GoT 2×02 — The Night Lands

“…todo lugar que eu vou, pessoas me falam sobre o verdadeiro Deus. Todos acham que encontraram o certo. O único deus verdadeiro é o que está entre as pernas de uma mulher…” — Salladhor

Vamos lá, gente! Acho que posso dizer que o episódio dessa semana não foi tão emocionante quanto o primeiro, mas mesmo assim, mantém a qualidade e prepara o terreno para o que está por vir. Começo falando de Arya, que realmente parece um menininho. Esse jeito de fazer as coisas na emoção ainda podem complicar a vida dela, mas até gostei da conversa dela com Gendry. Mostra que ela ainda tem aquele lado infantil, apesar de tudo o que aconteceu.

Sobre Littlefinger, eu entendia as cenas do bordel na primeira temporada, porque envolvia os outros personagens, mas essa cena dele conversando com uma das mulheres acabou não fazendo a história andar — só mostrou como ele pode ser cruel de vez em quando. E se ela serviu só para abrir o tema da cena seguinte, de Tyrion destruindo Lorde Janos, então ela foi simplesmente longa demais. Já a própria cena de Tyrion foi ótima! A maneira dele jogar esse Jogo dos Tronos é fantástica — principalmente porque ele não quer o trono. Acho que é por isso também que os outros conselheiros são tão interessantes — há um poder por trás do Trono de Ferro.

E por falar em nosso pequeno amigo, ele já começou a ter problemas em King’s Landing. Até os mais defensivos tem dificuldade em se manter fora dos abutres, e Lorde Varys é o que eu mais odeio naquele Conselho (apesar de achar que o Grand Maester Pycelle ainda tem muitas cartas na manga para mostrar).

Com Varys ameaçando Tyrion, a coisa começa a pegar fogo, não é? E aí vem aquela conversa dele com Cersei, que foi muito interessante também. Para mim, tinha sido claro que Joffrey tinha mandado matar os bastardos, mas esse episódio gastou alguns minutos tentando nos convencer que foi Cersei. Imagino que isso tenha a ver com os pontos de vista dos livros (cada capítulo é escrito sob o ponto de vista de um personagem. Logo, um não sabe exatamente o que está acontecendo com o outro.).

E como eu disse na última resenha, a armadura da Rainha Regente está ruindo. E ela admite isso dessa vez. A maldade dela pra cima de Tyrion serviu pelo menos para nós percebermos que, apesar de não ligar de ser chamado de nomes pejorativos, ele fica sensível quando sua irmã o acusa de ter matado a mãe deles no parto.

Em Dragonstone, Stannis Baratheon continua organizando seu ataque. Davos Seaworth, um de seus principais conselheiros, já pareceu um pouco importante no episódio anterior, e agora ele parece ainda mais, só que não dá para dizer direito de onde ele vem. Fiquei com medo do que Melisandre disse no ouvido do filho dele. Seria um plano para remover os descrentes?

Por falar em Melisandre, ela continua nas melhores cenas dos episódios. Dessa vez, foi ela deitada nua em uma mesa de estratégia e Stannis em cima dela, derrubando as peças no chão. Muito artístico, não?

A pequena cena de Theon Greyjoy chegando de navio nas Iron Islands é compreensível para acompanharmos o andamento da guerra de Robb Stark, mas ficou um pouco deslocada. Depois ela é complementada adequadamente, e achei muito engraçado ele dar em cima da irmã dele, e muito interessante ver o pai dele entrar na briga pelo trono também. A série explica pouco sobre o que aconteceu com os Greyjoy e como eles ficaram trancados naquela região depois da rebelião contra o Rei. Só dá pra entender que eles queriam tornar o norte independente, da mesma maneira que Robb está tentando agora. Só que, na época, Ned os derrotou. Estou sentindo cheiro de vingança para cima da Casa Stark. E vocês?

Por fim, do outro lado da muralha, Sam tentando convencer Jon a salvar a garota grávida foi muito bonitinho e inocente, mas muito estúpido também. Tenho medo de algo acontecer com o Sam por causa disso — eu gosto dele! Mas desde o começo ele foi problemático, apesar de ser sempre um bom amigo. E Jon parece realmente ter o lado correto do pai. Faz a gente pensar se ele não vai se dar muito mal, não é? Como com aquela ideia de seguir o maluco das filhas-esposas floresta adentro para ver o que ele faz com os filhos que nascem — lembram que ele só cria as filas? Agora, concordem comigo que parece um pouco cruel entregar os bebês para os White Walkers! Meu Deus! Que medonho!

Diz a lenda que os White Walkers vão continuar ganhando importância com o desenrolar da história e, também, vale lembrar que “O Inverno está Chegando”. Mas o ressurgir desses “mortos-vivos” é como se antigas lendas se tornassem realidade. E é interessante que o medo do “exércio além da muralha” e de mortos revivendo parece não afetar Cersei, o Conselho e praticamente ninguém em King’s Landing. Acho bem legal que eles mantenham essa diferença de crenças, até mesmo pela distância. Resta saber até quando os mistérios do outro lado da muralha continuarão apenas míticos…

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