Glee 5×15 — Bash

Bom, alguns idiotas e ignorantes apenas odeiam a ideia de que estamos sendo finalmente aceitos. Eles odeiam o fato de que estamos casando. Odeiam o fato que estamos mudando para vizinhanças que são supostamente para ‘héteros’. Então eles desestressam tentando nos matar!”- ANDERSON, Blaine.

E mais um episódio que fez jus ao nome. “Bash”, do inglês, significa bater, espancar, bater muito forte, etc. E bem, se olharmos direito, todo mundo bateu ou apanhou nesse episódio, seja fisicamente ou verbalmente.

Quando Mercedes foi para Nova Iorque no episódio passado, já era de se esperar que ela e Sam voltariam a namorar em algum momento. E foi exatamente isso que aconteceu! Samcedes está de volta! Mas esse retorno rendeu alguns conflitos na cabeça de Mercedes e novamente, por causa disso, terminaram. Mercedes não sabia se deveria se envolver pela questão da cor dos dois, pois, como ela disse, não lembra de nenhuma negra de sucesso que tenha se relacionado com um homem branco. Por um momento, ela pareceu colocar a carreira na frente de tudo e desistir da sua paixão do colegial, mas depois de bem pensado, ela voltou atrás e bem, pela quarta vez, Samcedes voltou! Tomara que eles não terminem mais.

Rachel… Como entendê-la? Por toda a terceira temporada de Glee ela fez de tudo para entrar no NYADA. Se esforçou nas suas performances e quando ficou nervosa no exame de admissão, fez com que Carmen Tibideaux fosse ao seu encontro nas Nationals e isso rendeu a garota sua admissão na melhor faculdade (fictícia) de Nova Iorque. Na quarta temporada vimos uma Rachel bastante esforçada, se mantendo no NYADA, tentando ser a mais popular e a queridinha de Tibideaux. E bem, ela conseguiu! Fez com tanto sucesso e esforço que conseguiu até sua entrada na releitura de Funny Girl!

Glee Bash 515 2

Mas, o que falar do que aconteceu nesse episódio? É bastante notável que ela tem se esforçado o máximo para ser a melhor estrela e a revelação de toda a Broadway, mas deixar as suas aulas de lado por causa disso? E tudo começou por causa do Midwinter Critique (aquele lá, onde a própria Tibideaux escolhe os alunos para se apresentarem, creio) onde foi pedido uma apresentação solo e ela fez um dueto com o Blaine.

Carmen não gostou e reprovou os dois, mesmo assumindo que foi uma ótima performance. Mas ela não se deu por satisfeita e, pretensiosa do jeito que é, quis colocar Funny na frente dos estudos e bem… Isso rendeu umas boas verdades da diretora durona. Rachel certamente ainda não está pronta para a vida que ela escolheu. Ela pode ser a mais preparada, ter todos os dons que tem, mas não, ainda não está pronta para nada porque ela não se permite crescer!

E o que todo mundo esperava que nunca mais seria mostrado, aconteceu: A homofobia voltou a Glee. Mas não voltou daquele jeito de bullying escolar, relativamente manso, muitas vezes sem ter uma agressão física. Veio do jeito do mundo real, que invade a nossa casa quase todos os dias nos telejornais, do modo mais injusto possível (SEMPRE é injusto, vale salientar!). Kurt voltou a levantar a sua bandeira contra o preconceito e mostrou para todo mundo que não tem medo de fazer isso, mesmo fazendo do jeito “errado” que pareça ser o certo. Enquanto estava no hospital, rendeu um diálogo muito lindo com o Burt. Sua saída do hospital e o retorno ao NYADA para o seu Midwinter Critique foi muito linda! Tomara que Ryan e os outros explorem mais essa temática, pois é preciso e bastante válido que essa luta contra esse preconceito horrível seja mostrada por todos os lados, do melhor jeito possível!

Sobre as performances, No One is Alone, do musical Into The Woods, fez uma das aberturas mais lindas de Glee até agora (mesmo que tenha sido por causa de um assunto triste) ; You Make Me Feel Like a Natural Woman, da Aretha Franklin, interpretada pela Mercedes foi tão boa quanto Colorblind, da própria Amber Riley, sendo essa última, uma ótima surpresa (poderiam começar a colocar as músicas da Lea também, não?)!

Broadway Baby, do musical Follies, foi outra coisa boa nesse episódio! Mostrou muito bem toda a desenvoltura da Lea — não que ainda não tenham feito isso no seriado — como a artista que ela sempre foi e um pouco mais do Darren também e foi a música do Midwinter Critique da Rachel e do Blaine. Not While I’m Around, de Sweeney Todd, foi a usada por Blaine e rendeu uma cena muito linda, assim como rápida (a versão completa da música tem a Lea, Chord, Amber e o Darren), o que poderia tê-la deixado melhor. I’m Still Here, também do musical Follies, ganha o título de melhor do episódio! Motivo? Vejam que vocês entenderão!

PS1: Ainda acho muito estranho todo mundo ainda ser creditado. Qual é o motivo?

PS2: Só eu achei que No One is Alone ficaria legal no final, depois que o Kurt saiu do hospital? Encaixaria melhor, eu acho!

E agora fiquem com a promo do próximo episódio, Tested:

Sobre o Autor

Avatar

BOXPOP

Site especializado em cultura pop, fundado em agosto de 2007. Confira nossos podcasts, vídeos no youtube e posts em redes sociais. Interessados em contribuir como autor no site podem entrar em contato: contato@boxpop.com.br

Deixe um comentário

clique para comentar

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.

OUÇA O BOXCAST

VIDEOCAST

Lidio Mateus, o brazilian singer da internet, comenta todos os bafos e segredos de sua carreira.

Tem série nova na HBO e os bastidores dela foram recheados de TRETAS. A gente conta todas neste vídeo.

Esse é o filme que vai ganhar o Oscar de filme estrangeiro. Neste vídeo comentamos Parasite. Assista!

SEJA UM PADRINHO!

Contribua!

OUÇA ACABEI DE LER