Glee 4×22 — All or Nothing

É com All or nothing que a gente se dá conta do quão ruim foi a quarta temporada de Glee, principalmente porque, apesar de ser o finale da temporada, o episódio não finalizou nada, tudo foi jogado para a próxima temporada. Culpa de quem? Dos próprios produtores, claro. Mas primeiro vamos falar do episódio.

All or nothing já começa com o que Glee tem de melhor (e a única coisa realmente boa do episódio): Lea Michele fazendo um solo. Se você achou que era Brits no MIT, você assiste Glee pelos motivos errados. Não suporto Celine Dion, mas é impressionante o que Lea consegue fazer com as músicas dessa mulher, desde a primeira temporada. As caras de assombro da equipe de Funny Girl resumem bem o que foi a performance. Se o episódio tivesse acabado aí, com menos de 5 minutos, eu já teria ficado satisfeito. Ryan Murphy não pensou assim.

Katie era mesmo Unique. Não emocionou, simplesmente porque Alex nessa atual configuração consegue soar ainda mais irritante. Uma diva caricata fica engraçado, mas uma diva infantiloide carente não dá. Até Marley conseguiu despertar mais simpatia. Will casou com Emma cercado de adolescentes. Alguém precisa começar a se preocupar com a saúde mental desse cara. Blaine resolveu que vai casar com Kurt, porque ele não podia simplesmente ir pra Nova Iorque estudar, o plot dele tem que ser sou uma lésbica e quero casar aos 18 anos com o cara que eu conheço há dois.

Glee 4x22 All or nothing

Quem me conhece sabe que eu sou defensor dos episódios temáticos e/ou de competição, mas esse não tem muito o que defender. O timing dessa temporada foi tão errado que essa competição tinha que ter acontecido uns dois hiatos atrás. Mas foi um episódio de competição clássico, New Directions sendo medíocre, grupinho bizarro se apresentando, e novo grupo pra honrar a vaga deixada por Vocal Adrenaline como o melhor competidor. Se você tem planos de deixar Jessica Sanchez cantar, não escale Melissa Benoist como estrela do seu coral, certo?

Glee começou a quarta temporada prometendo muito. Prometeu que seria bom, prometeu que Nova Iorque ia dominar a série aos poucos. Apresentou o melhor episódio da série em The Break Up, mas acabou tendo medo de deixar Ohio pra trás. Sempre disse e repito, o maior problema de Glee são os fãs. Qualquer ameaça de mudança eles correm pra reclamar e os produtores se apavoram. Foi o que desandou a série na segunda temporada, porque era difícil pra eles entender que personagens secundários não ganham história, são só escada para as estrelas brilharem. De que adianta Tina ser elevada a personagem principal se ela continua sem história e só faz figuração pra Blaine, que entrou com o jogo ganho?

Com a ideia de transferir completamente a ação para Nova Iorque aposentada, Ohio teve que ganhar destaque, o que funcionou algumas vezes, mas não o suficiente para sustentar a temporada e o resultado é a criação de histórias avulsas, que foram preenchendo o espaço e jogando as resoluções importantes para um futuro que só agora sabemos qual é.

Já anunciaram que a próxima temporada será dividida em duas partes, com um grande hiato no meio, ou seja, vamos ter a parte final da quarta temporada, com as Nationals, formatura, ida de boa parte dos veteranos pra Nova Iorque, resultado do call back de Rachel, descobrir que fim teve Finn (tum dum tsss). Pausa. Longa pausa, que eles justificam como sendo uma volta à primeira temporada, quando Glee estreou, fez uma longa pausa e voltou na primavera pra terminar no verão, mas na verdade é só uma forma de fazer você esquecer que na verdade a quarta temporada só terminou na temporada 2013–14. Então a série retorna na quinta temporada, em 2014, com tudo como deveria ter sido desde outubro de 2012, mas não tiveram coragem de fazer.

Então se você leu o título da review e se perguntou porque não tem um season finale ali, a resposta é essa: não teve finale. A temporada só acaba quando termina, e essa, definitivamente não terminou.

Agora, se você foi reclamar da demora da review, shame on you. Passei a semana com 40 de febre e ninguém veio perguntar se estava tudo bem comigo. O lugar de vocês está reservado.

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