Glee 4×16:Feud

Pensei em começar comparando Glee a uma montanha russa, não só no que diz respeito às emoções, mas, principalmente, pelos altos e baixos na qualidade dos episódios. Mudei de ideia quando lembrei que, ao contrário da montanha russa, Glee empolga nos momentos tranquilos de subida, não nas quedas vertiginosas. Então vou só dizer que Feud conseguiu nos lembrar do porquê gostamos de Glee, mesmo depois do episódio bomba da outra semana.

Mais uma vez, Ohio não consegue empolgar, mesmo que o plot do episódio tenha sido criado basicamente para tentar resolver o conflito entre Will e Finn. Mas não teve jeito: Santana, mais uma vez, roubou todas as atenções, dando continuidade à sua perseguição implacável a Brody. E vamos logo ao que interessa: todo mundo teve um pequeno ataque cardíaco quando viu Finn entrando naquele quarto de hotel. Se você não estava esperando por Rachel naquele momento, não sei quem você estava esperando, mas tenho certeza de que não teve quem não se surpreendeu nessa hora.

Apesar de tentarem criar outros confrontos, nenhum deles chegou a empolgar de verdade como a história de Santana e Brody. O desentendimento entre Blake e Unique surgiu completamente do nada e chegou ao lugar que todos esperavam que chegasse, além de ser uma discussão já levantada com Kurt e Finn (o que foi mais reforçado com Blake tocando bateria); Sue e Blaine valeu, como sempre, pelos momentos delusionais de Sue Sylvester, com participação especial de Becky. As duas protagonizaram os momentos mais engraçados do episódio.

Glee 4x16 Feud

Se o que se passa em Nova Iorque volta a ganhar (merecidamente) destaque na reta final dessa temporada, o pessoal do primeiro ano do colégio já começa a preparar as despedidas. A cena em que Blake, Jake, Marley, Unique e Kitty conversam pode até passar uma mensagem ambígua, mas o que deu a entender é que o discurso já começa a acenar para o fim das histórias do McKinley. Com Finn já em Nova Iorque e Blaine bem perto de ser o próximo a se juntar ao grupo, fica difícil pensar que uma nova temporada ainda precise se dividir entre as duas cidades e não conseguir contar uma história completa — e com calma.

Glee deixou de empolgar na parte musical há um bom tempo. Se o que chamava a atenção em 2009 era o ar de musical que os episódios ganhavam com as performances integrando a música à história, misturando clássicos, sons atuais e show tunes, hoje o que vemos é a obrigação de ter música nos episódios. Feud teve seis performances, três delas mash ups, totalizando nove músicas apresentadas. E de todas as performances, apenas uma realmente se encaixava no contexto da história — desconsiderando os três duelos, claro.

Santana ganhou de longe a melhor performance do episódio. O contexto era absurdo, definitivamente, mas é o que esperamos dela. Cold Hearted, de Paula Abdul, pode não ter sido o suficiente para Brody se sentir intimidado por Santana, mas bastou para que nosso amor pela garota só aumentasse.

Bye, bye, bye/I want it that way tinha como proposta reviver a (suposta) rixa entre N’Sync e Backstreet Boys. Claro que Will ia se passar por Justin Timberlake, mas quem se destacou mesmo foi Finn e sua performance emulando todos os garotos das boy bands ao mesmo tempo. Hilário.

Blake e Unique fizeram um mash up de The bitch is back/Dress you up, de Elton John e Madonna, e nenhum dos dois aguentou o tranco, principalmente com Blake fazendo o machão retrógrado enquanto cantava Elton John e Unique incorporando a diva irritante mesmo quando a música pede uma garota dos anos 80 com roupas esfarrapadas. Nem vou comentar o fato de que Darren regravou a música há pouco mais de seis meses para o Fashion Night Out.

Blaine e Sue foram resolver seus problemas ao som de I still believe/Superbass. A performance valeu só por Jane Lynch ter incorporado Nicki Minaj corajosamente. Porque, sim, é preciso muita coragem pra fazer uma coisa dessas. Ainda estou tentando entender porque escolheram I still believe e, principalmente, um remix de I still believe.

As outras músicas foram completamente aleatórias, desnecessárias e chatas — e isso é tudo o que é preciso comentar.

Ah, sim. Rachel não estava grávida. Muita gente desapontada, provavelmente. Glee já aprendeu a criar cliffhangers. Agora falta só aprender a desenvolvê-los e incorporar as novidades à história.

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