Glee 6×05: The Hurt Locker, part 2

Você está dando em cima de mim? Porque se você quer dar uma de lésbica com uma líder de torcida, o mundo meio que torce por você e Quinn Fabray.” WILDE, Kitty.

Sim, senhoras e senhores, o New Directions deixou de ter apenas quatro membros (ótimos, por sinal). Porque insistir com a Kitty é uma pergunta que nunca vai calar. Não que a garota não seja carismática, acho a personagem bem mais interessante e estável do que a Quinn — que a gente sabe que só tá na série porque menina Daiane atrai os hipster que se amarram naquela coisa meio too cool for school dela. O problema é que, contrariando o discurso de Rachel, Kitty tem uma voz péssima. Se eu já imagino Nikki tendo convulsões cada vez que Heather Morris entra no estúdio, prefiro não imaginar o que acontece quando chega a vez da Becca. Mas enfim, Kitty voltou e foi bom vê-la em ação.

O episódio, obviamente, foi uma continuação do anterior e, honestamente, bem melhor. A única coisa que liga os dois episódios são as Invitationals, além do plano de vingança de Sue, é claro. Fora isso, eles funcionariam muito bem como episódios independentes dentro da temporada, principalmente se levarmos em consideração que, até aqui, Glee tem se mostrado bastante coerente em sua reta final.

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Ainda não entendi porque insistir com o “romance” de Kurt com o tiozão. Não é interessante, não é engraçado, não é nada. Provavelmente vão querer tratar sobre o relacionamento entre pessoas com uma grande diferença de idade, do preconceito, da vergonha em assumir o namoro, mas poderiam correr mais com isso, se for esse o caso. Nem pra fazer Blaine ficar com ciúmes isso serviu até agora.

Ponto alto do episódio? O boneco de Sue entrando no elevador na bicicletinha, parodiando aquele filmeco supostamente de terror que eu não sei qual é. Aquele boneco devia virar recorrente de tão genial. Pra gente ver como o episódio empolgou, quando Klaine se depara com um elevador no caminho do auditório, deu aquela vontade de gritar que era uma cilada, Bino, me fazendo lembrar do tempo em que a gente ia no cinema e ficava gritando pra mocinha correr que o monstro estava atrás dela. Sou desses, aceitem.

No mais, THL2 foi mais um show de auto-referência e auto-depreciação, insistindo no fato de que o ND ainda não tem 12 componentes para poder competir. Ryan Murphy = ❤.

Musicalmente, os Warblers mostraram um estilo completamente diferente da proposta do grupo, e destruiram My Sharona, do The Neck, e You Spin Me Round (Like a Record), do Dead or Alive. Sofrível. Pra compensar, Ryan foi fundo na lista de músicas que tocam o coração peludo de Sue Sylvester, e o ND foi de It Must Have Been Love, crássico do Roxette que já embalou muito bailinho nas garagens fechadas com lona pelo mundo afora, All Out Of Love, do Air Supply, e a que me fez chorar descontroladamente, apesar de não ter sido cantada pela Lea, Father Figure, do George Michael. Sério, Roderick é o meu novato favorito de todos os tempos.

O próximo episódio é uma homenagem à Burt Bacharach, com participação de Ken Jeong e Jennifer Coolidge. Apenas.

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