Glee 4×15 — Girls (and boys) on film

Vamos esquecer Ohio. Depois desse (fraco) episódio, vai ficar difícil sentir saudades dos corredores do McKinley, caso os rumores (e minhas previsões) se concretizem e a provável quinta temporada se passe totalmente em Nova Iorque, que voltou a ter a melhor história da série. Vou acreditar que a ideia seja realmente desvincular a audiência dos acontecimentos do colégio — mas nem isso justifica o pouco caso que dominou as histórias do pessoal do New Directions. O problema é que a série acabou ficando com no máximo metade de sua duração total aproveitável.

Enquanto a vida no que é o último e decisivo ano para muitos do Glee Club não passa de uma sucessão de performances musicais, em Nova Iorque as coisas começam a desandar. E tudo graças à Santanão, é claro. Era de se esperar que a garota bagunçasse com a boa convivência de Kurt, Rachel e seus pares. E foi o que realmente aconteceu, principalmente com Rachel, que se viu colocando em dúvida a fidelidade de Brody — o que já não era sem tempo, já que ele a traiu declaradamente com Cassandra (saudades Cassandra, por onde ela anda?) e a sonsa perdoou como se ele fosse o único homem restante na face da terra. Nem vou comentar a cena em que Santana confronta Rachel sobre o teste de gravidez, porque né? Desnecessário.

Uma das maiores qualidades de Santana é que, desde que a personagem ganhou importância na série, ela se mantém exatamente igual: over. É uma personagem completamente exagerada, feita para gerar aquele alívio cômico que a série exige em seus momentos mais pesados (caso desse último episódio), mas que também funciona perfeitamente no drama. Talvez só duas personagens tenham se mantido fiéis às suas origens, Santana e Sue. E, assim como Jane Lynch, Naya Rivera dá conta do recado, o que talvez seja o segredo disso.

Kurt e Rachel estão em posições bem parecidas, mas a de Kurt talvez seja um pouco mais delicada. Rachel ainda ama Finn, mas mantém seu relacionamento com alguém que, como acaba descobrindo, ela conhece cada vez menos, mais por um capricho do que por amor. Kurt é bem parecido com Rachel ao não querer dar o braço a torcer — apesar de dar outras coisas — a Blaine, mas ainda não tinha se dado conta de que Adam não está pra brincadeira. Uns com tanto…

Glee 4x15

Pra não dizer que Ohio não teve nada a acrescentar à história, tivemos Finn contando à Will sobre o beijo em Emma. Porque ele achou que porque conseguiu reunir o casal seria OK falar sobre o beijo será um mistério eterno, mas ele contou e agora temos que esperar pra saber como Will irá digerir a história.

Girls (and boys) on film conseguiu garantir a cota de amadurecimento da série, mesmo que boa parte do episódio tenha sido condenada com números musicais fracos e bem mal executados. Começando com a performance de You’re all the world to me, de Fred Astaire, que tinha tudo pra dar certo. O problema, mais uma vez, foi Matthew Morrisson. Não sei qual é o problema dele, mas ele consegue estragar todas as performances das quais participa. E olha que ele veio da Broadway. Mas, caso você esteja se perguntando, não, ele não exagera dos vícios de quem trabalhou muito tempo nos musicais. Ele simplesmente tem o jeito dele. E que é aquilo lá. Fim.

Pra tão anunciada performance de número 500, eu esperava mais de Shout, do The Isley Brother. Muito mais. Pra começar que eu esperava uma música melhor, né? E depois que tivesse a participação dos melhores performers da série.

A lista segue com In your eyes, do Peter Gabriel, Footloose, do Kenny Loggins e Old Time Rock and Roll/Danger Zone, de Bob Seger/Kenny Loggins. Quando vi que Jake e Marley estavam numa sala de aula de cerâmica eu já comecei a adiantar o vídeo, porque não ia suportar uma versão dos dois de Unchained Melody, dos Righteous Brothers. Era muita vergonha pra um episódio só, principalmente depois do que já tinha acontecido.

E o que tinha acontecido antes dessa cena vergonhosa eu deixei pro final. Glee resolveu mexer com Moulin Rouge. Primeiro Blaine fez Come what may, com participação de Kurt, cenas do relacionamento dos dois e tentativa de reproduzir a varanda do quarto de Satine. Podiam ter arrumado um prédio em formato de elefante, mas deixa pra lá. O problema maior ficou com o que eles insistiram em chamar de Diamonds are a girl’s best friend/Material Girl. Quem não viu Moulin Rouge pode achar que se trata de um mash up com a música de Os homens preferem as loiras, eternizada por Marilyn Monroe, e o clássico oitentista de Madonna (que usou o filme de Marilyn como referência para o vídeo). Bom, não deixa de ser isso mesmo. O problema é que esse mash up já existe, exatamente com o arranjo e alterações de letra que foram apresentados no episódio, e se chama Sparkling Diamonds, a música tema de Satine. Mas como isso não era o suficiente, eles ainda botaram as garotas com vestidos que remetiam à performance de Marilyn. Nem Unique estava à vontade na performance e Marley mostrou ter o mesmo sex appeal de Katharine McPhee vestida de Marilyn — ou seja, nenhum.

No total foram oito performances. Não é de se estranhar que os melhore momentos do episódio tenham sido aqueles em que nenhuma música foi apresentada. Sorte de quem participa do plot de Nova Iorque — e azar o nosso, que perdemos com a queda da qualidade das histórias de Ohio e ficamos sem poder ver Lea, Chris e Naya mostrando do que são capazes cantando.

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