Glee 4×17: Guilty Pleasures

Guilty pleasure é uma daquelas expressões que quando traduzidas pro português fica parecendo nome de novela mexicana do SBT — definitivamente, “prazeres culposos” não tem nada da graça da expressão original. É o tipo de coisa que a gente só define, não traduz. E guilty pleasure, caso alguém ainda não soubesse, é uma coisa que a gente sabe que é ruim, mas gosta assim mesmo (e talvez exatamente por isso), mas não conta pra ninguém. Ironicamente, é o caso de Glee desde a segunda temporada. A gente gosta, mas já não sai por aí divulgando pra todo mundo esse amor, porque, né? Como justificar o amor por uma versão mambembe de Moulin Rouge?

Deixando as mágoas de lado, Guilty Pleasures foi mais um episódio supostamente baseado em Ohio (onde praticamente todas as performances acontecem) mas que serve só para nos lembrar que se toda a trama já se passasse em Nova Iorque, como era o planejado, teríamos uma série completamente diferente — e muito melhor.

Pra não dizer que nada de interessante aconteceu no McKinley, Blake está conhecendo uma “garota” na internet. E se apaixonando por ela. É claro que ninguém acredita que ela seja realmente uma garota e tudo leva a crer que seja Unique preparando mais uma lição de moral para o machista de última hora Blake. De qualquer jeito, vou torcer pra que Becky é que esteja por trás disso.

Glee 4x17 Guilty Pleasures

Numa tentativa desesperada de encaixar um plot interessante na história dos guilty pleasures, Ryan, Brad e Ian, que incrivelmente foram os roteiristas do episódio, inventaram que Blaine estar secretamente apaixonado por Sam também é um guilty pleasure. Muito bonitinho Sam dizendo que se sentiria ofendido se Blaine não se sentisse atraído por ele, mas não, isso não é um guilty pleasure. Tentem com mais vontade da próxima vez.

Já em Nova Iorque, finalmente tivemos o momento que muitos estavam esperando: Rachel meteu o pé na bunda de Brody. Claro que tivemos que primeiro ver uma Rachel sofredoura, imaginando o porquê foi abandonada pelo seu rebound guy. E claro que é porque Kurt achou que seria melhor que ela ficasse sofrendo ao invés de contar logo a verdade pra ela. Mas pra isso existe Santana, sempre fazendo o ~certo~, mesmo que por caminhos tortos. E agora temos almofadas com braços pra consolar todo mundo. Medo.

Musicalmente o episódio foi bem mais interessante do que os últimos episódios apresentados essa temporada, com um apanhado bem mais interessante e amplo da música americana. Logo de cara Sam e Blaine fazer uma versão (fiel, mas meio pobre, verdade seja dita) de Wake me up before you go-go, do Wham, banda que lançou George Michael. Em seguida Sam faz Copacabana, do Barry Manilow, um dos maiores guilty pleasures do mundo. Nessa hora muita gleek deve ter se chocado por descobrir que a música não era da tia Kylie.

Blaine foi de Against all odds (Take a look at me now), que não é da Mariah, mas do Phil Collins, e não ficou muito claro se ele estava se declarando secretamente pro Sam ou se a música era pro Kurt. Eu sinceramente fico com a segunda opção, mas a verdade é que Darren Criss partiu nossos corações mais uma vez cantando e tocando o piano. Sem playback. Porque quem sabe faz ao vivo.

Wannabe, das Spice Girls, ganhou versão das garotas do McKinley e o melhor da performance foi Marley de Victoria. Não, eu não passei a amar a garota, mas é que a ideia da performance é que cada garota fugisse da sua zona de conforto e dos estereótipos, então ou eles não se deram conta do que estavam fazendo, ou propositalmente escancararam que Marley é uma das coisas mais sem graça da TV nos últimos tempos.

Depois de toda aquela polêmica besta em cima de Chris Brown (lembrando que Rihanna superou a história e deu uma segunda chance ao músico e ninguém melhor do que a própria pra saber onde a dor é mais forte. Pun intended), Jake fez uma performance de My prerrogative, de Bobby Brown, ficando pau a pau com Matthew Morrisson no quesito vergonha alheia.

Lea Michele voltou a fazer nossas vidas mais felizes e participou de duas performances. Primeiro Rachel cantou Creep, do Radiohead, com Brody. Brody é bom de olhar, mas devia ficar de boca fechada. Fechando o episódio Rachel fez a introdução de Mamma Mia, do Abba, que ganhou performance (fiel ao vídeo, também) do New Directions. Preferia que Lea tivesse continuado sozinha.

Pra não perder o hábito, Glee entrou em hiato novamente. Próximo episódio agora só dia 11/04. Vamos ter que ser fortes.

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