Glee 4×04 — The Break Up

Melhor episódio de Glee. Simples assim. Mesmo que você tenha um episódio queridinho, aquele que você gosta por um motivo bem especial, admita: Ryan, Ian e Brad zeraram Glee em The Break Up.

Das histórias às atuações, nada deixou a desejar nesse episódio. Até agora não vi uma critica negativa ao episódio, e olha que estamos falando do final de Brittana, provavelmente o casal com os shippers mais furiosos na defesa do seu casal favorito.

Já sabíamos o que nos esperava há bastante tempo, já que desde que Ryan Murphy criou sua conta no Twitter o que não faltou foram notícias sobre a nova temporada, em especial sobre o episódio que prometia grandes mudanças na vida de alguns casais. E não adiantou acreditar cegamente nas notícias de que alguns casais se salvariam, o trio de escritores/criadores não poupou ninguém.

O tom do episódio foi dado logo no começo, quando Blaine e Brittany observam Marley e Jake conversando, filosofando sobre o amor dos jovens (ou o amor jovem) e a resistência do amor à distância. Mal sabiam o que os esperava.

Mas nem tudo foi como imaginávamos. Blaine mostrou que não é o garoto certinho que acreditávamos — não que Kurt fosse só a vítima. Seu descaso, mesmo que inconsciente, com o namorado contribuiu bastante para que as coisas chegassem onde chegaram. Brittany se revelou menos estúpida do que o normal, acabando sendo a mais sensata da relação. Uma relação à distância não é coisa para adolescentes, como Blaine e Kurt descobriram.

Se existia uma certeza sobre que relacionamento terminaria, ela pairava sobre Finchel. Finn foi, sem dúvidas, o que mais errou de todos os casais. Primeiro ao terminar o noivado e permitir que Rachel começasse uma nova vida sozinha em Nova Iorque; depois, ao deixá-la sem notícias por meses, para então aparecer acreditando que tudo estava no ponto exato em que tinham se separado.

Finchel também foi, obviamente, o casal que mais ganhou destaque no episódio. Mesmo odiando um pouco Finn, impossível não desabar junto com o garoto na cena em que ele reencontra Will no colégio. Lea, mais uma vez, fazendo a gente ficar com um nó na garganta na cena em que Rachel vai até o McKinley para terminar com Finn. Nunca é demais lembrar o quanto Rachel amadureceu ao longo das temporadas, reflexo natural do amadurecimento de Lea como atriz.

Will e Emma tiveram a história mais “leve” dos quatro casais, apesar de tudo indicar que o noivado dos dois também não deverá ir muito além. Importante perceber que, ao contrário do que vinha acontecendo, as histórias — de todos os casais, mas principalmente de Will e Emma, jogados para segundo plano desde a segunda temporada — tem sido trabalhadas por mais tempo. Como eu disse na semana passada, desde o Britney 2.0 já vínhamos acompanhando os desgastes dos relacionamentos, nos preparando para o The Break Up.

Apesar de entrar fácil como o momento WTF? do episódio, as cenas envolvendo Kitty e a série de livros Left Behind (saga religiosa que conta a história dos sobreviventes do Arrebatamento e a ascensão ao poder do Ante Cristo. Pois é.) com certeza escondem mais do que mostraram. Ian já revelou que tem uma queda por Kitty, e que em breve descobriremos mais sobre ela. Eu aposto que esse fanatismo religioso tem alguma coisa a ver com isso. De qualquer forma, ótima a cena em que a garota recria o arrebatamento para pregar uma peça na assessora pessoal de Tina (absurdo ainda não explicado). Provavelmente mais perturbador do que hilário, mas não deixou de ter sua graça.

Até na parte musical o episódio não deixou a desejar. Mesmo tendo um número maior de músicas (seis), elas estavam novamente tão integradas à história que não pesaram. OK, duas poderiam ter sido descartadas, e vocês devem saber quais eu estou falando, mas não é isso que importa.

Blaine e Finn fizeram uma ótima versão de Barely Breathing, de Duncan Sheik, autor, entre outras coisas, da trilha de Spring Awakening, que lhe garantiu um Tonny e nos revelou Lea Michele e Jonathan Groff. Ryan definitivamente está num momento de nostalgia dos anos 90, e eu só posso agradecer.

Blaine faz um nova versão de Teenage Dream, de Katy Perry, dessa vez acústica. Se você não segurou a respiração nessa hora, sinto dizer que são grandes as chances de você não ter um coração. Sem contar que Darren, além de ser Darren, tocou o piano tanto na versão de estúdio, quanto na versão ao vivo do episódio.

Rachel e Brody fizeram Give your heart a break, de Demi Lovaca Lovato, enquanto Santana e Brittany fizeram Mine, de Taylor Swiftzzzzzzzzzz. Não conheço as músicas, e pra quem me perguntou na coluna da semana passada, não suporto as garotas, então eu deixo que vocês deem suas opiniões a respeito.

Os quatro casais desfeitos fizeram uma versão linda de The Scientist, do tempo em que o Coldplay ainda era uma banda relevante e interessante. Se vocês gostam deles agora, saibam que um dia eles já soaram novos, acreditem em mim. A versão de Glee foi tão eficaz que me vez até voltar a cantarolar a música, pra vocês terem um ideia.

The Break Up ainda conseguiu a proeza de deixar Marley e Jake interessantes, ainda sem história ou função definidos dentro do universo de Glee, mas já é um começo. Pena que agora temos que esperar mais de um mês para o retorno da série. Certeza que Ryan Muprhy não vai deixar ninguém sentir saudades no Twitter.

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