Lea Michele só apareceu depois de quase vinte minutos, fazendo a espera valer a pena, já que além de mostrar Rachel repaginada (e bem mais parecida com a Lea da vida real) praticamente deu à ela uma nova personalidade, mais confiante e totalmente diferente da garota anal-retentiva a que estávamos acostumados.

A chegada de Finn só veio assegurar que Finchel também correrá perigo no tão temido quanto aguardado The Break Up, ao lado de Brittana e Klaine. O que resta saber é como Will e Emma entrarão para a lista de casais a se separarem, ou a correrem o risco de, já que até agora nenhum sinal foi dado de que a relação dos dois esteja estremecida.

O episódio já começa logo de cara com Blaine fazendo Everybody wants to rule the world, do Tears for Fears, que serve de fundo musical para a busca de Blaine por uma nova identidade dentro do colégio. Finalmente descobrimos para que servia o uniforme mix de Robin e Mulher Gato.

Brittany e Sam fazem Celebrity Skin, do Hole. Amo Heather Morris bem muito (e curto Courtney Love também, me julguem), mas vamos combinar que é impossível não ouvir essa música e não pensar em Nikki sofrendo no estúdio. Limitações vocais à parte, gostei muito da performance, principalmente dos malabarismos com as bandeiras. Não sei se é impressão minha, mas parece que Ryan vem tentando encaixar cada vez mais as músicas na história e não só escolhendo músicas que se relacionem com o que está sendo contado.

Isabelle faz sua estreia musical logo com Kurt e Rachel, num mash-up de The Way You Look Tonight / You’re Never Fully Dressed Without A Smile, a primer imortalizada por Frank Sinatra e a segunda do musical Annie. Sou bastante suspeito para dar minha opinião aqui porque 1) adoro Frank Sinatra, 2) adoro musicais e 3) eu me jogaria no chão pra Lea Michele passar por cima. Então vocês devem entender o que eu achei da música que marca a transformação de Rachel.

Deixando a garotinha de doze anos de lado e finalizando a lsita de músicas, Rachel e Brody fizeram A change would do you good, de Sheryl Crow, totalmente revisitada. No começo a versão soa estranha, mas depois ela se revela uma versão tão boa quanto a original. Sem contar que foi muito bom ouvir músicas que não estão nos charts da Billboard desse mês pra variar um pouco.

Agora é preparar o estoque de lencinhos e começar a fazer as apostas de quais casais irão sobreviver ao próximo episódio. Eu aposto em nenhum, e vocês?

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