Glee 4×19 — Sweet dreams

Eu estava pensando nos meus amigos. Em como eu não seria a pessoa que sou hoje, aqui na frente de vocês, fazendo o que eu estou fazendo agora, se eles não tivessem me mostrado que eu poderia”. — Rachel Berry.

Depois do irrepreensível “Shooting Star”, fica a expectativa para o que veria a seguir. Se a maioria dos espectadores soubesse quão fraco seria “Sweet Dreams”, metade das expectativas teriam sido abortadas tão logo fossem concebidas.

Nada de realmente interessante ou relevante para a trama aconteceu no décimo oitavo episódio. É complicado quando uma trama desse tipo surge na reta final da temporada. Soa mais como um filler que propriamente encaixado na série.

Afinal de contas, boa parte do episódio acompanhamos as tais canções originais (e bregas) da Marley e sua luta em incluí-la nas Regionais. Glee já teve uma experiência com canções originais e não foi tão memorável assim. E olha que as canções anteriores tinham certo apelo. O que não acontece agora. Ao contrário. Marley compondo chega a ser risível de tão sofríveis que são as letras. Os elogios dos demais membros do clube foram deslocados e soaram muito forçados. E a canção final? Vamos continuar mesmo batendo na tecla interminável de serem diferentes e rejeitados? Até quando?

Glee 1x19

O que mais? Bom, alguns arcos bem desnecessários dentro do episódio. Sobre Sam e seu “gêmeo” Evan é melhor nem comentar. Ou então a incursão de Finn e Puck na faculdade. Tirando as divertidas sacadas à la Harlem Shake e referências às comédias dos anos 80 (Porky’s, para fica no básico), tudo foi completamente sem sentido. A equipe de Glee mostrou outras vezes ser capaz de criar arcos narrativos para mostrar o sonho de cada. Sem dúvida, esse não foi o melhor para trazer Finn de volta ao Glee Club.

Não podemos nos esquecer do retorno de Roz Washington assumindo o comando das Cheerios. Na ausência de Sue Sylvester, coube a ela as frases ácidas do episódio. No entanto, lamentável que nenhuma delas conseguiu tirar a trama do mais absoluto marasmo.

Tem ainda a preparação para a audição de Rachel para o papel em Funny Girl. Nada de inédito. Apesar da cena dela se vendo novinha entrando em contato com Barbra pela primeira vez ter sido delicada, não foi nem um pouco especial. Nem a participação de Idina Menzel salvou tudo do esquecimento. Parem e pensem: qual a justificativa para Ryan Murphy incluir a atriz a não ser o fato de o produtor ser um grande fã do trabalho dela? Surgir para dar um toque em Rachel e fazê-la não cantar Barbra para soar original? Ok. É um conselho válido. Mas daí para isso culminar em um número musical so boring como foi em “Next to me” é brincar um pouco com quem vibrou tanto pelo último episódio.

E a audição de Rachel trouxe um pouco mais de decepção. Surpresa com a escolha musical da jovem! Insistir mais uma vez no truque batido que é “Don’ stop believin’”? Tudo bem que resgatar antigos personagens em franca alusão ao momento histórico da primeira temporada foi válido, mas Glee é capaz de alçar novos voos sem ficar galgada em seus louros passados.

P.S.: Fab continua com seus problemas manuais por desobedecer recomendações médicas. Nessa semana, vocês contaram com a minha singela colaboração. Na próxima semana, ele regressa para pilotar essa nave louca que é o BBB Glee (#pedrobialfeelings).

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