Gotham 1×05 — Viper

Você quer um pouco de emoção?” MOONEY, Fish

Para quem é fã do universo Batman, esse episódio veio como um prato cheio e delicioso. Viper nos presenteia com uma história que aparentemente será recorrente em Gotham, justiceiros que tem um fundamento justo para seus atos, mas acabam extrapolando “nos meios” que justificam os fins, e suas atitudes passam de atos de heroísmo para, atos de terrorismo.

Mais uma vez, ao menos para mim, Gotham mostrou uma fórmula muito mais próxima dos filmes do Batman dos anos noventa, do que os mais atuais, mesmo com o clima muito parecido da Gotham da era Nolan, os casos bizarros e a forma como tudo é abordado, reverencia muito mais Burtom. Ainda sinto, que já que na série podemos ter um mix das duas eras, afinal o universo nos oferece 75 anos de material para ser trabalhado, sinto falta de cenas de ação mais empolgantes, ao longo desses cinco episódios tudo relacionado a ação parece começar e acabar muito rápido, enfim, mas os pontos da bizarrice ainda seguram a série no alto pra mim, afinal a droga Viper apresentada no episódio, dava super força a seus usuários, juntamente com o sentimento de que eram deuses invencíveis, o problema é que poucas horas depois os que haviam inalado a substância morriam de forma bizarra, pois a toxina fazia com que eles consumissem rapidamente as reservas de cálcio e meio que derretiam, é gente, estranho e quem explica como eles morriam foi Edward Nigma, o futuro Charada, que para mim tem o mesmo perfil do Pinguim, falando do potencial dos atores com seus respectivos personagens na série.

E por falar em Oswald Cobblepot, ele mais uma vez rouba toda a cena com suas aparições, dessa vez o personagem entrou numa fria e quase levou o heroi da série Jim Gordon junto com ele, ao confessar ao Don Maroni que era um ex funcionário de Fish Mooney, associada de Don Falcone, o mafioso não fica nem um pouco feliz e para salvar a pele do Pinguim, James precisa contar exatamente a mesma história, aquele clima de máfia e brutalidade, pressão, etc, acontece que todos estavam falando a verdade, problema é que, Maroni não tem nem ideia da cobra que ele mesmo está deixando entrar em sua casa, mas é exatamente por isso que todos estamos assistindo a série não é? Ninguém se importa com os personagens originais desde que os personagens clássicos tenham seu momento ao sol.

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Com uma série que tem várias coisas acontecendo ao mesmo tempo, difícil manter-se em uma linha direta de crítica, enfim, falar de Fish, ou Mama Fish, todo mundo já sabia o que ela queria fazer com a garota que procurava para recrutar desde quando ela começou com isso no episódio anterior, mas ainda sim, quando o plano finalmente é posto em ação todo mundo pensa, que f***. Ou nem tanto, mas foi bacana o que aconteceu nesse sentido, no melhor clima novelístico Don Falcone não vai ter nenhuma chance quando for atingido, pois ele mesmo sem Cobblepot em seu ninho, tem uma víbora muito mais perigosa em seu encalço, Fish planeja um golpe de mestre contra o mafioso, e todo mundo sabe que ela vai usar esse cara novo que apareceu, que eu não lembro o nome, como bode expiatório para aplicar o golpe e tirar o chefe de cena, depois ela derruba o cara em nome da honra do primeiro e manter todos os associados restantes embaixo de suas asas. Fim de jogo, ou pelo menos essa é a minha teoria, Fish não tem perfil de mulher de mafioso e É a mafiosa.

Gente, e a droga, as pessoas morrendo, o pandemônio? Com tanta coisa acontecendo o “show” desse episódio poderia ter ficado em segundo plano, mas em Gotham, parece não haver segundo plano, tudo o que acontece é legal, é bem feito, e apesar de algumas cenas e atores se destacarem, tudo é um grande show, então, o cara que fabricava a droga Viper, decidiu que queria se vingar da empresa que o havia contratado para desenvolve-la em primeiro lugar, e como as Empresas Wayne eram uma das investidoras do laboratório, quem ele marcou como alvo? Não, não foi o Bruce, coitado do menino, por enquanto estou vendo um desenvolvimento interessante do personagem dele, tanto no relacionalmente com Albert, quanto de personalidade, a série mostra que Bruce era um garoto excepcional, não só por sua fortuna, mas em diferentes aspectos intelectuais e psicológicos, algo que não foi mostrado antes e com um investimento a longo prazo como este teremos a oportunidade conhecer.

Ok, o vilão da noite, então, enquanto Godon e Bullock caçam o “bandido” da vez, e todas aquelas coisas bizarras acontecem, eles acabam encontrando a pista que os leva na direção correta, como padrão até agora, uma festa beneficente dada pelas Empresas Wayne O cara quer infectar todo mundo que fez ele sofrer e destruíram a vida dele e todo aquele blá blá blá usual de personagem com síndrome de mártir, até que Jim surpreende o cara no telhado e o cara morre, como aconteceu com todos os bandidos dos episódios de Gotham até agora, mesmo em The Flash eles encontraram uma forma de prender os “Meta Humanos”, tudo bem que é porque eles querem manter a “pureza” do personagem principal, mas variar faz parte não é? Até o coringa de Batman O Cavaleiro das Trevas foi preso, apesar de todos os aspectos sombrios do universo em que estamos inseridos, nem tudo é morte e sangue, às vezes é só sangue e prisão, fica até melhor para a ficha dos detetives de plantão, no gaso Jim e Harvey, enfim, na minha opinião, mesmo com sequências que poderiam ter rumos diferenciados, Gotham não decepciona, é excelente em tantos sentidos que seus defeitos passam quase despercebidos.

Uma última informação importante (ao menos para o nada célebre crítico que vos escreve) fiquei muito feliz que Morena Baccarin foi escalada, espero que ela faça uma vilã cínica, quem viu a atriz em Homeland apenas, pode até pensar que ela é sem sal, mas que teve a oportunidade de assistir a extinta V, sabe que ela é ótima. Por hoje é só pessoal.

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