GoT 2×01 — The North Remembers

“Há um rei em cada esquina agora.” — Catelyn Stark

Os deuses (os antigos e os novos) sabem quão esperada foi essa segunda temporada de Game of Thrones. E pela graça deles, no último domingo, nós assistimos ao primeiro episódio que, deixo claro desde agora, mantém a absurda qualidade que tivemos ano passado. Foi um longo e belo trabalho de mostrar cada uma das histórias em andamento e ainda apresentar uma nova, que também promete envolver muitas tramas.

Para começar, o personagem mais chato do mundo continua sendo o mais chato do mundo. Joffrey, rei (por enquanto!) de Westeros, fica brincando de reinar em King’s Landing enquanto seu avô e seus tios estão perdendo batalhas por aí. Pelo menos, foi bom ver Sansa Stark, quietinha em sua cadeira, manipular o garoto para salvar a vida de alguém. Mas o Rei soube ser esperto e a cena entre ele e sua mãe, Cersei, foi fantástica.

Com a fofoca de que ele é filho dela com o irmão Jaime rolando para todos os lados (um último suspiro de Ned Stark, interpretado por Sean Bean na primeira temporada), Joffrey não teve medo de duvidar de sua mãe e começou também a se preocupar com os filhos bastardos de Robert Baratheon — o que proporcionou algumas das cenas mais cruéis do episódio.

No lado oposto, Tyrion continua o favorito da galera. Suas frases são, de longe, as melhores do seriado e o personagem (interpretado pelo grande Peter Dinklage), sempre muito criativo, parece que vai subindo na escala de poder. Ele não é exatamente bonzinho, mas é fácil se identificar com o seu código de conduta e os seus valores. É fácil invejar também seu sarcasmo! Agora que ele é Mão do Rei, espero que ele insulte aqueles idiotas sorrateiros do conselho.

E por falar no conselho, foi muito bom ver Tyrion tirando uma com Cersei, que parece ver sua influência diminuir aos poucos. Com Tyrion se fortalecendo, seu filho a ameaçando de morte e até Lord Baelish (o “simpático” Littlefinger) incomodando, ela só pode gastar sua raiva com o último, o que mostrou algumas rachaduras na muralha que ela era na temporada passada.

De volta às cenas fortes, o que foi aquele Craster com suas filhas-esposas, do outro lado da Muralha? Essa, com certeza, se sobressaiu em uma série feita de lugares incomuns. Enquanto ficava com um certo nojo desse cara, me alegrei vendo o querido Jon Snow, que levou um puxão de orelha do Lorde Comandante. Só que valeu a pena, porque nos fez lembrar que Jon está caminhando para liderar.

Nessa conversa toda, ouvimos os rumores que um tal Mance Rayder, ex-membro da Night’s Watch (Patrulha da Noite) está reunindo um exército gigante no extremo norte, o que ameaça não só Westeros como também o possível Reino do Norte que Robb Stark quer tanto conquistar. Espero ansiosamente para saber mais sobre isso nos próximos episódios!

Já Robb resolveu mostrar seu lobo depois de muito tempo! Fiquei muito feliz de ver o animal — a falta deles era uma das reclamações da galera que leu os livros. Os efeitos para faze-lo muito grande ficaram bons o suficiente. Vimos também brevemente o Jaime Lannister amarrado e barbudo, o que foi bem legal. É fácil torcer para os Stark, por causa do carisma de Ned, mas não podemos esquecer que, em Game of Thrones, as pessoas fazem o que acham que é o certo, e Jaime mostrou na temporada passada e — espero — mostrará nessa que não é exatamente um vilão.

Mas enquanto ele e Robb estão na guerra, o pequeno Bran comanda Winterfell. Pelo menos, nós o vimos um pouquinho e, graças a ele, ouvimos que o grande cometa de calda vermelha significa uma coisa: dragões!

Daenerys (a bela Emilia Clarke) nos deixou ver um pequeno dragão e um monte de areia. O seu pedaço do episódio foi talvez o mais parado, por assim dizer. Enquanto os outros tramam guerras e resolvem conflitos, ela quer apenas sair do deserto. Mas a relação dela com Jorah fica cada vez mais interessante — ele é um ótimo personagem, não é? Sempre fiel à Khaleesi — falando nisso, é interessante como ela conseguiu manter tanta gente fiel à ideia de que ela tem o mesmo sangue deles, mesmo depois da morte do Khal Drogo — mas acho que eu também me impressionaria com os dragões e aquela coisa de andar no fogo. Ela, porém, terá um grande trabalho para manter a fidelidade nessa longa caminhada.

O novato nessa história toda é Stannis Baratheon, interpretado por Stephen Dillane, que quer a coroa que era de seu irmão Robert. Tirando o fato de que seu outro irmão Renly também quer a coroa, a briga dele pareceu ser, principalmente, com os Lannisters.

Sua melhor atitude até agora foi enviar corvos para todos os lados contando o segredo de Cersei e Jaime para todo mundo e dando alguma paz para o espírito de Ned, mas não posso deixar de dizer que Melisandre (Carice Van Houten) é que se destacou nessa parte do episódio. Com seu vestido vermelho e seus toques de magia (afinal, quem toma veneno e não sente nada?), ela teve um destaque chocante na fotografia do conselho de Stannis, todo neutro e escuro. Bela cena! Fiquei ansioso para ver o que ela pode fazer e como ela vai manipular esse irmão Baratheon daqui em diante!

Por fim, Arya e Gendry (filho bastardo de Robert) continuam indo para o norte, do mesmo jeito que estavam no final da primeira temporada. Eles aparecem por breves segundos, mas não dá para culpar ninguém — foram muitas histórias para apenas 50 minutos. Então, eu me senti satisfeito.

E você, o que achou do episódio? E o que espera dessa segunda temporada? Deixe sua opinião abaixo e não se esqueça de participar da nossa enquete!

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