Glee 4×05 — The Role You Were Born to Play

O que parecia impossível nessa temporada, aconteceu: um episódio todo passado no McKinley que não nos fez sentir falta de Nova Iorque. Mesmo contando como um episódio especial, já que foi todo montado em função do episódio especial sobre Grease, a história apresentada foi tão competente que só depois da metade do episódio é que nos lembramos que Rachel e Kurt ainda não tinha aparecido.

Pelo nome já dava pra saber que Finn seria o centro das atenções essa semana, mas como é de costume, outros personagens também justificavam o título do episódio. Caso de Wade, que cada vez expressa mais seu desconforto com a postura que é obrigado a assumir dentro do colégio. Mas é mesmo Finn quem rouba as atenções, já que (mais uma vez) parece ter descoberto sua vocação. Muita gente provavelmente vai reclamar que ele está trocando uma carreira artística pela de professor, como se isso fosse algum demérito. Talvez, então, seja o caso de pararem de compartilhar aquelas mensagens mostrando como os professores são desvalorizados por aqui.

Kitty continua sendo apresentada como uma versão over de Quinn, mas ainda sem um propósito definido, o que pode fazer a personagem ficar apenas chata. Quinn, pelo menos até a segunda temporada, tinha um propósito. E se é para ter uma personagem que dispara sua metralhadora verbal aleatoriamente, ficamos com Sue, que voltou à sua insanidade habitual.

E o que antes era só uma suspeita, agora é confirmado e, finalmente, discutido na série: Robin tem uma síndrome de Down. Ao contrário do que muitos acreditaram, o assunto não foi abordado antes não simplesmente porque a garota era tratada como qualquer outra garota, mas porque, antes de tudo, estamos falando de Glee, e é claro que a síndrome teria a sua função dentro da história. E provavelmente esse foi só o começo do debate, que deve incluir Becky — pelo menos é o que todo mundo espera, certo?

O episódio também marcou a entrada de Blake Jenner na série, que já chegou mostrando que Ryan Murphy fez a escolha certa. O garoto sabe cantar e dançar e, de todos os participantes de The Glee Project até aqui, é o que apresentou melhor desenpenho atuando. Muito se falou sobre as intenções de Ryan para o personagem, que num primeiro momento é um Finn 2.0. Se for o caso, pode ser a chance de Finn usar sua vocação para que Ryder não comenta os erros que ele mesmo cometeu, mas vamos esperar que o personagem nos surpreenda, talvez até numa parceria com Kitty, quem sabe?

As discussões entre Will e Emma terminaram como todo mundo imaginava: Will vai para Washington, Emma fica em Ohio e o casamento fica adiado até que ele volte, graças, em boa parte, à Beist. Lindo o trabalho que fazem com ela, uma personagem bastante delicada, contrastando coma aparência”grosseira”.

Musicalmente o episódio foi bem fraco, sem uma performance que tivesse se destacado. Blaine abre com Hoplessly devoted to you, de Grease, que como o nome da música indica, serve pra mostrar o quanto ele ama Kurt — e que adolescente é dramático não importa que ano seja.

Wade e Marley escolhem Blow me (one last kiss). Você pode nunca ter ouvido a música antes do episódio (caso desse que vos escreve), mas depois dos primeiros acordes fica óbvio que é mais uma música óbvia da Pink, a garota que nunca encontrou um cara decente na vida. Nem Fiona Apple é tão ressentida quanto ela, impressionante. Se tivessem cantado Perfect ia ser difícil encontrar diferença, a estrutura das músicas dela são as mesmas.

Finn e Ryder fazem Juke box hero, do Foreigner, que conseguiu ser a melhor música e performance do episódio. Cory é um bom cantor e Blake é bastante carismático com seu jeito meio pateta.

Kitty e Jake apresentaram Everybody talks, do Neon Trees, banda ~alternativa~. Performance bacaninha de uma música que pretende ser rock alternativo mas só consegue ser um pop comunzão, mesmo. Destaque absoluto para o Auto Tune usado por Becca Tobin. Quem mais ficou pensando em Nikki nessa hora?

E, finalizando, no callback Mercedes comanda Ryder, Marley e Jake (Nikki deve ter desistido de botar Becca pra cantar de novo) em Born to hand jive, mais uma de Grease, destaque absoluto do próximo episódio, mas que deve ser suavizado com a volta de Kurt e Rachel. Que assim seja.

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