Glee 4×14 — I Do

Glee está amadurecendo. I Do, obviamente, não foi páreo para Break Up, mas consegue figurar num Top 10 com facilidade. Boa história, ótimos twists, atuações competentes e, o mais importante, parte musical enxuta — e por enxuta, entendam que as músicas tinham uma função na trama, e não estavam lá simplesmente porque a gravadora pagou. Bem, quase todas.

O centro das atenções foi, sem dúvida, a relação entre Rachel e Finn, mesmo que o nome do episódio remeta instintivamente à Emma e Will e o não-casamento, mas não dá para negar que Finchel roubou todas as atenções, desde o desconsolo inicial do rapaz, até o desconsolo final de Rachel. Dá até pra imaginar que o I Do do título é mais uma confirmação do amor de Rachel por Finn do que o sim que Emma ficou devendo ao Will.

Se alguém entender porque Marley e Jacob ainda merecem alguma atenção, favor me explicar. A garota tem o carisma de um vidro de palmito, e mesmo assim participou de duas performances no episódio. Nem o plot à la Cyrano de Bergerac ajudou. Podiam muito bem ter aproveitando o tempo de tela de Marley para montar uma história com Tina e Mike, que foi ao casamento para fazer figuração. Teria sido bem mais interessante se ele tivesse participado do plot — mais uma vez — de Tina apaixonada por Blaine. Pelo menos dessa vez parece que tudo foi resolvido.

Se Brittana já causava tanto furor, não sei nem o que pensar de Quinntana (sério, já vi Santuinn). Achei bem clichê a garota (neo) feminista que resolve que os homens não servem pra nada e é retratada como lésbica. Mas Ryan sabe o que faz (assim espero) e vou dar uma colher de chá. Claro que o frenesi todo nesse caso é porque a musa hipster menina Daiane é transgressora e está interpretando uma lésbida na TV, mas enfim.

Glee 4x14 I Do

De volta a Nova Iorque, Rachel tem uma conversa bastante interessante com Brody. Não contar que fez sexo com o ex por quem ainda se é apaixonada não pode ser considerado legal, mas não chega aos pés de não contar que passou o dia dos namorados fazendo programa, né?

Sue Sylvester continua aquela perfeição que dispensa comentários. Sue é praticamente o Grilo Falante de Glee, está ali pra apontar os erros, os clichês e fazer rir. E rir é, sem duvida, o melhor nesses casos — e, infelizmente, para poucos.

Sabe quando você ouve uma música e pensa que nada conseguiria estragar, de tão boa? Eu sempre achei que Marvin Gaye fosse um desses casos, mas esse episódio conseguiu provar que eu estava errado. You’re all I need to get by, parceria de Marvin Gaye e Tammi Terrell, ganhou uma interpretação insossa e ao mesmo tempo bizarra de Marley e Jacob. E o smoking vermelho dos garotos não chega nem perto da bizarrice que foi Marley se contorcendo em cima da mesa, sorrindo descontroladamente a música inteira. Sem contar que Will mal chega e já vai logo deixando que os alunos interrompam a aula para fazer número musical. Grande professor.

A melhor música do episódio — e uma das melhores performances de toda a série — foi, sem dúvida, (Not) Getting married today, do musical Company, de Stephen Sondheim. A cena toda foi incrível, mas destaque total para Jayma Mays, que segurou com bravura as frases intermináveis em ritmo aceleradíssimo do número.

Blaine e Kurt fizeram I just can’t get enough, do Depeche Mode, e foi só ok. Finn e Rachel dividiram We’ve got tonight, do Bob Seger, que ainda contou com a participação dos outros casais da história no final. Estava sentindo falta de Finchel e seus duetos.

Fechando o episódio, o New Directions, capitaneados (Deus me perdoe pela expressão) por Marley, atacou de Anything could happen, da Ellie Goulding. Não gosto da Marley e já passei da idade para a música, então já dá pra imaginar que eu me foquei mesmo foi em Rachel fazendo o teste de gravidez.

E depois da revelação da vida dupla de Brody, agora é ficar na torcida pra que esse teste dê negativo.

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