Glee 4×10 — Glee, actually

Depois do terceiro, já dá pra dizer que os episódios especiais de Natal são uma tradição de Glee. Tirando a primeira temporada, todo ano podemos contar com um episódio recheado daquelas músicas que a gente está acostumado a ouvir desde pequenos. A diferença é que em 2012 tivemos o melhor episódio de Natal já produzido em Glee — o que não é nenhuma novidade, já que essa temporada vem superando as expectativas até do mais entusiasmado gleek.

Na abertura do episódio, Sue já dá o tom do que veríamos dali pra frente: um episódio baseado no filme Love, Actually (não por acaso o nome do episódio é Glee, Actually), em que várias pequenas histórias, sem relação direta entre elas, se desenrolam paralelamente.

Logo de cara, nos deparamos com outra tradição de Glee (que eu gosto muito, aliás): os delírios de Artie. Aqui, ele não precisa da cadeira de rodas para se locomover. Foi bom poder rever todo mundo de volta à sala de aulas, mas espera aí! Artie é a cola que mantém o coral unido? Desde quando? Obviamente, vamos ter que esperar o retorno da série em janeiro para conseguir entender melhor como o garoto vai fazer para reerguer o New Directions. Feliz Navidad, de José Feliciano, foi a música escolhida por Artie para mostrar aos (ex) amigos como pode ser bom fazer parte de um grupo de coral. Não acho que tenha sido a melhor escolha, mas enfim.

Se o episódio teve um defeito, foi a minúscula participação de Lea Michele. Rachel só apareceu para se despedir de Kurt, que ia passar o Natal com seu pai em Nova Iorque. Ótima chance de vermos os Hummel juntos novamente, e chorar feito garotinhas de doze anos, principalmente porque Burt está com câncer, o que significa que devemos Kurt sofrer mais um pouco.

Para nossa felicidade, Burt não foi sozinho para Nova Iorque, nos proporcionando outra grande tradição natalina de Glee (que dessa vez foi anunciada pelo próprio Kurt): o dueto de Klaine. Darren Criss estava especialmente inspirado fazendo sua versão de White Christmas, de Irving Berlin. Mas, ok, eu sou suspeito para falar sobre isso, eu sei.

Puck convenceu Jake a ir passar férias com ele em sua mansão em Los Angeles. Pena que toda a boa vida que o bad boy do McKinley dizia ter não passou de uma mentira para que Jake tivesse orgulho do irmão mais velho.

Apesar de todo o episódio ter um ar meio exagerado, dando a impressão de que tudo o que estava acontecendo era um grande delírio coletivo e todos iriam acordar ao mesmo tempo no meio de uma aula chata e se dar conta de que estavam sonhando, a história de Puck era a mais over de todas. Talvez porque seja meio estranho pegar um violão no meio de um estúdio e sair cantando pelas gravações que estão acontecendo sem maiores problemas. De qualquer forma, Hannukkah, Oh Hannukkah ganhou um selo Puck de qualidade.

Mesmo que a história do encontro das mães de Puck e Jake tenha sido bastante emocionante, nada iria superar a história de Marley. Começando pelo fato de que a mãe da garota anda fazendo tanto sucesso que ganhou até um nome. Se até Swan Song ela era conhecida apenas como Mrs. Rose, agora todos a chamam de Millie, que pede à filha que cante The First Noel, música tradicional de Natal, de presente. Mas foi Jane Lynch que fez Sue, ao lado de sua fiel escudeira Becky, roubar a cena mais uma vez. Impressionante a capacidade que essa mulher tem de fazer você chorar e rir praticamente ao mesmo tempo.

Bram foi o tema da menos empolgante das histórias, apesar dos momentos de fofura protagonizados por Beiste. Brittany é sempre um acontecimento em cena e, dessa vez, não foi diferente. Mas Sam parece que ainda não encontrou seu tom essa temporada. Pelo jeito, o garoto vai passar o colegial passando pelas mãos de todas as garotas da escola, que vão usá-lo como um estepe. O casal também foi protagonista da pior performance do episódio. Quem cantaria uma música — Jingle Bells Rock, de Bobby Helms, no caso — dentro de uma biblioteca, com cheerleaders fantasiadas de renas, com direito a chifres e tudo?

Para desespero de Sue, Marley resolve agradecer a boa ação da treinadora cantando, junto com o coral, Have Yourself a Merry Christmas, de Frank Sinatra. Mais um daqueles momentos em que é impossível não ficar com um nó na garganta vendo todas as histórias se entrelaçando e todo mundo participando da performance, mesmo que não estejam no colégio. Talvez seja a música, talvez seja o Natal. Ou talvez a gente seja mesmo um bando de garotinhas de doze anos.

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