Glee 4×09 — Swan Song

Posso dizer o que todos estão pensando? Foi culpa da Marley. Nova Rachel, meu c*. Eu conheci Rachel Berry, eu fui amiga de Rachel Berry. E você, Marley, não é Rachel Berry.” — Tina

Finalmente alguém disse o que todos já tinham percebido (e eu comentei na review da semana passada): Marley não é Rachel Berry. E como se a frase de Tina não fosse o suficiente, Rachel tratou de demonstrar o porquê chega a ser ofensivo considerar Marley como sua sucessora natural no New Directions, reconhecendo seu ponto fraco e investindo no que sabe fazer melhor para conseguir aquilo que quer — e, com certeza, irritar um pouco mais a já descontrolada Cassandra July.

Swan Song foi um episódio genial. Da edição da cena de abertura do episódio, cheia de cortes, aumentando mais a tensão de quem assistia, passando pela frase aí de cima, a escolha das músicas e culminando com o desabafo de agradecimento de Brad a Sue e à indireta mais direta da história da TV de Brittany às fãs mais revoltadas com o fim de Brittana.

Boa parte dos personagens teve uma participação pequena, o que não impediu que tivessem sua importância para a história. Caso do diálogo entre Kitty e Santana logo na abertura do episódio. Santana, como sempre, se mostrou mais realista do que o resto do grupo e a reação de Kitty diante de toda a situação nos deixa em dúvida se ela realmente não esperava que a brincadeira chegasse a esse ponto, ou se ela estava mais uma vez se passando por garota inocente.

O romance entre Sam e Brittany não parece ser algo que vá durar por muito tempo, apesar de que, a essa altura, boa parte dos Gleeks já shipparam Bram em seus corações (e no Tumblr).

E nesse episódio, fica decretado que Ohio tem mesmo a melhor história da temporada. Claro que continuamos querendo Rachel e Kurt e muito mais Cassandra e Isabelle, mas está ficando difícil não torcer pra saber se Finn vai conseguir dar um jeito no coral — e na própria vida, principalmente, depois da cena em que ele e Rachel conversam por telefone e ele se ilumina inteiro num sorriso ao ouvir que a garota venceu a competição de inverno. Me desculpem, mas eu também tenho um shipper em mim.

Marley quase alcança a redenção quando aparece para o treino sozinha e assume a responsabilidade pela derrota nas Sectionals, não deixando Finn dizer que a culpa não era dela. Quase. As chances de que ela seja a salvação do coral são grandes, já que Glee é, antes de tudo, uma história de superação. Mas eu sinceramente gostaria de ver Finn sendo a principal razão da vitória do New Directions, e não Marley num solo emocionante.

Fazia tempo que um episódio da série não apostava somente em músicas mais velhas (não contando Glease, é claro) e clássicos da Broadway. Sam usa a desculpa de fazer um dueto com Brittany (numa sequência tão hilária quanto absurda da garota seguindo uma trilha de cereais) para se aproximar dela, e escolhe Something Stupid, dos one hit wonders Carson e Gaile (a música ficou mais conhecida na voz de Frank e Nancy Sinatra).

Rachel e Cassandra se enfrentam numa versão de All That Jazz, de Chicago. Finalmente, Rachel ganha uma competidora à sua altura. Zach Woodlee também precisa levar créditos aqui, porque essa é, provavelmente, uma das melhores performances da série até aqui. Entra fácil num Top 5.

Para se apresentar para Carmen Tibideaux, Rachel escolhe Being Good Isn’t Good Enough, de Hallelujah, Baby!. A cara de ódio do Cisne Negro resume bem a performance da garota, que ainda mandou uma versão de O Holly Night quando todos pedem bis.

Kurt também buscou inspiração na Broadway e fez, do musical Company, Being Alive, que já foi gravada por outras divas dos musicais, como Barbra Streisand, Patti Lupone e Bernadette Petters. Obviamente, dessa vez, ele foi aprovado.

Fechando o episódio, ainda tivemos Don’t Dream It’s Over que, pra você que tem menos de trinta anos, não é uma música do Sixpence None the Richer, mas do Crowded House. Sigo tentando entender a permanência de Samuel Larsen na série.

Sue, apesar de toda a felicidade, demonstrou ter um mínimo de consciência e coração ao se dizer preocupada com o futuro dos membros do coral e não ver mais sentido no que fez. É de se esperar que o episódio de Natal venha cheio de surpresas, principalmente, porque é o último antes do hiato.

E se tem uma coisa em que o pessoal de Glee está se especializando é em nos deixar arrancando os cabelos de ansiedade durante esses intervalos.

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