Glee 4×21 — Wonder-ful

Penúltimo episódio da temporada e Ryan Murphy me aparece com um filler. E dos mais vagabundos, ainda por cima. Já perdemos tempo demais com coisas sem a menor importância durante esse ano em Glee, o que nos obrigou a ter alguns bons momentos já no final da temporada, e a equipe de produtores/roteiristas/diretores achou que podia botar um episódio temático que iria adiar qualquer possibilidade de desenvolvimento da história. E nem Nova Iorque se salvou dessa vez.

Começamos logo de cara com a volta de Mercedes e Mike para a série — sem contar que descobrimos que Mike está estudando em Nova Iorque e não participou de nada com Rachel e Kurt, isso é que é prestigio. Unique anda tão relevante para a história que acharam melhor trazer de volta Mercedes. Talvez tenham pensado que Alex não daria conta de homenagear Stevie Wonder (e no final ficamos com aquela antiga sensação de que nem Amber conseguiu).

Nova Iorque tem o plot mais sem graça apresentado até aqui. Além da desculpinha esfarrapada de que Kurt vai saber o resultado dos exames do pai — se era esse o motivo, porque ele acampou na escola e na cafeteria com os amigos ao invés de ficar ao lado do pai? — Cassandra tem uma mudança repentina de personalidade. Talvez Glória Perez tenha sido convidada especialmente para escrever essa parte. Não vou negar que chegou a ser emocionante Cassandra apoiar Rachel, afinal o sucesso de um aluno não deixa de ser o sucesso dela de alguma forma, mas o problema é que a mudança foi repentina demais. Nem descobrir que Snape na verdade protegeu o Harry todos aqueles anos foi tão surpresa quanto isso. Não custava nada nos dar alguns sinais disso durante a temporada.

Glee 4x21

A participação de Katey Sagal foi um dos maiores desperdícios que eu já vi. Um dos melhores momentos do episódio, apesar de termos sido sujeitados a mais uma das mudanças de humor de Kitty — quando vão entender que a garota não é a Santana?

Katie foi ignorada nesse episódio, assim como a competição de corais. Porque pra quê investir tempo e dedicação em escolher um repertório, treinar a garota que você insiste em dizer que é a salvação da equipe e que morre de medo de falhar — e falha exatamente por isso — se você pode chamar seus antigos alunos para cantar, não é mesmo? O callback de Rachel também ficou pra depois, o que significa que vamos ter muitas histórias e apenas 40 minutos para que tudo seja resolvido. Como já cansaram de espalhar por aí, a temporada termina com grandes ganchos. Pelo menos a história de Ryder e Katie deve ser resolvida agora — e da maneira mais óbvia possível pelo que deu pra ver em algumas fotos promocionais. Já o callback de Rachel e a competição devem ficar pro segundo semestre, até porque também já disseram que formatura é só na quinta temporada. Ou seja: vamos ter que aturar essa gente insossa de Ohio mais uma temporada. E ainda temos que descobrir se Brittany vai mesmo entrar para o MIT.

Ah, hoje não vai ter música a música. Stevie Wonder que me perdoe, adoro tudo o que ele faz, mas as performances foram muito fracas. Ele merecia um pouco mais de respeito, pelo menos.

Sobre o Autor

Avatar

BOXPOP

Site especializado em cultura pop, fundado em agosto de 2007. Confira nossos podcasts, vídeos no youtube e posts em redes sociais. Interessados em contribuir como autor no site podem entrar em contato: contato@boxpop.com.br

Deixe um comentário

clique para comentar

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.

OUÇA O BOXCAST

VIDEOCAST

Será que a Elsa se assumiu lésbica cantando e ninguém percebeu?

Curiosidades de Euphoria, a série BAFOOOO da HBO.

Teorias de conspiração na Disney??? Nem tudo é verdade.

SEJA UM PADRINHO!

Contribua!

OUÇA ACABEI DE LER