Glee 4×13 — Diva

Diva não foi um episódio ruim. Provavelmente não entraria em nenhuma lista de melhores episódios de Glee — mesmo que com esse nome as chances para que isso acontecesse fossem altíssimas — mas também não foi nenhuma catástrofe, para a decepção completa dos profetas do apocalipse que decretaram a morte dessa temporada logo após o Break Up (caso alguém se interesse, esse pessoal diz que, ~como sempre~ a série ressucita no 4×17. Não basta ser Gleek, tem que ser loser).

A maior qualidade de Diva foi mostrar que as histórias de Glee conseguem durar mais de um episódio, mesmo que com a divisão da trama entre Ohio e Nova Iorque as coisas fiquem bastante corridas. As histórias de Rachel e Tina são os melhores exemplos disso. Rachel começou a se mostrar uma babaca há dois episódios (ok, desde o começo da série). Ela dá uma cortada em Kurt, passa o episódio seguinte fazendo besteira para só se dar conta do que estava acontecendo ao levar uma rasteira das grandes. Se não é a melhor trama da série, valeu pela discussão entre Kurt e Rachel, quando o garoto revela que perdeu de propósito no dueto de Defying Gravity.

Já a história de Tina tem tudo para durar um pouco mais. Chegamos até a pensar que a paixonite por Blaine tinha passado e que a garota tinha se dado conta de que estava apaixonada por um cara que nunca se interessaria por ela, mas ao que parece tudo não passou de um surto de auto estima, e no final Tina continuava olhando para Blaine com outras intenções. A ver no que vai dar.

O episódio pecou por se preocupar em envolver praticamente todos os personagens no tema do episódio, não dando chance para que as tramas se desenvolvessem. A história do retorno de Santana foi ótima, mas a participação de Sam nessa história foi dispensável, assim como o plot sem graça de Blaine querer provar que homens também podem ser divas — que não só foi desnecessário, mas foi pobremente ilustrado com a performance que o garoto fez do Queen. Se era pra mostrar a capacidade de um homem ser diva, talvez Prince fosse uma escolha mais exata, até porque ele mudou seu nome para um símbolo impronunciável e passou a ser chamado de Artista Anteriormente Conhecido Como Prince.

Glee Diva 4x13

Sue Sylvester, mais uma vez, fazendo o papel de porta voz dos produtores e dando aquela alfinetada gostosa no fandom de Glee. Pra quem me pergunta como eu ainda consigo gostar de Glee, mesmo quando o episódio é fraco, aí está a resposta. Esses detalhes é que me fazem feliz. Sou um cara simples, fazer o quê?

No fim — literalmente, afinal só descobrimos isso no final do episódio — o centro do episódio ficaria com Emma e Finn. Primeiro que essa coisa do café servir como um tipo de matáfora da vida adulta é uma das boas sacadas de Ryan Murphy. E nesse episódio vimos que Finn finalmente começa a se sentir um pouco mais confortável com sua nova condição. O beijo que Finn dá em Emma primeiro parece uma tentativa de fazer a moça parar pra respirar, mas depois a gente percebe que Finn talvez tenha outros sentimentos guardados. Aguardando ansiosamente o retorno de Rachel a Ohio para ver no que vai dar.

Depois desse grande twist fica até difícil achar um outro ponto alto do episódio, mas lá vai: depois de muita expectativa e de todas as pistas deixadas pelos episódios, Santana finalmente se muda para Nova Iorque. Se você ficou surpreso com a mudança, garanto que Kurt e Rachel ficaram mais ainda. Mas nada mais Santana do que simplesmente dar as caras por lá carregando todas as suas coisas.

Diva não foi um episódio corrido apenas pela divisão da história ou pelo excesso de personagens participando dela: o episódio teve nada menos que sete músicas (marca que será repetida em breve). Mesmo os mais pacientes e compreensivos (como eu) não tinham como negar que foi música demais para um episódio só — e mesmo que Santana dominasse três das sete performances.

O episódio começa com Diva, da Beyoncé, pra deixar claro do que o episódio se trata. A performance não foi ruim, mas a música não era lá grandes coisas. Esperando pelo fim do hype em cima de Beyoncé pra ver se ela volta a ser relevante. Em seguida Blaine ataca de Don’t Stop Me Now, uma das melhores músicas do Queen, e mesmo ele sendo Darren Criss — e eu sendo eu — é preciso dizer que ele não é nenhum Jonathan Groff. Cory Monteith não decepcionou nenhuma vez fazendo Queen, mas nada até agora superou Bohemian Rhapsody.

Santana foi de Nutbush City Limits, de Tina Turner — a melhor do episódio -, Make No Mistake, She’s Mine, dueto de Brabra Streisand e Kim Cames, junto com Sam, e Girl On Fire, da Alicia Keys, no caminho para Nova Iorque.

Rachel e Kurt duelaram mais uma vez e, mais uma vez, com um clássico da Broadway. Bring Him Home, de Les Misérables. Talvez seja resultado do meu envolvimento atual com Wicked, mas achei a performance de Defying Gravity mais emocionante.

Tina fez Hung Up, da Madonna, e antes tivesse ficado quieta. Gosto muito da Jenna e até acho que Tina merece mais destaque, mas a impressão que dá é que tivemos uma mostra do porquê a garota sempre acaba deixada de lado. Talvez Jenna e Madonna não combinem, justificando o desempenho ruim na interpretação, mas a a coordenação motora durante a performance mandou lembranças. Se Finn fosse o presidente do clube dos membros do coral que não sabem dançar, Tina com certeza seria vice-presidente.

Depois dessa maratona musical que foi Diva, é só esperar que I Do seja mais econômico nessa área, porque motivos pra ser um ótimo episódio não faltam.

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